Você fabrica seu próprio estresse?

Uma frase, no post da Grace, dita por um senhor velhinho, de bengala na mão, que carregava uma sacola inspirou este texto.

Ao deixar cair um relógio velho e enferrujado, a Grace aproveitou para perguntar-lhe que horas eram. Ele respondeu:

“O relógio é antigo e faz décadas que não fala nada… Eu não sei para quê a sua pressa em saber das horas. Afinal de contas, correndo ou não, você vai chegar ao destino final.”

 Não serve de nada correr

La Fontaine já nos mostrava, em sua célebre fábula, A lebre e a tartaruga: “Não serve de nada correr; é preciso partir no momento próprio.”

É óbvio que a tartaruga é símbolo de persistência e determinação, mas não podemos olvidar ao fato de que a “rapidez” da lebre não lhe foi útil por não utilizá-la adequadamente.

As pessoas realmente querem um tempo para conversar com os amigos, ir a uma reunião na escola dos filhos ou simplesmente passar alguns minutos apreciando a beleza da natureza.

Ter sucesso na vida significa realizar muitas tarefas, ter poder, ser perfeccionista, fazer tudo rapidamente?

Quando temos consciência do que é sucesso para nós, podemos perceber que também ter tempo para outras pessoas e coisas além do trabalho.

Observar a natureza,  ter mais lazer para si e para sua família, ter mais atenção com aqueles que amamos e que nos amam, enfim, ter uma melhor qualidade de vida.

Uma fábrica de estresse

Fiquei a refletir sobre a fala do *Velho do Restelo, digo, do velhinho do post no blog da Grace: “não sei para quê a pressa… Afinal de contas, correndo ou não, você vai chegar ao destino final.”

Venho aceitando tarefas além de minha capacidade de realizá-las. É preciso respeitar meus limites. Quero realizar atividades que não sejam profissionais, caminhar mais (sou refém do carro), olhar a natureza, ouvir música, fazer cursos que me deem satisfação, enfim, pensar mais em ser e não apenas em ter, realizar.

Posso parar de ser minha própria fábrica de estresse e passar a produzir uma vida mais saudável para mim mesma.

E você, tem sido uma fábrica de seu próprio estresse?

 * Velho do Restelo– é uma personagem criada por Luís de Camões na sua obra Os Lusíadas. O discurso do Velho do Restelo mostra-se coerente com uma ideologia defensora da vida junto à Pátria e à Família.

Imagem: Velho do Restelo

  • Post atualizado em 11/05/2015

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7 comentários para “Você fabrica seu próprio estresse?”

  1. Yvonne

    Denise, há pouco tempo deixei de ser estressada. Foi uma dura batalha, mas consegui. Beijocas

  2. Bruna Diniz

    Olá Denise, tudo bom? Estive a procura de entrar em contato, mas só encontrei o comentário.
    Conheci você através da Rede Ecoblogs, onde descobri que além do apreço por ecologia, também leciona para ensino fundamental e médio – o que me chamou atenção, por eu ter um projeto infantil na internet.
    Como meu intuito não é fazer divulgação em sites alheios sem autorização, peço para entrar em contato, através do e-mail que deixei no formulário do comentário, para eu te passar o endereço do projeto, pois gostaria bastante que o conhecesse. 🙂
    Espero não estar lhe incomodando. 😉
    Abraços e até mais.

  3. grace olsson

    Denise, eu aprendi com o velhinho que a gente chega aonde queremos chegar, sem afobacao..
    POr que veja bem..eu estava desesaperada com a prova…e hoje fiz a dita cuja..Poderia sido MELHOR SE TIOVESSE ME PREOCUPADO MENOS E CORRIDO MENOS DURANTE DUAS SEMANAS..
    EU TENHO APRENDIDO, DENISE, ATÁ COM A FOLHA QUE CAI.

    ME DEDICAR AÀ FOTOGRAFIA TEM ME AJUDADO MUITO.GOSTEI DOS PTOS DE VISTA DA PSICÓLOGA.BJS E DIAS FELIZES

    OBRIGADA POR MENCIONAR MEU POST.

  4. Luma

    Denise, cada um tem o seu limite. O meu não é igual a esse gráfico. Eu ficaria estressada somente com a ‘obrigação’ de cumprir as estatísticas.
    As pessoas que conheço, produzem mais sob pressão. Se têm tempo, deixam para a última hora.
    Tenho um rítmo de vida que acho ideal, nem mais, nem menos. De vez em quando extrapolo. Acho que encontrei o equilíbrio.
    Obrigada pelo carinho!! Beijus

  5. Luma

    Acho = ainda não tenho certeza! 😉 + beijus

  6. Tina

    Oi Denise!

    Eu tento desviar do meu, nem sempre consigo. E todo ano me proponho a mudar, caminhar mais, me preocupar menos: consigo, em parte. Um dia chego lá.

    Ótimo texto, obrigada por dividir.

    beijos querida, fica bem.

  7. João Antonio Rodrigues Ventura

    Denise, desde que me aposentei não uso relógio. Ainda tenho um de pulso,que já não funciona, guardado no armário. Tenho outro, de bolso, que também não funciona, mas é uma relíquia que guardo com muito carinho pois foi de meu pai e deixarei aos meus filhos – é aquele que menciono em Cacos da memória.Quando preciso ver as horas, em casa, tem vários equipamentos em que posso fazê-lo, computador, TV e até no fogão. Agora avalio o tempo quando paro em frente ao espelho e nas dorzitas na coluna e aqui e ali, ou nas funções orgânicas que já não funcionam tão bem… Abraços.

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