Não, ao abuso contra nossas crianças!

Hoje, 18 de maio, é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Não gosto de falar sobre este assunto por razões várias; não acredito na Justiça dos homens e considero a impunidade revoltante! Mas, já está passando dos limites esta história de violência contra crianças inocentes. A negligência, os maus tratos físicos, o abuso emocional , os maus tratos psicológicos , o abuso sexual, entre tantas outras formas de violência à criança é algo que não podemos mais tolerar. O silêncio da família é uma proteção ao adulto agressor e uma violência sem tamanho contra a criança. E, caso esta ouse denunciar o abuso, é desacreditada e agredida novamente por “inventar” coisas.

O abuso sexual acontece em todas as classes sociais, e, em cerca de 80% dos casos é cometido por pessoas da própria família! O pai é o agressor mais freqüente, mas também são constantes os casos em que o padrasto, o tio, o irmão, o avô, e até mães praticam o abuso. Fora da família o abuso tem chegado até ao meio religioso, em casos envolvendo padres e pastores. Absurdo!

Indícios de agressão

É preciso ficar atento às manifestações de uma criança exposta a maus tratos e violências dessa espécie. A criança apresenta baixa estima própria, incapacidade de desabafar, ansiedade, vergonha e raiva. Também é comum apresentar tonturas, desmaios, depressão, dificuldades para se relacionar, muita tristeza e culpa por ter guardado silêncio ou por não ter feito nada para impedir o abuso. Muitos se entregam à promiscuidade sexual; outros tentam o suicídio; há os que perdem a confiança na figura masculina ou feminina; tornam-se emocionalmente frios e distantes.

Outros indícios são: medo excessivo de ficar sozinha em casa; exagerado interesse sexual, mudança notável de comportamento e rendimento escolar; relutância em voltar casa; urina freqüente na cama; depressão e regressão a um comportamento muito infantil, distúrbios do sono e do apetite, falta de cuidado com a aparência ou necessidade exagerada de asseio; posse de dinheiro sem explicação alguma, mudanças bruscas de comportamento, preocupação exagerada com crianças menores, negar-se a ficar sozinha com uma pessoa da família em particular, medo do escuro e choro freqüente sem razão visível. Há também os indícios físicos de que uma criança está sofrendo abuso, como, irritação na vagina ou ânus, dor no abdômen e infecções freqüentes na área vaginal ou anal; machucados que não podem ser explicados.

As crianças precisam ser alertadas de que ninguém tem o direito de tocar as partes íntimas do seu corpo, a menos que estejam doentes. Elas devem ser estimuladas a contar a seus pais, à professora ou outro adulto sempre que algum adulto lhes pedir que guardem segredo de um ato ou lhes faça comentários sobre sexo, ou mostrar-lhes figuras pornográficas, ou fazer gestos obscenos. Elas não devem permitir que um adulto tire fotografia delas, parcial ou totalmente despidas. Nunca devem abrir a porta quando estiverem sós.

Elas devem contar aos pais ou a um adulto em que confiem, sempre que alguém lhes oferecer presente ou dinheiro. Elas nunca devem dizer ao telefone que estão sozinhas em casa. Nunca devem entrar em casa ou carro de alguém sem prévia autorização verbal dos pais. Elas devem saber usar o telefone de emergência.

Toda criança deve conhecer as três regras de “segurança e sobrevivência” para a prevenção do abuso:
1. Dizer NÃO!
2. Afastar-se imediatamente!
3. Contar a alguém!

E, nós, adultos, nunca devemos ignorar qualquer sinal de que a criança está sendo assediada por alguém, ainda que seja uma pessoa em que tenhamos confiança. A criança agredida precisa ter em quem confiar. A segurança e a felicidade delas depende de nós, adultos, acreditarmos nelas.Pense nisto.

Este post participa da blogagem promovida pelo Blog Diga Não À Erotização Infantil e a Comunidade Diga Não À Pedofilia.

[tags]diga não ao abuso contra crianças, blogagem coletiva, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes[/tags]

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4 comentários para “Não, ao abuso contra nossas crianças!”

  1. aninha pontes

    E se pensarmos seriamente nos perigos que nossas crianças correm, dá um frio na espinha.
    Não dá para conceber que alguém, em sã consciência pode fazer mal à uma criança. E fazem, e muito.
    Beijos. Cuide aí de nossa princesa.

  2. camille

    Tambem tenho uma princesa para cuidar. E me preocupa muitissimo esse mundo louco. Muito esclarecedor seu post sobre o abuso. Que tenha muitos leitores e atentos.
    Beijos,
    Cam

  3. Ana

    Gostaria de alertar os pais. Hoje há o início de um novo ciclo no assédio, crianças de 4 anos “assediam” – se é que se pode usar este termo – crianças ainda menores, porque sofrem abuso em suas casas e repetem o ato em locais escondidos, dentro de escolas, ou dentro de suas casas, com amiguinhos. Utilizam a mesma dominação que sofrem, do “não conte a ninguém se não vc apanha”, e manipulam os órgãos sexuais dos colegas, sabendo que é errado porque o fazem às escondidas, porém sem ter noção do sentido do que estão fazendo. É o início do prazer do proibido, o mesmo que percebemos nos pedólatras. E o pior é que nós, os pais, não fomos ensinados a reque agir, temos quase que fazer a terapia primeiro antes de aprender a lidar com fatos com este…

  4. Ana

    ah, e não acontece só com meninas…

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