Bacalhau na Páscoa, cristão?

March 17th, 2010 Denise Rangel Posted in Faça a sua parte, Meio ambiente, Rede Ecoblogs 1 Comment »

Como interlocutora frequente de várias iniciativas pela causa ecológica em meu cotidiano, e abordando muitas vezes, aqui no blog, temas sobre educação ambiental, alimentos orgânicos e consumo consciente, penso que devo  novamente trazer à reflexão  o  hábito de consumir o bacalhau na Semana Santa.

Espécie ameaçada

Convém lembrar que o bacalhau consta, na lista vermelha de animais ameaçados de extinção, como “vulnerável”, e que a  sua população chegou aos níveis  quantitativos  mais baixos da história. O bacalhau da Noruega, da espécie Gadus morhua, tem uma reprodução bem demorada e pouco eficiente: a fêmea chega a pôr 10 milhões de ovos para apenas um se salvar. É fácil verificar que há  muito pouco bacalhau no mar.

Não se trata aqui de  impor atitudes a ninguém. A alta do preço para o consumidor já é um forte indício de que o bicho é raro. Isto não é necessariamente um problema para quem gosta de bacalhau e pode comprá-lo. A intenção é de conscientizar um maior número de pessoas de que suas escolhas são fundamentais para preservação ou extinção de uma espécie importante do topo da cadeia alimentar do Atlântico.

É cristão preservar a natureza?

A Igreja Católica, na época da Idade Média, mantinha um rigoroso calendário onde os cristãos deveriam obedecer os dias de jejum, excluindo de sua dieta alimentar as carnes consideradas “quentes”. O bacalhau era uma comida “fria” e seu consumo era incentivado pelos comerciantes nos dias de jejum. Com isso, passou a ter forte identificação com a religiosidade e a cultura do povo.

Já que a tradição de comer peixe na Semana Santa existe, a Igreja poderia ser um instrumento poderoso para divulgar esta realidade e estimular a mudança de hábito para preservar, não apenas o bacalhau, mas outras espécies de peixe igualmente ameaçadas. Na lista estão o atum, o salmão do Atlântico, o bacalhau do Atlântico, os tubarões, o peixe-espada, o marlin, o camarão tropical, a corvina, o badejo, a sardinha e a tainha.

Esclarecer sobre a iminência de extinção do bacalhau e de outras espécies de peixe; fazer uma reflexão sobre a tradição de se comer peixe na Semana Santa, é importante para que as pessoas, cientes  desta informação, façam suas escolhas.

Esta é uma época ideal para se falar sobre isso: espécies podem entrar em colapso, e que temos contribuído, ao longo dos anos, para que a situação chegue  a este ponto.

Foto: MacDuffAquarium – de Bruce

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Temperinhos dentro de casa

March 15th, 2010 Denise Rangel Posted in Faça a sua parte, Meio ambiente, Rede Ecoblogs, mini-horta em apartamento 2 Comments »

Faz tempo que não falo sobre minha horta de apartamento. Tenho me divertido  na hora de temperar  a comida, ao buscar as ervas, bem ali, ao alcance da mão.  E tem também o prazer em mexer na terra, que é algo que descobri recentemente, pois usava as pazinhas ou colheres. Usar as mãos em contato direto com a terra é maravilhoso.

da horta para a cozinha

A horta dentro de casa traz a vantagem de consumirmos alimentos or­­gânicos, sem desperdício,  já que  retiramos apenas a quantidade necessária, sem arrancar a plantinha toda, e ela continua lá, crescendo e reproduzindo. Uma muda de salsa ou cebolinha cresce rapidamente, por várias vezes. É fantástico.

Qualquer lugar serve para cultivar temperinhos. Quem não tem quintal, como eu, improvisa  a hortinha  na  varanda  do apartamento. Se não houver uma varanda, como aconteceu na minha última mudança de apartamento, a área de serviço pode abrigar  uma horta bastante produtiva.

A princesinha adora!

Eu planto as mudas em pequenas floreiras de plástico e em pequenos vasinhos que servem para a decoração da cozinha.  As ervas aromáticas  se adaptam bem aos espaços reduzidos. As folhas, como alface e agrião também se desenvolvem muito bem. Os tomatinhos-cereja são um espetáculo delicioso e a Princesinha adora!

Para cultivar uma hortinha e cuidar dela é muito fácil: basta aguar as plantinhas todo dia, e deixá-las  tomar sol.  De vez em quando, tenho de plantar novas mudas ou sementes  e  trocar a terra também.  A experiência de ter a própria horta dentro de casa é gratificante,  pelo prazer que proporciona o contato com a terra e pela praticidade de colher o temperinho na hora de cozinhar. Experimente!

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A terra ferve e nós congelamos

March 14th, 2010 Denise Rangel Posted in Faça a sua parte, Meio ambiente, Rede Ecoblogs No Comments »

Vamos combinar, este calor não é coisa de Deus!  E, enquanto a Terra ferve, continuamos congelando em nossos carros com ar condicionado. E se toda população decidisse utilizar menos automóveis  para ir ao trabalho, e escolhesse alternativas inteligentes e sustentáveis, como caminhar, andar de bicicleta e usar os transportes públicos?

Estas pequenas mudanças poderiam fazer uma grande diferença, não só para o meio ambiente, o que já é uma grande coisa, mas também para o bolso de cada um.  Com algumas pequenas mudanças em sua rotina, pode-se poupar tempo e dinheiro, melhorar  a saúde e  ajudar a reduzir o impacto sobre o meio ambiente.

Posso  abrir mão do carro?

Custa menos  abastecer o tanque do carro com combustivel a gás,  por exemplo, e  continuar a dirigi-lo, mesmo  que não se queira ser ecologicamente correto. Qualquer ganho ecológico feito através de uma tecnologia mais limpa é válido. Então, faça escolhas boas para seu bolso e que beneficiem o ambiente.

Durante muito tempo, fui adepta da ideia de que o carro é indispensável na locomoção para o trabalho. Como trabalhava em dois ou três lugares distantes um do outro, com espaço de tempo reduzido para me locomover  entre eles,  acreditava ser o carro  a opção mais viável, principalmente por trabalhar à noite em locais de risco.

Atualmente, concentro parte de minhas atividades em casa. Trabalho, ainda em um só lugar que necessita de transporte.  Mudei-me para um local com mais opções de transporte público. Em apenas 15 minutos estou no trabalho. Usar o carro para trabalhar é uma opção para dias de chuva ou para quando tenho de buscar minha Princesinha. Aliás, ela adora andar de ônibus e grita que não quer ir de carro, acreditam?

Optar por carros menos poluentes; ou por caminhar mais e usar o transporte alternativo; ou compartilhar o carro e praticar a carona solidária são alternativas sustentáveis, ainda  muito pouco utilizadas, infelizmente, mas urgentes e necessárias.

Comodismo ou necessidade?

Para deslocamentos maiores, há a opção do ônibus com ar condicionado. O preço da passagem empata com o do litro de gasolina e ainda  tem  a vantagem de poder relaxar durante a viagem. Sem calor e sem estresse do trânsito, com direito a trafegar pela via seletiva, exclusiva para ônibus e táxis,  sem perder tempo em engarrafamentos, e  ainda sem o desespero de encontrar estacionamento.

Carros luxuosos vão do Centro até a Zona Sul do Rio, em um trajeto de poucos minutos. Quem é “bacana” não usa transporte público  por  questões  de segurança. Por que não optar pelo táxi? Imaginem quantos carros a menos  nos grandes centros comerciais? Se eu fosse “bacana”, só utilizaria táxis especiais. Sei, sei, carro é status. Será?

Por outro lado, há a facilidade do crédito para adquirir um automóvel. Em uma só família há mais de um automóvel, e todos saem diariamente, cada um para um lado.  Acredito que há mais comodismo que necessidade de tantos carros na rua. Se eu morasse perto da estação do metrô, com todos os problemas que ele apresenta, jamais iria de carro para o trabalho.

A Terra ferve e congela

Comodidade, necessidade e precariedade do sistema de transporte público contribuem para desestimular as mudanças culturais tão necessárias para pôr a humanidade em um curso sustentável. Um imposto mais elevado sobre a gasolina,  tem sido a estratégia da Europa,  para estimular  o uso do transporte alternativo. No entanto,  creio que a educação sobre a sustentabilidade pode ser mais eficiente para  conscientizar  as pessoas de que precisam consumir menos combustíveis fósseis e torná-las defensoras deste novo comportamento.

Não é mais uma questão de opção ou gosto pessoal. Trata-se de uma necessidade urgente. Precisamos já de mudanças mais significativas e duradouras. A Terra ferve, congela, treme, enfurece.  E nós, precisamos escolher entre usar meios mais inteligentes para nos locomover em nosso dia a dia, ou continuar freneticamente em nossos veículos poluidores,  congelando  no ar condicionado  e,  ao descer do carro, derreter de calor e praguejar contra Deus e São Pedro.

Foto: AFP/Ahmad Zamroni

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Lixo orgânico transformado em adubo

February 22nd, 2010 Denise Rangel Posted in Faça a sua parte, Meio ambiente, Rede Ecoblogs No Comments »

Continuando a série de posts sobre a Flexpedition 2010, da qual participei como expedicionária, para conhecer em detalhes ações de cunho sustentável da GM.

Mais uma iniciativa sutentável demonstra o forte compromisso da GM  com o Meio Ambiente. Trata-se da utilização do processo de compostagem no Campo de Provas da Cruz Alta, em Indaiatuba, visitada pelos jornalistas na Flexpedition 2010.  Este processo de compostagem evita, desde 2004, que cerca de 2.400 toneladas de lixo orgânico sejam jogadas nos aterros sanitários das cidades onde se localizam suas unidades industriais.

A compostagem é a reciclagem do lixo orgânico, formado pelas sobras de alimentos dos restaurantes das fábricas da GM. Por meio de processos de fermentação, os resíduos são transformadas em adubo orgânico que pode ser reaproveitado na Natureza.

No minhocário (foto acima), o material orgânico é misturado ao solo e as minhocas fazem seu trabalho de aeração e adubação, tornando a terra mais fértil, fofa e preparada para o plantio.  O adubo natural é utilizado nas áreas verdes das unidades da empresa, nos 80.000 m2 das plantações de macadâmias do Campo de Provas da Cruz Alta, em Indaiatuba, e em mais de 45.000 árvores na área de reflorestamento.

Ao invés de poluir o meio ambiente com os restos de alimentos gerados nos restaurantes de suas fábricas, a GMencontrou, na compostagem, uma alternativa para a destinação do lixo orgânico e, ao mesmo tempo, a solução para parte da poluição gerada por estes resíduos.

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Campus Party marcou a minha agenda

February 20th, 2010 Denise Rangel Posted in Faça a sua parte, Meio ambiente, Rede Ecoblogs 2 Comments »

Fita do crachá vira marcador de agenda

Desde que voltei da Campus Party,  a maior festa mundial da Internet, mantive guardado o lindo crachá que ganhei lá. Fiquei imaginando de que maneira poderia reaproveitá-lo mais tarde. E hoje, quando preparava minhas aulas (que o ano letivo começa agora), precisei de mais um marcador para minha agenda, além da fitinha que já vem colada nela.

Abri a gaveta da escrivaninha e procurei algo que servisse para fazer um marcador. Deparei-me com o crachá da Campus Party e não tive dúvidas: cortei a fita um pouco maior que a medida da agenda, deixando o pedaço com a argola para fora. Colei a ponta  da fita cortada, na parte interna da capa da agenda.

Pronto! Transformei a fita do crachá em um lindo e diferente marcador! Agora, posso dizer que a Campus Party marcou e continua marcando a minha agenda.

E você, o que faz com seus crachás de eventos?

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Reflorestamento e Preservação de áreas verdes

February 20th, 2010 Denise Rangel Posted in Família e Amigos, Meio ambiente, Rede Ecoblogs No Comments »

Continuando a série de posts sobre a Flexpedition 2010, da qual participei como expedicionária, para conhecer em detalhes ações de cunho sustentável da GM.

Durante a visita ao Campo de Provas da Cruz Alta, em Indaiatuba, a 130 quilômetros da capital paulista, os jornalistas  e blogueiros participantes da Chevrolet  Flexpedition 2010 viram de perto como ocorre o desenvolvimento tecnológico automotivo da GM, sempre preocupada com o respeito ao meio ambiente e às pessoas.

Logo à chegada, os expedicionários perceberam que o Campo de Provas da Cruz Alta mais parece um parque ecológico, com muitas áreas verdes. Visitamos a casa da Fazenda,  preservada pela GM, em suas características originais. Estão intactos, o velhos casarão da antiga fazenda da família Waldemarin, ex-proprietários, e as casas ocupadas pelos colonos.

A GM teve o cuidado de construir as pistas, laboratórios, escritórios e oficinas de modo a não quebrar o equilíbrio natural, preservando a fauna e a flora locais. Soubemos que, para evitar acidentes, foram construídas cercas ao longo das pistas, a fim de preservar os animais nativos. O CPCA tem capivaras, cobras, pássaros de várias espécies , entre outros animais.

A preocupação com a ecologia está presente na preservação de grande parte da mata nativa, encontrada na Fazenda Cruz Alta, há 25 anos. O campo de provas da GM abriga uma reserva florestal  formada por variadas espécies, vegetais e animais.

Na  área de reflorestamento do CPCA foram plantadas 350 mil mudas de árvores nativas da região. Há ainda 60 hectares plantados com mais de dez mil nogueiras macadâmia. Há uma intensa atividade agrícola que contribui para a preservação ambiental, através do reflorestamento, com pinheiros, eucaliptos e casuarinas.

A preservação de áreas verdes e matas em seus complexos industriais e comerciais, e das espécies animais que nelas vivem, é, certamente, um ponto alto nas ações ambientais da GM.

Fotos: Pedro Danthas

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Você desperdiça os alimentos?

February 13th, 2010 Denise Rangel Posted in Faça a sua parte, Meio ambiente, Nutrição e saúde, Receitinhas, Rede Ecoblogs No Comments »

Foto: Cayetano

Iludimo-nos ao pensar que comemos toda a comida que colocamos no prato e não desperdiçamos nada. A verdade, entretanto, é que somos campeões em desperdício de alimentos. Jogamos no lixo, por ano, comida suficiente para sustentar milhões de pessoas. Desde o plantio à colheita, do transporte, ao armazenamento, do supermercados às feiras e restaurantes, da despensa e geladeira ao prato, todos os dias toneladas de alimentos são desperdiçados.

E não me refiro apenas ao alimento que consumimos regularmente, mas também ao que descartamos  como “não-comestíveis”.  Cascas de ovos, de legumes e de frutas, sementes de vegetais,  folhas ou talos dos legumes, pães adormecidos, são exemplos de “restos” de alimentos que contém muitos nutrientes, e, no entanto, são jogados no lixo diariamente.

Um projeto de pesquisa, desenvolvido na UFG, comprova que a adição do pó da casca de ovo às receitas, quando preparado de forma adequada, não altera a aparência nem o sabor das refeições, e resultam em teores significativos de cálcio nos alimentos preparados. O pó da casca de ovo  constitui uma fonte de cálcio de alto valor nutritivo e pode contribuir de forma significativa para  suprir a necessidade  diária de cálcio, sobretudo das populações de baixa renda.

Coisa de pobre?

Foto:Ormuzd Alves

“Ah, mas isto é coisa de pobre”, dirão alguns. Afirmo que não. Muita gente bacana exercita a criatividade em receitas deliciosas e sustentáveis. A jornalista Glau Gasparetto, em sua coluna sobre Culinária, no site M de Mulher, disponibiliza várias receitas que aproveitam sobras, como esta que usa o que sobrou de aves para fazer um saboroso Bolinho de frango; ou estas ótimas sugestões com sobras de arroz: Bolinhos de arroz com manjericão (foto), ou ainda esta interessante Torta de arroz com carne, que, além do arroz, aproveita também as sobras de pão amanhecido.

Risotos, refogados e molhos  ficam deliciosos com as sobras dos legumes, do frango, do peixe ou da carne (para quem a consome) e demonstra nossa conscientização de que os alimentos não estão disponíveis para todo mundo, além de representar economia e respeito pelos que não têm o que comer. O que sobra para mim, certamente está faltando para outros.

Se pensarmos na quantidade de pessoas que  passam fome no mundo enquanto nos damos o luxo de jogar fora  os alimentos que sobram, em vez de reaproveitá-los, talvez revíssemos nossa atitude. Não se trata de ser, mas de se agir ações e pensar conscientemente e perceber que a fome é uma realidade à nossa volta.

E então? Com tantas possibilidades, quem ainda pretende continuar descartando as sobras dos alimentos? Reaproveite-os! E faça a sua parte!

Foto: Cayetano

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Um predador implacável e insensível

February 11th, 2010 Denise Rangel Posted in Faça a sua parte, Meio ambiente, Rede Ecoblogs 1 Comment »

Todos os anos, milhares de ovos de tartarugas são deixados nas areias das praias no litoral nordestino. Porém, além dos desafios que já enfrentam para chegar ao mar, as tartaruguinhas precisam se defender de mais um inimigo: o tráfego de veículos nas praias! Que absurdo!

O pior disto tudo é a maldade destes “seresumanos“!  Há placas e faixas avisando sobre a proibição de dirigir na praia. Toda a área é marcada por estacas, para sinalizar a presença de um ninho. Ignoram-nas. O tráfego de veículos é intenso nas reservas ecológicas.

No período de reprodução, as fêmeas chegam à praia para desovar. São milhares de ninhos  com tartaruguinhas que, vencida a barreira de sair do ovo, precisam percorrer a areia, chegar ao mar, se alimentar e vencer os predadores. E ainda correm o risco de ser atropeladas no trajeto até o mar.

Muitas sequer conseguem sair do ninho, porque a areia fica compactada pelo peso dos carros, e os filhotes não têm  força suficiente para chegar à superfície. E os que saem, enfrentam, ainda, os desníveis na areia provocados pelos veículos, que dificultam o acesso ao mar.

Os biólogos integrantes do Projeto Tamar abordam os turistas que dirigem seus carros e motos pela praia, na esperança de conscientizá-los. No entanto, mesmo com o trabalho de conscientização, a proibição e a fiscalização da prefeitura, muitos continuam a dirigir pelas areias. Alguns atendem o pedido dos biólogos e grupos protetores. Outros, sequer param para escutar.

As estimativas são de que, a cada mil ovos que eclodem, apenas dois filhotes chegam à fase adulta.  As espécies ameaçadas de extinção que aparecem no litoral nordestino são a  tartaruga-de-pente (a mais comum), a verde, a oliva, a de-couro e a cabeçuda.

“As praias estão cada vez mais urbanas e isso é uma grande ameaça às tartarugas marinhas”, alertam os biólogos. É muito importante que a população participe das atividades de proteção e respeito ao ambiente desses animais. Só assim, algumas destas espécies poderão, além dos obstáculos naturais – caranguejos, formigas, aves marinhas,  polvos e peixes , vencer mais um predador inesperado: o “ser humano”.

Humano?

Imagem: Tamar

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