Hoje é o dia do Professor e, com a situação caótica atual da Educação em nosso país, somos tentados a pensar que não temos muito o que comemorar. Mas, analisando minha prática ao longo desses mais de trinta anos em sala de aula, como aluna e como professora, percebo que a aprendizagem realmente se concretiza quando o ser humano compreende a utilidade deste aprendizado para sua vida. Só aprendemos aquilo que queremos aprender. E imagino que meu papel ainda não é menos importante por isso.
Por trabalhar com diversas faixas etárias (tenho alunos de dez a sessenta anos), percebo que os melhores resultados são daqueles que se mostram interessados e motivados em determinadas áreas do conhecimentos. As crianças e adolescentes ainda o fazem intuitivamente ao escolher aquilo que querem aprender. Mas, entre os adultos esta “escolha” é mais consciente. Eles sabem exatamente o que desejam e o que precisam aprender porque compreendem a utilidade de tais conhecimentos para melhor administrarem os problemas reais da sua vida pessoal e profissional.
Então, cabe ao professor orientar a aprendizagem para a resolução de problemas e tarefas com que se confrontam na sua vida cotidiana. Isto explica por que, na Educação de Adultos, o ensino centrado nos conteúdos não tem resultados muito positivos. Os adultos são motivados para a aprendizagem de conceitos que tenham uma imediata aplicação prática do que aprendem. Por outro lado, seu interesse diminui por conhecimentos que talvez lhes sejam úteis num futuro distante, ou que talvez nunca venham a sê-lo.
Os adultos têm objetivo determinados, claros, concretos, relacionados com a melhoria profissional ou com a auto-estima e realização pessoal. Quando eles chegam, nas primeiras aulas, frisam, com muita frequência, que têm dificuldades para aprender. Este “aprender” a que se referem, são os conteúdos ou “matérias” que, diante da realidade que vivem, não têm tanta utilidade. Eles chegam com a auto-estima baixa e um medo imenso de errar. Mas, ao longo do ano, percebo nitidamente, o quanto crescem como indivíduos. Conteúdos? Retêm muito pouco. Mas, auto-confiança e consciência de sua capacidade para aprender, eles têm de sobra.
Nestes mais de trinta anos de profissão, posso afirmar, sem titubear, que só me sinto verdadeiramente como professora quando estou diante de uma classe de adultos, interessados, ávidos por mudanças em sua vida pessoal e profissional. O brilho de esperança por uma perspectiva de vida melhor é visível em seus olhos. E isto faz a gente esquecer os problemas e adiar um pouco a vontade de desistir e mudar de carreira. No final das contas, eles me ensinam mais que eu a eles. A eles, o meu carinho.
Imagem: Eu, em sala de aula
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Minha querida, meus parabéns pelo dia de hoje. Você tem a melhor profissão do mundo, a mais linda, a que eu gostaria de ter tido. Tenho todos os meus professores guardados na memória afetiva, mesmo os que me torturaram com suas exigências. Com eles aprendi a ser o que sou.
Beijocas
Sou professor há apenas cinco anos e desejo adentemente mudar de profissão (estou trabalhando nisso). Pelo menos, não quero mais dar aula para Ensino Fundamental e Médio.
Parabéns para nós, apesar de tudo.
Oi Denise, bom dia.
Vou fazer uma observação que talvez não concorde, mas tenho tido contato com professores da rede pública em São Paulo por causa de um projeto com poesias (claro) que será implantado no ano que vem. Bem, sinceramente, verificando o potencial dos professores e a forma como o conteúdo é apresentado por eles questiono e muito o valor que eles recebem. Acho que ganham uma fortuna. Não são todos, claro. Sempre há excessão no mundo.
Mas eu fiquei pasma em ver o descaso de professoras primárias para com suas salas de aulas. Uma delas me disse que cansou-se e agora não se incomoda se seus alunos aprendem ou não. Lembrei-me da pressa que eu tinha em aprender a ler e da festa que foi quando consegui ler as primeiras palavras, é um horizonte que se descortina e deve ser frustrante não ter isso pra si.
Tive excelentes professores, pessoas que mereciam, sem dúvida, cada centavo que recebiam pelo maravilhoso trabalho que faziam. Sou grata a eles pela diferença que fizeram em minha vida. Recentemente meu professor de literatura faleceu e foi como perder alguém da família, porque ele fez parte de um processo novo, de algo que segue comigo até hoje e contar apenas com a lembrança dele nem parece justo. Mas é isso. Há professores que fazem a diferença e há aqueles que não merecem nem mesmo o título de professor. Abraços meus caríssima e parabéns pelo dia de hoje…
Yvonne, Eduardo e Lunna,
Também só tenho a agradecer aos professores que tive. Instigavam-me a querer saber mais. Hoje em dia, não se vê este perfil, nem no professor e nem no aluno. Os tempos são outros. O aluno hoje é mais agressivo, não se intimida com nada, não respeita nem os pais (quando os têm); até nas escolas particulares se vê este quadro. Há casos de alunos que xingam, jogam a prova no professor, insubordinam-se de todas as maneiras. Há momentos em que o professor é um fantoche na aula.
Definitivamente, nossa época não é parâmetro para a Educação hoje. A clientela é outra. E o curso de formação de professores também caiu muito em sua qualidade.
Concordo que muitos professores já jogaram a tolha,mas, para estes, eu acredito que o melhor caminho seja procurar outra profissão, como Eduardo diz que já está trabalhando para isto, porque, do jeito que vai a educação, só os que realmente acreditam em sua capacidade de interferir neste quadro caótico é que conseguirão fazer o seu trabalho.
Obrigada a todos pelo carinho
beijo, meninos
Denise,
parabéns pelo seu dia dia.
Torço por voce, sempre.
Beijo, fessôra!
Denise querida, hoje prá mim pensar em professor, é pensar em você.
Não vejo mais professores como você, que exercem a profissão com amor. Que enxergam os problemas na educação com a clareza que vc faz.
Sabemos da diferença do nosso aprendizado para o que ensina hoje nas escolas.
Mais uma vez. Ninguém dá o que não tem, e os professores hoje não estão preparados para ensinar.
Boas lembranças todos nós de nossa geração temos de nossos mestres. Verdadeiramente mestres.
O meu beijo e todo carinho prá você neste dia.
Denise, querida,
Não poderia deixar, no dia de hoje, de vir aqui. Meu carinho, admiração e respeito pela mestra, precisavam ser reafirmados.
Beijos
Valter, Aninha e Ricardo,
Obrigada pelo carinho< Valter. A gente precisa mais do que torcida, hehe. Aninha, Não me considero exemplo de bom professor. Também já pensei várias vezes em cair fora, impotente diante de tantos problemas. Mas, ainda acreditando que nem tudo está perdido, mas que alguns poucos(poucos mesmo) conseguem realmente aprender algo que lhes seja útil e à sociedade.Ricardo,obrigada pelo carinho. A admiração é recíproca.
beijo, meninos
[...] acreditei que a a aprendizagem realmente se concretiza quando o ser humano compreende a utilidade deste aprendizado para sua vida. Só aprendemos aquilo que queremos aprender. Alguns alunos adolescentes questionam a [...]
é um ótimo poster, eu sempre adoro de ler o que você encreve, no meu site tambèm tem ums contéudos e umas notícias legais. abraços.http://sensuaisegatas.blogspot.com