Encontrei este coletor na farmácia onde compro meus produtos. E pensei: “por que não vemos esta iniciativa em todos os estabelecimentos comerciais?” Coletores nos quais os clientes podem depositar, para a reciclagem, os potes e as embalagens de papel e plástico das mercadorias adquiridas na loja.
Já existe o projeto Caixa Verde, lançado pela rede Pão de Acúçar com este mesmo objetivo: o descarte das embalagens que não serão utilizadas pelo cliente. Uma excelente ideia que deveria se tornar um hábito em todos os lugares , não acham?
Infelizmente, há pessoas que , além de não colaborarem com tais iniciativas, ainda debocham delas. No coletor de pilhas e baterias disponível na agência do banco Real, sobre o qual já postei aqui, pude observar que, no lugar de pilhas e baterias havia “lixo”! Isto mesmo. Pessoas utilizam o coletor como lixeira. Uma lástima.
Com o objetivo de mostrar aos alunos a “conversa” da canção de Caetano Veloso com o texto do poema Triste Bahia, de Gregório de Matos e o sentido novo que o poema recebe, considerando a situação de exílio em que se encontrava quando compôs a canção, desafiei meus alunos a fazerem o mesmo:
Tomando os dois versos iniciais do poema de Gregório de Matos, deram continuidade ao poema, falando de sua cidade ou de seu país hoje. E, para minha alegria, deparei-me com algumas pérolas de poemas, produzidas por eles.
Sempre vi Michael Jackson como um menino. Um Peter Pan. Suas canções adolescentes, com voz infantil, me sensibilizavam, fascinavam-me. Lembro-me de que, em minha adolescência, ainda não sabia inglês, mas já cantava junto com ele: “Bin, dê thu ôvas nidi luk nômô” e “uandêi iniorlai”, respectivamente, das canções Ben (acima) e One day in your life, as minhas preferidas até hoje.
Não pretendia fazer um post sobre o Michael, pois a dor-de-mãe-órfã anda muito forte por estes dias, como já descrevi aqui, da emoção ao rever as cenas da morte de Jean Charles, morto no metrô de Londres. No entanto, como eu disse, via Michael como aquele eterno adolescente, frágil, triste, solitário, e tão querido, que preciso deixar registrado meu sentimento por esta perda.
Nem mesmo as acusações e problemas outros que trouxeram uma névoa sobre sua imagem conseguiram tirar-me o encantamento ao ouvi-lo cantar. E eu sei bem o quanto dói uma imagem estigmatizada. Vivi isto muito de perto com meu anjo. Por isto não julgo ninguém.
“Um dia em sua vida, você vai lembrar de mim de alguma forma”… Eu me lembrarei todos os dias. De Michael, de meu Anjo, de todos os michaels e jeans que se foram e deixaram tão fortes emoções em nossos corações de mães-órfãs. Certamente, vão ficar no meu coração.
Assisti, neste sábado, ao filme Jean Charles, do diretor Henrique Goldman, com os atores Selton Mello e Vanessa Giácomo. O filme aborda a vida do eletricista Jean Charles de Menezes, morto com sete tiros na cabeça no metrô de Londres em 2005, um dia após um atentado à bomba fracassado na cidade.
Não vou fazer resenha, crítica ou comentário ao filme, ao qual gostei de assitir. Este post é um desabafo de mãe-órfã que não conteve as lágrimas em uma das cenas, justamente a do reconhecimento do corpo de Jean e a reação indignada da família dele. Vi-me naquela mesma situação, há três anos, apenas não tive reação alguma. Parecia dopada, totalmente sonolenta, como se aquilo não estivesse acontecendo de verdade. E, hoje, ali, dentro do cinema, indagava-me por que não chorei, não gritei, não questionei, não acusei, não exigi justiça pelo que fizeram ao meu menino.
Agora, recordo-me das palavras de meu pai, há uma semana, citando a frase “não cai uma folha de árvore sem a permissão de Deus. Minha filha, tira este luto”. Minha mãe também me dissera a mesma coisa, há dois anos: “está na hora de tirar este luto. “ Não disse nada a ele, como não disse nada à mamãe, na época. Tampouco nada disse naquele terrível dia, no IML. Meu silêncio e minha dor são apenas meus. E não quero tirá-los. É o que tenho.
Continuo pensando e agindo da mesma forma nestes três anos. Não voltarei a ser quem eu era. Sem coloridos, sem comemorações. Vivo a vida de verdade, não a vida artificial e de aparências. Valorizo cada momento, e não me apego a coisas fúteis e materiais. É impossível esquecer o filho que se perde. Não quero esquecer. Ele vive em minha memória. Esquecê-lo seria mais doloroso que a própria morte, porque significaria não ter mais sequer a sua lembrança. Sua imagem ficará para sempre em meu coração, em minha mente, em minha vida.
Todos os dias pergunto a Deus por quê. Um dia saberei…
“Pode parecer que são de graça, por que são distribuídas à vontade… Errado! Todos pagam por eles: recursos naturais como petróleo e água são usados para sua fabricação, energia é consumida, e, quando as descartamos, elas ajudam a obstruir pontos de drenagem de chuvas – causando enchentes -, poluem cidades e matas, podem ser ingeridos por animais e permanecem no meio ambiente por séculos.“
Levar sacolas retornáveis ao supermercado e recusar sacolas plásticas sempre que possível já se tornou um hábito em meu dia a dia. Fico muito preocupada com as sacolas que são jogadas na rua e acabam indo parar nos rios ou nos bueiros. Se levo sacola plástica para casa, com certeza terei um uso específico para ela, seja para guardar objetos, seja para serem levadas novamente ao supermercado para trazer novas compras.
Há empresas que estão substituindo as sacolas plásticas tradicionais pelas oxibiodegradáveis (que levam cerca de 18 meses para se decompor), que também podem e devem ser recicladas ou reutilizadas. Outras fornecem sacolas alternativas, de pano ou outro material, que são reutilizadas no dia a dia pois são fáceis de se levar na bolsa.
Aconteceu mais um Luluzinha Camp, neste sábado, em várias partes do país. Participei do encontro no Rio de Janeiro, e, entre tantas atividades, oficinas e atrações, verifiquei, feliz, que as luluzinhas, grupo de mulheres conectadas, estão preocupadas também em fazer sua parte pelo meio ambiente:
Bolsas feitas de tecido e material reciclado, chiquérrimas, feitas pelas meninas da Acerola. Cada vez mais o uso de material alternativo vem substituindo as bolsas e sacolas femininas.
As Luluzinhas levaram suas canecas de casa: nada de plástico. As meninas do Luluzinha Camp SP, que esqueceram suas canecas, optaram por identificar os copos de plástico para reutilizá-lo durante todo o evento. Legal.
As lixeiras para separar o lixo reciclável não deram conta. Ainda precisamos diminuir um pouco mais o consumo de garrafas, pratos e copos descartáveis. Fica a dica para o próximo Luluzinha Camp.
Os potes de vidro foram reaproveitados e reciclados pela luluzinha @danielaferpe. Não tive a sorte de ganhar um, mas não deixei de registrar a atitude ecoconsciente da colega, que tem o hábito de costumizar os potes e presentear as amigas. Bela atitude!
Fiquei apaixonada pelo bloquinho de notas, feito a partir de reaproveitamento de disquetes! A oficina de scrapbooking, ministrada pela luluzinha @luciana, foi um sucesso! Ela deu várias dicas de reaproveitamento de papel e outros materiais para confeccionar porta retratos, marcadores de livros e muitas coisas úteis e lindas. Parabéns, menina!
Aproveitando o clima verde do evento, sorteei dois cadernos molecos, inspirado nos famosos Moleskines, ecológicos, produzidos a partir de papel reciclado pós-consumo ou restos de papel produzidos pelo processo de fabricação de papéis. Os molecos são oferecidos pela Mapfre, através da Rede Ecoblogs. As sorteadas, que receberão seus molecos em casa são: Alessandra Picoli e Patrícia Haddad.
Parabéns, luluzinhas. Que os próximos encontros sejam momentos com mais troca de experiências sustentáveis.
Gente, que demais este game, do Livro Clip, para a garotada (e a gente também, né) fixar as normas ortográficas. Experimente. É muito interessante. Adorei:
Viciou? Eu também. Vou levar para meus alunos aprenderem, se divertindo.
Todo mundo sabe que estamos na Semana do Meio ambiente. Este ano, nós, do blog Faça a sua parte, resolvemos inovar. Como o dia 08 de junho é o Dia Mundial dos Oceanos, convidamos todos a contarem uma história positiva e bem-humorada em que o mar seja personagem ou cenário. Nossa intenção é mostrar como o mar é precioso para as nossas próprias experiências de vida.
Então, se você tem uma história divertida, um caso interessante, um momento inesquecível, um evento bacana, uma reflexão em sua vida em que o mar esteve como cenário ou personagem de uma forma positiva, bem-humorada e animadora, conte para nós. Uma história pessoal em que o oceano esteja “incorporado” ao indivíduo.
Dica da Carol Daemon para reutilizar a água da máquina de lavar
Reaproveitar a água do enxágue da máquina de lavar já se tornou um hábito para muitos de nós. Cada um adequa esta reutilização a seu modo e algumas dicas são bem interessantes, como esta da Carol Daemon, do blog Menina do dedo verde. Ela adaptou uma mangueira à máquina, que despeja a água em um balde – cisterna para ser reutilizada posteriormente. Genial!
Em uma discussão recente em nosso grupo de mulheres, as Luluzinhas trocaram dicas e experiências, algumas herdadas das mães, outras criadas pela imaginação das meninas mesmo. Aprendi muitas dicas novas e reaprendi o truque super ecologicamente correto para reaproveitar os quase 60 litros de água que iam literalmente pelo ralo abaixo.
Para as muitas luluzinhas que moram em apartamento não é possível reaproveitar toda água que sai da máquina. “Alguns baldes são retirados para dar descarga no banheiro de empregada, outro para lavar a área, fazer faxina na cozinha, mas, ainda assim, joga-se muito água fora”, diz a luluzinha Lanika. Concordo com ela e, por isto mesmo é que amei esta dica do balde-cisterna, da foto, porque permite que se guarde toda a água do enxágue para ser reutilizada como quiser.
“No Japão é o contrário, a água que vai pra máquina de lavar é que é o reaproveitamento”, diz a luluzinha Dani Doduti. Segundo ela, lá, utiliza-se uma mangueira com uma bombinha que serve para puxar a água do ofurô para a máquina de lavar. “Como se toma banho antes de entrar no ofurô, a água continua limpa. E geralmente as máquinas de lavar ficam no banheiro, próximo do ofurô”.
Quem mora em casa tem a vantagem de poder readaptar o sistema hidráulico para que parte da água de reuso seja reaproveitada para lavar quintal, irrigar plantas e descarga do vaso sanitário. Prédios novos já estão sendo construídos com sistemas de reuso, que, inclusive, captam água da chuva. Uma construtora, a Ecosfera, faz prédios com essas características, lembra a luluzinha Verônica Mambrini. Sobre este empreendimento, a Luluzinha-mor, Lucia Freitas, fez post aqui.
E vocês, o que fazem com a água da máquina de lavar? Alguém tem mais alguma idéia para reduzir o desperdício? Conte para nós!
O querido amigo Valter Ferraz enviou-me esta dica de vídeo, muito interessante, e que me fez pensar um pouco mais sobre o exemplo que estamos deixando para nossas crianças.
Pensar e falar sobre preservar o meio ambiente é muito fácil. Na prática, a situação é mais complicada. As crianças aprendem muito melhor através de nossas ações que de nossas palavras.
Hoje foi dia de limpeza da caixa d’água aqui no condomínio. Doeu-me a alma ver aquela mangueira jogando água no ralo. Procurei encher o máximo de vasilhames: a máquina de lavar roupas, a banheira-piscina da Princesinha , jarras e panelas para diminuir o desperdício.
A água é demasiado preciosa para ser desperdiçada. As gerações futuras merecem nossa consideração. Talvez eu não viva o suficiente para sofrer os efeitos do consumo e desperdício desenfreado dos recursos naturais e vitais para o ser humano; mas a Princesinha certamente estará aqui.