Tempestade e ímpeto

Por isso, não provoque
É cor-de- rosa choque…

Reagir a uma agressão ou situação adversa é permitir que o outro decida que atitude você deve tomar. Infelizmente nem sempre minhas reações diante dessas situações são, digamos, maduras. Sou sempre intempestiva e ajo impulsivamente. E depois, só depois, analiso os efeitos de minha reação , em meu corpo e em minha mente. Perco as estribeiras mesmo!

Houve ocasiões em que gritei, soquei a mesa, falei coisas que não devia, etc, etc,etc. Até eu me estranhei! Infelizmente, quase que imediatamente, reconheço meu despempero e tento desculpar-me com as pessoas envolvidas. Chego a ficar até três meses sem sentir raiva! Mas, de vez em quando, uma nova explosão! Nem é necessária, mas fico cega de raiva na hora em que acontece o fato que desencadeou minha fúria.

Lembro-me de que, há uns seis meses, recebi uma notícia que me tirou do sério. Na época, eu possuía uma casa alugada que fôra desocupada há cerca de um mês antes. Mas eu não havia recebido as chaves ainda, pois alguns pertences da inquilina ainda estavam lá. Pois, bem, recebi um recado alertando-me para o fato de que uma casa vazia estava correndo o risco de ser invadida. A minha, é claro. É uma casinha simples. Não moro nem pretendo morar lá, mas é um patrimônio que tenciono usar para comprar um apartamento. O que me deixou louca de raiva foi o fato de a inquilina me mandar um recado, depois de passados vários dias com a casa vazia. A idéia de não ter sido avisada me deixou fula da vida. Achei que ela deveria ter me comunicado imediatamente. Liguei para ela e xinguei muitos palavrões (que vergonha…).

Ela ligou-me de volta e devolveu-me todos os palavrões e mais alguns. Eu estava dirigindo, de modo que nem pude retrucar. Cheguei ao trabalho possessa e desabafei com meus colegas. Soltei mais alguns palavrões. A lembrança de outras situações em que eu teria sido a última a saber de fatos que me diziam respeito (como as amantes de meu marido estarem em seu velório, sem eu saber, e o fato de que meu filho estava morto e todo o condomínio já sabia e ninguém me avisou), tudo veio à tona.

Não era pela casa, nem pelo risco de ela vir a ser invadida. Mas o fato de eu não ter sido avisada imediatamente. Mais tarde, quando voltei do trabalho, ela estava em minha casa. Veio trazer as chaves e pediu desculpas por ter me xingado, pois não tem este hábito e “não queria se igualar a mim”. Putz, ainda tive de ouvir isto!

No dia seguinte, soube que ela dissera que eu a amaldiçoara e a mandara ir para um certo lugar. Gente, eu não fiz isso, podem acreditar! Disseram-me que ela devolveu a maldição para minha família. Liguei para ela e disse que se já pedíramos desculpas uma a outra, ela não deveria dizer que eu a amaldiçoara nem a xingara ofendendo sua moral. Porque isto não era verdade. O silêncio dela encerrou a discussão.

Hoje, seis meses depois, percebo que não sinto mais raiva, no entanto, sei que não havia necessidade nenhuma de brigarmos, muito menos de xingar. Foi uma perturbação emocional, um descontrole sem tamanho. Ah, e também pedi desculpas, na época, a cada um de meus colegas de trabalho por meu destempero. Lastimável o que aconteceu…

Bem, já estou há seis meses sem um ataque “sturm und drang”. Por quanto tempo? Vamos ver. Por isso, não provoque, hehe.

E vocês, como reagem a uma agressão ou situação de estresse?

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Technorati : agressividade, descontrole, impulsividade, intempestividade, raiva

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10 comentários para “Tempestade e ímpeto”

  1. aninha pontes

    Ah! Quero morrer sua amiga, aliás amissíssima.
    Bom, você já me conhece um bocadinho. Não tenho isso, no geral sou mesmo uma boca aberta. Mas não sou santa não. Embora muito pouco, também já tive meus destemperos, algumas vezes quando senti meus filhos ameaçados.
    Beijos minha querida.

    1. denise

      ah,ah, Aninha, nem dá para sentir raiva de você, né.
      Pode deixar que eu conto até mil, viu, kkkkkk.
      beijo, menina

  2. valter ferraz

    De,
    você tá calminha agora?
    Beijo, menina

  3. Tina

    Oi Denise!

    Eu acho que você é controlada demais… rs 6 meses é uma eternidade! (rs)

    Eu sempre tive bronca de gente que “roga praga” acho que teria feito o mesmo.

    beijos e boa semana!

    PS: Vai lá no BM ver a “última” do meu principezinho…

  4. denise

    Valter, agora, agora, estou. Por enquanto, hehe.
    abraço, garoto

    Tina, deve ser porque não me provocaram, kkkkk. Vou lá ver o seu principezinho.
    beijo, menina

  5. Márcia(clarinha)

    Eu sou calminha,acho até que lesadinha, rss, mas se for pra rodar a baiana eu rodo mesmo e nem tentem me segurar..[depois me arrependo, que raiva de mim! grrr]

    Você não fez nada de errado querida.

    lindos dias e carinho na pricesinha

    beijos

  6. denise

    Marcinha, toda vez que me descontrolo, me arrependo em seguida. Há outras maneiras de se resolver conflitos, sem magoar as pessoas. Embora eu tenha vontade de matar quem fez mal a meus filhos…
    beijo, menina

  7. Grace Olsson

    Denise, eu sou muito intempestiva, momentânea e explosiva. Personalidade forte e sofro para reduzir a marcha.
    Meu marido é o oposto. Eu sou CRIATIVIDADE e ele é RAZÃO(segundo ele). Esse lado SANGUE QUENTETEM ME LEVADO À LOUCURA(KKKKK). No entanto, por outro lado,esse meu lado STURM TEM ME AJUDADO A LEVANTAR DAS QUEDAS.
    Já pensou se eu nao tivesse esses arranques?Caíria e nao mais levantaria.
    Beijos e dais felizes

  8. Grace Olsson

    No assunt9o da casa, j´-a passei péssimos momentos. Acho que vc foi calma demais…6 meses????kkkkk

    1. denise

      Grace, então somos duas, hehe. Acho que me afastar de situações estressantes tem sido a melhor forma de evitar meus dias de matar, hehe. Com certeza, este nosso lado ‘sturm’ é que nos dá força para encarar as barras que nos advêm.
      beijo, menina,

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