Sem carro por um dia

Hoje é o Dia Mundial sem carro. Mais de mil cidades no mundo participam do movimento.O dia foi criado em 1998, na França, e muitas atividades são programadas para chamar a atenção para os efeitos negativos do uso dos combustíveis poluentes. O objetivo é incentivar os motoristas a optarem pelo transporte coletivo e deixar o seu automóvel em casa.

No Rio de Janeiro, uma bicicletada está prevista para as 18 horas de hoje,na Praia de Botafogo. Durante o dia, ruas serão fechadas ao trânsito de veículos, na zona sul da cidade, para o passeio ciclístico.

Infelizmente, aqui no Rio, poucos aderiram ao movimento. Pela manhã, o engarrafamento de sempre e o número elevado de veículos nas ruas mostraram falta de informação, de solidariedade ou talvez, apenas necessidade de usar o carro. Infelizmente, não deixarei o carro em casa, devido ao fato de ter de levar a Princesinha à escola, e trazê-la de volta também. Estarei trabalhando o dia todo e à noite também, em um local de acesso difícil. E, o horário noturno, em minha Cidade Maravilhosa, é um problema.

Mas, felizmente, soube que em São Paulo, o trânsito diminuiu! Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), os índices de congestionamento na capital paulista ficaram abaixo do esperado.Isto é algo importante, tendo em vista os benefícios para o meio ambiente e para a vida do paulistano também. Se houvesse alternativas viáveis para mim, não iria trabalhar de carro. Moro em um lugar super tranqüilo, mas que deixa a desejar em termos de locomoção. O carro passou a ser um mal necessário.

Se você está livre hoje à noite, no Rio, participe da bicicletada em Botafogo, com qualquer forma de transporte limpo: bicicleta, patins, skate,ou mesmo a pé. O importante é usar a energia humana. Este dia sem carro é importante para a refletirmos sobre o que estamos fazendo com nosso ar, com nossa qualidade de vida, com nosso mundo.

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5 comentários para “Sem carro por um dia”

  1. Lino

    Pelo que vi e ouvi, aqui no Brasil não pegou. E o trânsito estava tão ruim quanto antes. Acho que, na verdade, falta consciência.

  2. valter ferraz

    DE,
    todo mundo tem “seu” motivo particular para usar o carro. Não creio que tendo o seu automóvel na garagem alguém vai deixá-lo e sair a pé. Isso é conversa mole para boi dormir.
    Não trás nenhum resultado prático e nem é o principal motivo de alterações climáticas.
    Os grandes poluidores são as indústrias e essas, não se sensibilizam por campanhas. O incentivo maior vem do governo americano, seguramente o maior poluidor do mundo, seguido pela China. E ele não está nem aí, não reduz nem um milímetro(ou seja lá a medida que for usada para medir).
    Beijo, menina (vou alí fumar meu cigarrinho)

  3. Cejunior

    Infelizmente, Denise, o brasileiro ainda cultua o automóvel ! É o sonho de cada um: arranjar um financiamente muuuito longo, comprometer a renda toda, compra um carro para andar engarrafado!!!!
    E nossas autoridades “incompetentes” ainda são piores: taí o Serra e o Cabral querendo construir uma nova rodovia Rio-São Paulo.
    Ficamos refém de uma política obtusa e equivocada que deu preferência para uma indústria automobilística que nem nacional é e hoje não temos coragem de investir no transporte coletivo, ferroviário e marítimo.
    Só quem não vive o dia a dia do caos que é o trânsito de cidades como Rio e São Paulo é que pode tentar justificar o uso do transporte individual.
    É por isso que sou a favor do pedágio nos centros urbanos do Rio e São Paulo. Tem que ser radical mesmo!!!
    Um beijão.

  4. Lord Broken Pottery

    Denise,
    Em São Paulo o trânsito diminui devido ao frio. Ninguém se preocupou com a data. Aliás, mesmo em lugares mais evoluídos, não funcionou. Tenho uma prima que vive em Lisboa. Ela escreveu-me dizendo que o trânsito lá esteve igual ao de sempre. Não adianta. As pessoas compram carros em até 80 prestações para se exibirem. Gente assim tem pouco tutano.
    Beijão

  5. denise rangel

    Rapazes, concordo plenamente. Parece um caminho sem volta. Sem investimento em transporte público, não há viabilidade de se abdicar do carro. Se o transporte for bom, deixa-se o carro em casa. Quando eu morava em um lugar em que o transporte era confortável e rápido (mas, caro), eu percebi que todos de meu condomínio deixavam o carro em casa e pegavam o “frescão” para ir ao Centro da cidade. Lá , pegavam o Metrô até seu destino final. Fiz isto por dez anos, até mudar-me para um lugar mais tranqüilo, mas sem viabilidade de locomoção. É preciso investimento em transporte, com certeza.
    abraço, garotos

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