Por que os homens amam a guerra?

Cemitério das vítimas norte-americanas  em Colleville, na Normandia

 Assisti ao documentário UM BRASILEIRO NO DIA D, um relato feito pelo baterista Barone, do grupo Paralamas do sucessso, o qual encontra o único brasileiro conhecido que participou do Dia D: o franco-brasileiro Pierre Closterman – nascido em Curitiba em 1921, falecido em março de 2006 – que foi o maior ás da aviação francesa durante o conflito.

No seis de junho de 1944, o Dia-D, em uma enorme operação militar aeronaval, 155 mil homens dos exércitos dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Canadá, lançaram-se nas praias da Normandia, região da França Atlântica, dando início à libertação européia do domínio nazista.

Transportados por uma frota de 14.200 barcos, protegida por 600 navios e milhares de aviões, asseguraram uma sólida cabeça-de-praia no litoral francês e dali partiram para expulsar os nazistas de Paris e, em seguida, marchar em direção à fronteira da Alemanha. Era o início do colapso final do III Reich, o império de Hitler.

Assisti também ao especial, Os últimos dias de Hitler, um relato da secretária pessoal do Führer, uma biografia que inspirou o roteiro do filme A Queda,a que não assisti ainda, e que marcou a história docinema por tentar mostrar o lado sensível do homem que se tornou a personificação do mal. É o testemunho fiel de Traudl, uma jovem que durante três anos conviveu diariamente com o ditador alemão – foi para ela, inclusive, que Hitler ditou seu testamento, dois dias antes de se suicidar.

Apesar de Hitler ter sido um tirano tão cruel, sua enfermeira Erna afirma que não tem nada contra o ditador. “Ele se mostrou sempre cortês e encantador. A sua autoridade era extraordinária.” A secretária de Hitler, Traudl, também afirmava que ele era sempre tão gentil, e que não compreendia como podia dar ordens tão terríveis.

Fiquei refletindo sobre o fascínio que a guerra e os ditadores exercem sobre os homens. É um jogo de sedução e poder. Milhões são gastos na preparação e execução de uma guerra. A indústria bélica, cada dia mais sofisticada, gera milhares de empregos. Cada ditador, digo, chefe de Estado, procura aumentar e exibir seu poderio bélico e econômico. Há um interesse político e econômico intenso para que a guerra não pare de existir.

“Flávio Rocha de OLIVEIRA, cientista político, vê a guerra como uma solução ou prática política, quando as demais soluções políticas amigáveis fracassaram…Trata-se de um jogo político de forças, em que o mais forte tenta impor-se ao mais fraco.” [OLIVEIRA, Flávio Rocha. O Jogo da Guerra. In: Revista Jurídica Del Rey, BH – Ed. Del Rey, nº 10,p.11,2003]

Os homens fazem a guerra porque ela lhes dá muito lucro e intenso prazer. As conseqüências dela parecem não sensibilizar os ávidos por poder econômico e territorial. “De onde procedem guerras e contendas, que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne? (Tg 4.1). As guerras e conflitos têm sua origem na cobiça humana, na maldade que habita suas mentes.

Durante o documentário, Pierre Closterman diz algo assim : “… espero que os homens aprendam a lição e não façam isto de novo. Mas eles fizeram!”. Sim, minha gente, eles fizeram, e continuam fazendo, porque lhes falta paz, amor, compreensão, solidariedade, enfim, falta Deus em suas vidas. Há os que lutam em nome de Deus. Não acredito neste Deus que justifique a guerra. Não é o meu Deus, definitivamente, não é.

Que a paz do Senhor, que excede a todo o entendimento, guarde os vossos corações e vossos pensamentos em Cristo Jesus … (II Tessalonicenses 3.1-2)

foto daqui
Fontes:

http://www.mundolegal.com.br/?FuseAction=Doutrina_Detalhar&did=20134

[tags]Dia D, guerra mundial, declínio de Hitler, sedução da guerra[/tags]

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9 comentários para “Por que os homens amam a guerra?”

  1. Vivi Amorim

    Oi, Denise!!!
    Senti tanta saudade de vc hoje!!Vim te dar um abraço!
    A guerra é essa eterna e insana busca de poder…
    beijo, Vivi Amorim.

  2. Márcia(clarinha)

    Querida amiga,
    enquanto os homens disputarem poder as guerras consomem o mundo 🙁
    dias lindos querida, com carinho na princesinha
    beijos

  3. leticia coelho

    Os homens amam a guerra por causa do poder. Matar é muito mais fácil do que sentar e conversar. As pessoas perderam a capacidade do diálogo querida, e isso acaba com milhares!
    beijos

  4. Eduardo

    As guerras são feitas para demonstrar poder. O homem adora o poder. A guerra é seu instrumento.

    Bjs e boa semana!

  5. Maria Augusta

    Aqui eles dizem que quando a economia vai mal eles fazem uma guerra para relançá-la. Acho que é isto mesmo. Todos sabem que guerra é uma coisa horrível, porque ela ainda existe? E porque existem muitos interesses econômicos que são mais poderosos que qualquer valor humano. E parece que isto nunca terá fim…
    Beijos.

  6. Luma

    Cada povo encontra os seus motivos para guerriar e em geral os chefes de Estado, tomam iniciativas incitados pela opinião popular. Apesar que modernamente, os chefes de Estado têm demonstrado sua visão pessoal e as defendido, não podem tomar as decisões sozinho. E a opinião mundial é vista como intrusa nos problemas internos do país.
    Denise, há quem diga até que as guerras são necessárias para controle populacional do mundo…beijus

  7. Adelino

    Denise, guerras com armas convencionais não creio que teremos. Com armas atômicas é bem possível. Mas, como disse o Presidente Kennedy quando da famosa crise dos mísseis com Cuba: “É uma guerra que ao vencedor só restarão cinzas na boca”.
    Beijos

  8. aninha pontes

    Falta de amor.
    O poder está acima de qualquer sentimento.
    Há de se mostrar força. Primeiro eu.
    Beijos querida professorinha.

  9. Danny

    Achei muito interessante essa interpretação por qe os homens amam a guerra esta me ajudando muito
    estou estudando sobre isso em Sociologia
    valeew
    grata
    Danny!

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