13 comentários para “Os Invisíveis”

  1. Renata Guedes Pinheiro

    Dê, também passei por um episódio desses… Quase toda semana vou um um café perto do trabalho. Sempre cumprimento as pessoas que trabalham lá, sorrio, converso, agradeço. Tinha a impressão de que prestava atenção nelas. Até que, em frente ao café, uma moça me cumprimentou e respondi, mas sem reconhecer. Só depois me dei conta de que era a mesma moça que costumava me atender… Só porque não estava com o uniforme, achei que nem a conhecia! Agora, como você, estou tentando olhar (de verdade). Beijo!!

    1. denise rangel

      Pois é, Rê, a gente fala socialmente, sem se importar com o outro. Como se fosse uma coisa integrante da loja. Triste mesmo. Depois de ler o relato do psicólogo, que, vestido de gari, não era reconhecido sequer por seus colegas, percebo o quanto é horrível ser ignorado.
      beijo, menina

  2. Jussara

    Oi, Denise, eu tenho essa preocupação, olhar nos olhos, cumprimentar, agradecer. Vivemos numa sociedade alienante, mas essas são lições de minha formação cristã das quais nunca me esqueço.
    Abraço!

    1. denise rangel

      Jussara, penso que precisamos ensinar estes valores a nossas crianças, porque, os adultos tomam sua própria decisão de mudar seu modo de interagir com o mundo.
      beijo, menina

  3. Bruxa do 203

    Aqui em Porto Alegre, em geral, as pessoas falam demais. O motorista e o cobrador dão bom dia, o pessoal da farmácia e caixas de supermercado puxam assunto, comentam sobre os produtos, alguns desconhecidos na rua cumprimentam e fazem perguntas, em lojas de roupas é quase impossível escolher quieto.

    Quando sou atendida sempre falo “oi” e “obrigada”. Acho estranho quando alguém não agradece por um trabalho.

    Confesso que de manhã não tenho paciência para dar bom dia para todo mundo, nem mesmo para conhecidos.

    1. denise rangel

      Bruxa, ah, ah, é verdade. Há dias em que não queremos ver ninguém ou falar com alguém. Entretanto, nem sempre isto é possível. Também tenho meus dias de introspecção.
      beijo, menina

  4. Tony

    Eu costumo procurar o nome das pessoas que me atendem, seja num crachá, ou no cartão delas. Quando não é possivel ler, pergunto. E interajo a partir do nome. Cumprimento todos que consigo. Não são pessoas melhores ou piores do que eu, apenas exercem outra profissão… e quando as pessoas tem este comportamento de invisibilidade comigo, costumo não me incomodar, pois a pequeneza é delas, não minha :)… quando a gente não esquece que não importa a posição onde estejamos, a outra pessoa merece o mesmo respeito que você gostaria de receber de qualquer pessoa, é um hábito ser o mais educado possivel com quem lhe serve. Um habito humanamente prazeroso para mim :)… bjo!

    1. denise rangel

      Tony, também gosto de perguntar o nome, quando a pessoa se dirige a mim ou eu a ela. É estranho conversar com alguém estranho. Parece que saber e dizer o nome diminui esta estranheza.
      abraço, garoto

  5. Claudinha

    Olá Renata!
    Gostei muito da abordagem deste texto. Eu já tinha pensando nisto a algum tempo, aliás desde que me entendo por gente. Minha mãe, sempre me chamou a atenção para as palavras mágicas e para os que estão à nossa volta. Eu, por exemplo, me recuso a ler revistas no salão de cabelereiro enquanto sou atendida. Acho um desrespeito ignorar a pessoa que está ali fazendo algo para mim, mesmo que eu esteja pagando pelo serviço. Aprendi com minha bisavó (e minha mãe também aprendeu com ela) que um pouco de mel nos lábios e um olho no olho podem fazer milagres. As pessoas se sentem muito melhor e nós também. Não podemos deixar que a correria do dia a dia tirem de nós a interação, os laços do viver. Beijos!

    1. Claudinha

      Olha só!
      Escrevi Renata, Denise! Me perdoe.
      Mais uma gafe que devemos cuidar para que nunca aconteça!
      Beijos!

    2. denise rangel

      Claudinha, gostei disso: “um pouco de mel nos lábios e um olho no olho podem fazer milagres.”, sabedoria dos mais velhos é tudo!
      Confesso que não gosto de conversar no salão. Parece-me que o trabalho atrasa, porque a funcionária precisa, varias vezes, parar pra responder. E estamos sempre com pressa, não é mesmo? Vou me policiar quanto a isto também, hehe.
      beijo, menina

  6. Sybylla

    Eu tento ao máximo dar bom dia, boa tarde, até logo, obrigada, para as pessoas. Entro no ônibus, dou bom dia pro motorista, pro cobrador. Entro no instituto dou bom dia pros seguranças, pergunto se tá tudo bem, como foi o fim de semana. Não dói nem machuca ser simpática com as pessoas, e mostrar que elas são visíveis e que merecem respeito.

    Uma vez, eu estava no Pão de Açúcar com a minha mãe e vi uma gari entrar e olhar os preços dos sorvetes. Mas só tinha geladeira da La Basque, sorvetes mais caros que um picolé comum. Ela sorriu, sem graça, e saiu. Pois eu fui na geladeira, escolhi um sorvete bem gostoso pra ela, passei na frente no caixa e fui lá fora levar pra ela. Era um daqueles dias de calor intenso em SP. Ela ficou muito agradecida e me agradeceu com lágrimas nos olhos.

    Outro dia, os caras da Vivo estavam instalando internet na casa do nosso vizinho aqui. E o rapaz acabou se cortando no poste. Minha mãe e eu pegamos água oxigenada, gaze, micropore e descemos pra ajudar o rapaz.

    Deixei essa romance na forma de comentário pra mostrar que sim, dá pra gente diminuir o ritmo e prestar mais atenção nas pessoas ao nosso redor. 😀

    1. Denise Rangel

      Sybylla, o mundo seria diferente se olhássemos as pessoas como iguais. Vamos para o mesmo buraco nos tornar pó.
      Lindo e inspirador romance, Sy, com personagens reais.
      Deus a abençoe.
      Beijo, menina

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