Nem bruxa nem fada, apenas serva

Pois é. Ontem, assim que entrei em uma sala de aula, a de uma turminha muito levadinha, aliás, uma daquelas em que estou substituindo a colega licenciada (agora entende o piripaque dela…), fui recebida por alguns alunos com “parabéns, fessora, pelo seu dia”.

Entendi a ironia, mas não me abalei. Disse-lhes que sabia que se referiam ao dia das bruxas, e que, quando vinham com a farinha, eu já estava trazendo o pão. Eles ficaram meio sem graça, por a brincadeira não ter surtido o efeito que desejavam. Um deles até pediu desculpas: “foi mal, desculpa aí, fessora.”

Embora eu use a imagem da bruxinha no meu perfil, não há nenhuma conotação com as criaturas das trevas.  A foto foi tirada na festa de formatura de uma de minhas turmas queridas, e digitalizada pelo Eri Roberto para entrar em meu novo cabeçalho de blog.

Acho que estou mais para fada que para bruxa, ainda que meu filho e ex-marido dissessem que eu era uma destas, porque o que eu dizia acontecia, hehe. Acredito mesmo que nossa palavra tem poder e que se bendizemos ou amaldiçoamos alguém, assim se fará: “E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem(Gn 12.1-3).

Creio que todos os dias são iguais e santos. O dia 31 é um dia como qualquer outro que o Senhor Deus fez para que nos alegremos nele. Tenho muita fé em Deus e acredito piamente que esta não é uma festa do Bem. Procuro ser feliz e viver cada um dos dias de minha vida como se fosse o único e último dia de minha existência.  Não tenho nenhuma associação com forças ocultas ou misteriosas. Apenas uma grande fé, capaz de remover montanhas, mas completamente submissa à vontade divina. Não sou bruxa nem fada, apenas uma humilde serva. Qualquer coincidência é mero engano.

Não comemoro nem participo de nenhuma forma de comemoração relacionada a Halloween. Pelo contrário, acredito que nada que se relacione a ocultismo, magia negra, diabo, caveira, terror, medo e afins possa ser bom. E se  formos ver a origem (dá uma goolgleada e verás) desta festa macabra, veremos que ela mascara uma história de pavor, sangue e sofrimento, alusão a mortos e outros elementos estranhos.

“Tudo o que é verdadeiro, honesto, justo, puro, amável, se alguma virtude há e se algum louvor existe, nisto pensai.”

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5 comentários para “Nem bruxa nem fada, apenas serva”

  1. Cadinho RoCo

    Prcebo nesta celebração do dia das bruxas uma bobagem sem tamanho porque ela não tem a menor relação com a nossa realidade, com a nossa cultura e nem com o que de fato possa ser celebrado. Já tive oportunidade de conhecer mulheres que se dizem bruxas, mas que guardam uma reserva com relação a isso, totalmente adversa a uma celebração exposta a um dia inteiro. Também sou regido pela fé que tenho em Deus que reconheço como o Criador e que está acima de tudo e todas as coisas. A nós, como criaturas Dele, cabe agir no propósitro de promover um mundo melhor para todos nós e não o contrário.
    Cadinho RoCo

  2. Veridiana Serpa

    ótimo texto e ótimo comentário do Cadinho…bjs e uma ótima semana!

  3. Lucia Freitas

    Então ensina a molecada a comemorar o Dia do Saci! Não tem nada a ver com religião alienígena e ainda por cima é totalmente nacional.
    😀
    Lindo texto mesmo

  4. denise rangel

    Obrigada, pessoal!
    Lucia, nós já fazemos isto há tempos. Lendas do folclore nacional é minha praia, nas aulas de Literatura.
    beijo, menina

  5. Lunna

    Oi Denise, confesso que seu post deixou-me um pouco incomodada, principalmente pela forma como determinou a palavra bruxa. Enfim, acho que toda mulher é meio bruxa e essa palavra nada tem a ver com crendices tolas de demônios e coisas satanicas (coisas criadas pela Igreja para se impor). Não acredito em trevas, inferno, demônios ou coisas do gênero. Isso pra mim é folclore. Respeito a crença de todas as pessoas e acho que o Halloween não passa de mais uma festa comercial, assim como o Natal, Dia das Crianças, Pascoa e por aí vai e não vejo nada de satânico nisso, embora essa coisa de comercializar tudo, sempre visando o lucro me incomode, mas as pessoas trilham o caminho que achar melhor. Afinal, temos o direito a escolha.
    Quanto ao que disse sobre os mortos, não vejo nada de errado em lembrá-los e revenreciá-los como se propõe a mística da arte pagã de onde se originou a tradição do halloween que simplesmente nos pede para não esquecer quem somos e de onde viemos. Uma mística, uma arte, uma tradição que vem da natureza e pra ela retorna…
    Abraços meus

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