Há mães e mães …

Enquanto as Luluzinhas discutem  na blogosfera as confissões de Maria Mariana sobre a maternidade, fico imaginando se algumas mulheres realmente deveriam ter se tornado mães. Cada dia me convenço mais de que algumas mulheres não têm vocação para tal. O filho é um acidente, ou algo parecido, com o qual não têm nenhum compromisso.

Já outras  mulheres, conscientes de que  não  têm  aptidão para serem mães, decidem que não terão filhos. É uma decisão responsável. Não vejo nenhum egoísmo nisto. Ser mãe é compromisso, não pode ser diferente.

Hoje, quando eu me preparava para descer a escada rolante em um shopping, vejo um menininho, um bebê ainda, devia ter uns dois anos ou menos, correndo em direção à escada, completamente sozinho. Só tive tempo de segurá-lo para impedir que ele alcançasse a escada.  Olhei à volta e não vi a mãe.

Havia dois seguranças perto e eu disse a eles que aquela criança estava sozinha. Entreguei o bebê a eles.  Alguns segundos transcorreram até  que a “mãe” aparecesse, tranquila, tranquila, com um olhar sorridente e despreocupado. Fiquei tão indignada que  desci as escadas rapidamente para não falar o que não devia. Absurdo. Irresponsabilidade. Incompetência.

Eu sei que as crianças cegam a gente. Quem já não perdeu o filho de vista alguma vez?  Até eu, como já contei aqui, perdi minha filha por alguns angustiantes momentos. O que me deixou indignada foi ver a tranquilidade daquela mãe. Pensei que apareceria alguém apavorada, nervosa, aflita com a possibilidade de seu bebê ter se precipitado escada rolante abaixo; mas, qual nada, ela nem se abalou.

É, realmente há mães e mães.

Imagem: daqui

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6 comentários para “Há mães e mães …”

  1. Allan

    Difícil essa profissão de pai e mãe. Respeito quem decide não assumir tal responsabilidade escolhendo não ter filhos, mas só quem tem é que sabe que tanto empenho paga, quando há amor.

    Beijocas 🙂

  2. aninha pontes

    Já vi muitas assim.
    Se estão diante de uma vitrine, o resto do mundo não conta, nem mesmo um filho pequeno.
    E se você falasse alguma coisa, ainda corria o risco de ser ofendida por ela.
    E pensar, que um acidente acontece em uma fração de segundo.
    Beijos prá vocês meninas.

  3. Lunna

    Eu confesso que não nasci para ser mãe, mas não sei se amanhã pensarei assim. Tenho apenas 28 anos e hoje não penso em ter filhos, como ontem também não pensava. Acho que seria uma mãe muito chata, incoviente e exageradamente controladora. Não, eu não entendo como mães perdem seus filhos (rs) e não entendo como deixam crianças andando sozinhas a metros de distância delas. Eu nunca me perdi de minha mãe na infância e ela dizia que usaria coleira se preciso para garantir isso. No fundo era brincadeira, mas o assunto é sério. Não é um julgamento, mas aqui em SP acontece cada coisa que não parece real, mas enfim…
    E quanto a Maria Mariana, viva as experiências dela, mas espero que ela não as tome como regra a ser seguida porque cada caso é um caso…

  4. Suh

    NoOssa…se fosse comigo entraria em pânico total.
    Também já presenciei inúmeros casos absurdos, total irresponsabilidade de certas pessoas com o título de mãe…mães ao acaso penso eu…caso contrário não se entregariam a maternidade.
    Costumo dizer que para ser mãe…é preciso ter dom!
    Chuva de luz pra você!
    😉

  5. denise rangel

    Allan, profissão não remunerada, né. Será que se houvesse pagamento, mesmo, as mães seriam mais “profissionais’? Tens razão, o amor de uma mãe de verdade paga tudo.
    abraço, garoto

    Aninha,
    Uma distração e lá vai a criança. Pode até acontecer, pois as crianas hoje em dia são ágeis demais; mas o que não é admissível é a mãe não se abalar com isto,né?
    beijo, menina

    Lunna
    Minha mãe também nunca nos perdeu, mas a gente era obediente, do tipo que bastava um olhar, sabe. Ai de quem saísse de perto da mãe. Hoje em dia, as crianças parecem que estão elétricas. Em segundos, elas disparam. Acontece com muita frequência. O que não entendo é a calma da referida mãe.
    Quanto a tua decisão de ser mãe ou não, para tudo há o momento certo. E seja ela qual for, será bem consciente, tenho certeza.
    beijo,menina

    Suh,
    Eu entro em pânico quando a minha Princesinha solta a mão e corre. Tenho de ser mais esperta que ela. É terrível a situação. Mãe não pode se distrair, tem de estar o tempo todo ligada na criança.
    beijo, menina

  6. Meu Google Reader | 30 & Alguns

    […] Há mães e mães – Sturm und drang! […]

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