Exercitar a memória

Estou muito esquecida ultimamente. Antes, não era assim. Sabia exatamente onde estava cada parafuso nas caixas de ferramenta, em que gaveta estava determinado documento, onde havia guardado qualquer roupa ou objeto. Entretanto, nos últimos tempos, preciso desesperadamente de minhas agendas (sim tenho várias) para me lembrar de tarefas e compromissos.

Aliada à idade que já avança, há também a sobrecarga de trabalho e informações que preciso memorizar. É natural que lapsos de memória aconteçam, principalmente quando estamos sob pressão ou tentamos fazer várias coisas ao mesmo tempo.

Lanço, então, mão de tudo para ativar a memória: agenda no celular, com alarme programado para os eventos; arquivos de notas “post-it”, para me lembrar os compromissos, na área de trabalho do computador. Mando emails para mim mesma, com lembretes dos compromissos, que são arquivados em uma pasta especial do Gmail. Quando abro o email, logo visualizo a pasta. Uso todos os recursos que a agenda Gmail oferece e me tem sido muito útil.

Tenho agendas diferentes para cada compromissso (uma para a escola, uma pessoal, uma para a escrivaninha), e por aí vai. Mesmo assim, já me confundi, por não anotar na agenda, que quem deveria fazer as provas de uma das turmas, no mês passado, era outra professora, e não eu. Resultado: nós duas fizemos a mesma prova! Tst, tst, tst…

A qualquer momento, se me lembro de que preciso fazer algo, imediatamente anoto, seja em um papel dentro da bolsa; seja em um bilhetinho, na porta da geladeira; seja em um bloco de anotações que mantenho em cima da escrivaninha. Se estiver na rua, anoto na agenda do celular, ou na mão mesmo!

Mas, nem tudo anoto nas agendas. Confio na memória também. E, muitas vezes, quem paga pela minha “amnésia” são minhas plantas, quando me esqueço de lhes dar água… Ou alguma conta que deixo de pagar, mesmo tendo uma planilha no excel para controlar meus gastos, e os telefonemas começam a chegar: “não constam, em nossos registros, o pagamento da conta…”

Truques para exercitar a memória

Faço a lista de supermercado em um papel, deixo-a afixada com um ímã na geladeira e visualizo-a toda vez que passo por ela. Quando vou às compras, procuro lembrar-me do que tenho de comprar sem recorrer à lista. Ao terminar as compras, checo a lista para ver se não esqueci algum produto.

Guardo sempre os objetos no mesmo lugar. Sempre sei onde estão, a menos que alguém os tire de onde estavam. Se mudar este ritual, levarei muito tempo para reencontrá-los. Neste momento, por exemplo, não sei onde está o carregador do celular. Tirei-o do lugar de sempre, pois a Princesinha passaria a manhã aqui em casa, e agora não me lembro de onde o coloquei. Quando isto acontece, aguardo até que, mexendo em alguma gaveta ou bolsa, o objeto seja encontrado.

Outro artifício que funciona quando esqueço o que ia fazer, ou buscar em outro cômodo da casa, é voltar ao ponto inicial e refazer o trajeto. Parece mágica! Acabo sempre lembrando o que queria fazer ou pegar.

Já para aquelas situações em que uma palavra está “na ponta da língua”, mas não consigo me lembrar dela, uso a seguinte tática: continuo a conversa, o debate ou a aula, sob outro ângulo, e, quando a palavra perdida volta à memória, retorno ao assunto pendente.

Outro recurso muito eficiente é associar números a algo relacionado logicamente a eles. Por exemplo, se em uma série há quatro algarismos seguidos e o último for o número quatro (5674), eu a memorizo assim: “5, 6, 7, 4 numerais seguidos”. Também associo senhas a fatos relacionados a algo importante. Por exemplo: completei 51 anos, justamente dois meses depois do mês que perdi meu filho e dois meses antes de a Princesinha completar 2 anos. Daí, o número 2512 sempre terá um significado para mim, o de perda e ganho, caso eu tenha de usá-lo como senha ou coisa parecida.

Anotar é fundamental para mim. Sempre que me lembro que tenho algo por fazer, faço-o imediatamente, e, se isto não for possível, anoto. Tenho o hábito de anotar o que pretendo fazer durante o dia, a semana, e a longo prazo. Desde um telefonema que tenha de dar, um livro que precise ler, uma tarefa que precise terminar, e por aí vai. Sou a mulher das listas!

Bem, acabo de me lembrar de que este post está grande demais, e que já está na hora de encerrá-lo. Ah, e não se esqueçam de mim, hein! he he…

Imagem: daqui, em CC

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4 comentários para “Exercitar a memória”

  1. aninha-pontes

    Denise minha querida, o perigo aí é perder uma das agendas heim?
    Ou esquecer em qual anotou determinado assunto.
    Tem jeito não, a proximidade da velhice é isso, são essas coisinhas que não nos deixam esquecer que estamops ficando velhas.
    Faz parte.
    Aqui em casa, as vezes também esqueço, mas o Valter é terrível.
    Perde os óculos a todo momento, e com eles perde tudo.
    Estou sempre por perto, com dois esquecidos, o saldo de lembrança é maior né?
    Beijos querida.

  2. denise

    Ah, ah, Aninha, sabe que minha filha já comentou sobre isso? Se perder a agenda perde parte da vida, hehe. Mas a principal fica sempre em casa. E as anotações que não se podem perder ficam na agenda on line, que posso acessar de qualquer computador via Gmail.
    Velhice coisa nenhuma, pára aí , ô meu! Vocês estão ativos e com a memória tinindo, hehe.
    beijo, menina

  3. horvallis

    Denise,
    Os choques psicológicos perturbam muito o funcionamento da memória, e durante muito tempo. E no teu caso o choque foi enorme.
    Depois do meu divórcio tive problemas de memória. Até não me lembrava do que a gente me tinham dito, e fazia várias vezes as mesmas perguntas. Passava horas a procurar as minhas coisas, e também esquecia de pagar as contas. Durante alguns tempos pensei que talvez fosse sinal de degenerescência do cérebro. Mas pouco a pouco as coisas voltaram ao normal.
    Mas para lutar contra o problemas de memória, tens razão que a solução é uma super organização.
    Beijos.

  4. Luma

    Interessante é fazer exercícios que ativem a memória. Existem um monte deles, mas eu sempre esqueço quais são! 🙂 Mas todos os dias pela manhã, olho as agendas e faço uma lista à parte em ordem de realização.
    Na época de estudante anotava tudo que o professor falava, como se escrevendo eu assimilasse melhor. Até que na faculdade um professor chamou a minha atenção. Eu heim? Ele achava impossível eu anotar tanto.
    Mas continuo assim. Agora mesmo tem uma listinha crescendo aqui do lado.
    Boa semana! Beijus

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