Cientistas estudam o “poder da fé”

“Senhor, ajuda-me a nunca usar minha razão contra a Verdade”. (Oração Judaica)

Beto Diniz

Em 2005, Cientistas da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, iniciaram pesquisas em laboratório para verificar se a fé em Deus é uma forma eficaz de aliviar a dor. O estudo, acompanhado por neurologistas, farmacologistas, filósofos e teólogos, tem como objetivo saber como crenças religiosas se manifestam no cérebro humano.

Uma  das experiências a serem realizadas seria esfregar um gel à base de pimenta na pele de voluntários, que seriam convidados a tentar estratégias diversas para minimizar a sensação de ardor. Outro teste consistiria em radiografar o cérebro de uma pessoa que sente dor, enquanto  sobre sua mão seria colocada uma pequena caixa que se aquece até alcançar sessenta graus centígrados.

Para as pessoas com forte convicção religiosa, entre as estratégias para minimizar a sensação de dor, estaria a fé.  Enquanto estivessem sofrendo, voluntários seriam expostos a símbolos religiosos como imagens da Virgem Maria ou um crucifixo.

Mudança no cérebro

Em outro teste, o vice-diretor do Centro de Oxford para a Ciência da Mente (Oxcsom) Toby Collins, usaria anestesia e equipamento para observar transformações nos tecidos do cérebro para investigar as fronteiras da consciência.

“Dor tem sido um ponto central para muitos problemas em que pensadores religiosos e outros têm se concentrado”, disse o neurocientista do departamento de fisiologia de Oxford, John Stein.

A neurologista Susan Greenfield, do Centro para a Ciência da Mente, disse que seriam usados testes de ressonância magnética para verificar o grau de influência de crenças religiosas e espirituais, tais como “a crença ilógica na superioridade inata do homem”.

O estudo estava previsto para durar dois anos e com fundos da ordem de US$ 2 milhões da Fundação John Templeton, que tem cunho filantrópico e é sediada nos Estados Unidos. A fundação apóia estudos sobre a relação entre a ciência e a religião.

O poder da fé

Seria o poder da fé , em pessoas que atravessam situações de dor,  um fator determinante para suportá-la melhor do que os que não crêem em Deus?

O subdiretor do centro, Toby Collins, disse que “há uma  grande capacidade das pessoas para superar (certas) condições.” Os especialistas querem conhecer mais a força de certas pessoas, como se viu recentemente com alguns sobreviventes de terremoto e posterior maremoto que atingiu o sudeste asiático em 26 de dezembro de 2004.

Como dois anos já se passaram, e ainda não sei se os resultados da pesquisa já saíram (alguém sabe?), afirmo que, por experiência própria, a fé em Deus me faz suportar a dor de um grande sofrimento. A vida tem sido um grande laboratório… E acredito que fé e razão podem conviver pacificamente.

Volto a falar sobre esse assunto.

[fonte: jornal O Estado de S.Paulo 13/01/2005]

foto: Beto Diniz

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3 comentários para “Cientistas estudam o “poder da fé””

  1. aninha-pontes

    Bom, eu não sei nada sobre a pesquisa, mas sei que a fé que tenho muitas vezes é inexplicável. A força que me dá, a coragem, só mesmo tendo fé.
    Fé é algo que não se ensina, voce pode conseguir mostrar através de experiências de vida, para pessoas que estão ao seu redor.
    Sei lá, mas não fosse Deus em minha vida, muita coisa teria sido diferente, talvez eu não estivesse nem aqui dizendo isso. Ele me devolveu a vida, quando todos acreditavam que ela tinha se ido. Inclusive os médicos que fizeram tudo para devolve-la.
    Beijos minha linda.

    Depois me conta esta história direitinho? Você é um milagre de Deus? Que maravilha!
    beijo, menina

  2. Elizabeth

    No meu caso a fé veio com o medo e a necessidade e hoje dou gracas em te-la.
    Já fui lá votar no corcovado e 6 maravilhas mais, já li do Valter e o ar condicionado ( aqui dispensavel) , e sobre as estrelas… estou aos poucos tentando colocar em dia posts de amigos. Beijos

    Às vezes o sofrimento faz a fé se revelar. Fui lá dar os parabéns do teu filhão lindo.
    beijo, menina

  3. Maria Elena

    Oi Denise,
    Nao vejo a hora de chegar a minha vez.
    Ai como eu queria ter uma fofurica dessa
    pra me chamar do que quizesse…Elena, Nena,
    vovo, bobó, grandma etc etc.
    bjokas,
    me
    ps.: Denise…este comment era pra sair no post de cima. Sorry

    Ah, tomara que logo, logo, você tenha histórias pra me contar também, hehe!
    Beijo, menina

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