Ah, se eu tivesse asas…

… para fugir do caos do trânsito!

Meu Deus! Voltei a trabalhar estes dias e já havia me esquecido do caos que é o trânsito no Rio de Janeiro! Santo Cristo, quantos carros! E mais que os carros, um nervosismo fora do comum, as pessoas querendo que a pista se alargue como um elástico para que possam passar todos ao mesmo tempo! Ninguém quer ficar para trás! Que stress, digo , que agitação (que o deputado Aldo Rebelo não me censure pelo estrangeirismo), que inferno no trânsito!

E o resultado não podia ser outro: um engavetamento de um ônibus e cerca de cinco carros, na avenida Brasil. Parecia um enorme sanduíche de veículos. Ninguém se feriu, mas vão demorar muito para chegar em casa. Por que as pessoas vivem correndo?

Menos carros e poluição

A gente vive lutando para diminuir o excesso de carros nas ruas, para reduzir o impacto dos gases poluentes sobre o meio ambiente. Os gases que saem dos escapamentos são responsáveis por 40% da poluição nas grandes cidades! A cidade fica escura, com a fumaça negra que sai dos ônibus e demaisveículos.

Ás vezes penso que é uma luta insana. Os ônibus e metrôs estão superlotados, a viagem até o centro leva tempo demais. Há muitos carros e poucos ônibus. E, na maioria dos casos, um carro para uma pessoa apenas. Não vejo vontade , nem política, nem pessoal, para diminuir este caos. Quem já sofreu horas em um coletivo lotado, não abre mão de um carro. Realmente é um problema de difícil solução.

Estou exausta! E hoje foi o segundo dia de trabalho. Este ano promete. Nestas horas eu queria poder voar… Em segundos chegaria ao trabalho. E mais rápido ainda estaria em casa. Sem combustível, sem poluição, sem stress, ops, sem nervosismo. Sonhar pode, não acham?

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9 comentários para “Ah, se eu tivesse asas…”

  1. Adelino

    Denise, apesar do que você escreveu a respeito do trânsito no Rio, a verdade é que as autoridades, digo os governos, fazem sim alguma coisa no sentido de melhorar.
    Ampliam ruas, avenidas etc, mas cresce a quantidade de carros. A oferta é muito grande e o crédito, fácil. Houve um tempo, de mais respeito, em que as campanhas de trânsito eram uma constante, sendo a mais notória: “Dê uma carona para o seu vizinho”, “Organize-se em grupos e frete ônibus para o trabalho” etc. etc. Dizer que dar carona é perigoso não é bem assim, afinal, acho que conhecemos nosso vizinho.
    Um abraço, Denise.

  2. leticia coelho

    Por isso senti tua falta!! O trânsito é sempre um problema Denise…Não existe hora tranquila mais para dirigir…Em Porto Alegre, os carros parecem navegar e não andar…rsrs
    beijos

  3. denise

    Exatamente, Adelino,. Mas, acredito que há mais comodismo que necessidade de tantos carros na rua. Se eu morasse perto da estação do metrô, jamais iria de carro para o trabalho. Você vê carros luxuosos que vão do Centro até a Zona Sul. Um trajeto de poucos minutos de metrô. O governo faz obras, sim, mas , por outro lado, há a facilidade do crédito. E em uma só família há mais de um automóvel, e todos saem diariamente, cada um para um lado. O que eu quero dizer é que, quem tem a comodidade do carro, não vai pegar ônibus ou metrô.
    abraço, garoto

    Pois, é, letícia, voltei à carga pesada, he he. E, infelizmente, preciso do carro, para me deslocar da zona sul até a zona oeste (30 km)em cerca de uma hora, no horário do rush. E chego atrasada, não tem como, só voando, hehe.
    beijo, menina

  4. aninha pontes

    Denise querida, tenho uma solução. Vem prá Mongaguá.
    Aqui você anda a pé, sem stress, ou nervosismo, ou seja lá o que for.
    Beijos menina.

  5. valter ferraz

    Denise, ué vc não é bruxinha? Usa a vassoura, pô!
    Beijo, menina

  6. Luiz Santilli jr.

    Cara Denise
    Esse é o drama das metrópolis: temos um certo conforto, mas o custo é esse, trânsito, poluição, stress (perdão Aldo), correria, etc.
    Está semana assisti ao filme “Infidelidade” na Globo!
    As pessoas trabalhavam em Nova Yorque, no fim do dia tomavam o metrô e desciam numa parada linda, sossegada, com um imenso estacionamento próximo. Desciam do trem, pegavam seus veículos e por caminhos suaves e floridos, chegam a sua lindas casas de campo!
    Ví isso em Frankfurt, quando com duas estações estávamos numa paradisíaca cidadezinha Russelshein, com direito a um rio de margens gramadas, com patos e marrecos…
    Estive ausente por motivos técnicos.
    Se puder me visite em BOA LEITURA.

  7. Maria Augusta

    Pois é, Denise, o automóvel que devia ser uma solução se tornou um problema nas nossas cidades. Para resolvê-lo, é preciso mudar a mentalidade, as pessoas precisam ser menos individualistas e dar carona aos que fazem o mesmo caminho. E principalmente o transporte coletivo precisa melhorar nas grandes cidades, principalmente o metrô. Mas o difícil é mudar as mentalidades, afinal fomos condicionados a ter nosso belo carro, né?
    Um grande beijo e um bom fim de semana.

  8. denise

    Aninha,Mongaguá é um paraíso, mas eu ficaria louca. Pessoas urbanas são viciadas em agitação. A gente reclama,mas não larga a cidade.
    beijo, menina
    Valter,ultimamente estou na fase fadinha, hehe. A vassoura da bruxinha está em manutenção. Anda poluindo demais, hehe.
    abraço, garoto
    Pois é, Luís,seria o ideal que tivéssemos esta opção de usar os trens e deixar o carro perto de casa. Mas, nossos metrôs andam superlotados. Imagine se todos resolvem deixar o carro… Acho que o sistema de transporte no Rio ainda não está pronto para acolher todos seus usuários. Vou lá ver seu cantinho, sim.
    abraço, garoto
    Maria Augusta,é tudo junto, comodidade, necessidade e precariedade. Como eu disse ao Luis, com tanto carro na rua, os ônibus e metrô estão lotados, imagine se mais pessoas passassem a utilizá-los. Talvez as empresas precisassem descentralizar seus escritórios. É muita gente concentrada em um só lugar. Viajam quilômetros diariamente para irem trabalhar. Algo está errado não acha?
    beijo, menina

  9. Ande sustentavelmente | Sturm und Drang!

    […] Sempre que possível, em trajetos curtos, faço um esforço para ir a pé  ou utilizar o transporte coletivo.  Confesso que  estou viciado no carro e obrigo-me a deixá-lo em casa nestas ocasiões. Quem possui uma bicicleta  está em melhor situação que eu, pois não me arriscaria a pedalar pelas ruas do Rio de  Janeiro. Ah, se eu pudesse voar… […]

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