Adotar não é escolher. É fazer o bem.


Os fatores de restrição revelam que, no Brasil, a adoção ainda é um processo que tem critérios extremamente seletivos como prioridade,  antes de ser entendido como um ato de amor indiscriminado.
(Portal CNJ )

Adotar uma criança ou um adolescente é inserir um ser no seio familiar de modo tão natural quanto um parto. Em minha família há três meninas que hoje são mulheres lindas e felizes, e eu só me lembro de que foram adotadas quando alguém fala sobre o tema.

Uma criança não é um animalzinho de estimação

Adotar não é escolher. É fazer o bem. Não é comparecer a uma instituição como se fosse a um abrigo de animais e escolher um bichinho bem fofinho e bem lindo, de acordo com as necessidades e interesses do adotante. É, antes, um ato de amor que visa apenas, e tão somente, o bem-estar e a felicidade de uma criança.

O mistério da maternidade

Minha prima estava fazendo tratamento para engravidar há dez anos, quando sua filha do coração chegou. Deixaram-na à porta de sua casa, muito doente. Naquele momento, minha prima pariu! Penso que, no caso dela, foi Ana que a escolheu. Ali havia uma mulher que ansiava ser mãe.

E o mistério da maternidade é tão intenso e inexplicável, que, após a adoção desta menina, minha prima engravidou! Seu filho natural foi criado com a irmã adotiva, como um príncipe e uma princesa. Coisa linda de se ver e emocionante de se sentir. Algum tempo depois, ela engravidou novamente! Não foi só o coração que desabrochara. O útero também!

Os dois outros casos de adoção na família foi só um pouquinho diferente. Ambas as meninas foram trazidas pelas próprias mães, cuja situação precária, em vários aspectos, as impediu de exercer a maternidade. Não nos cabe julgá-las. O carinho e a integração ao seio familiar foram igualmente naturais. Ao contrário do que esperávamos, nenhuma delas se interessou em procurar e conviver com a mãe biológica.

Como adotar

O Cadastro Nacional de Adoção (CNA)  foi lançado em 29 de abril de 2008,  como uma ferramenta para auxiliar juízes das varas da infância e da juventude na condução dos procedimentos de adoção, a fim de agilizar os processos de adoção por meio do mapeamento de informações unificadas.

Antes de procurar o Juizado da Infância e da Juventude, seria muito bom para as crianças, se os pretendentes refletissem sobre o que significa adoção para eles  e quais seus sentimentos em relação a esta decisão. E, só então, dar início a uma longa (às vezes, breve) espera de amor, tão importante quanto uma gravidez natural.

  • Para entender como funciona o Cadastro Nacional de Adoção, acesse o Manual do CNJ.

Imagem: Leonardo Augusto Matsuda

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3 comentários para “Adotar não é escolher. É fazer o bem.”

  1. Allan

    Por aqui não é raro o ato da adoção. Existem diversas formas: a adoção comum (a mais complicada); a guarda, quando uma família só não adota a criança, mas a trata como filho até que ela alcance a maioridade (normalmente filhos de famílias com problemas); a adoção à distância, que permite a qualquer adulto sustentar uma criança do terceiro mundo que vive com a própria família, através de ajuda econômica (a mais difusa por estas bandas).

    Infelizmente exise quem está mais interessado na própria satisfação pessoal que na criança, como se fosse uma criança de estimação.

  2. denise rangel

    Pois é, Allan, destas formas que você citou, sou mais propensa à ajuda econômica e moral, para que a criança continue com sua família. Há casos, infelizmente, em que afastar-se de um meio violento e com problemas mais complicados (abusos, drogas), o melhor mesmo é adotar legalmente. Infelizmente, o que mais vemos é esta escolha baseada em critérios pessoais. Uma lástima.
    abraço, garoto

  3. Errol Patton

    FE – Que mensagem o senhor daria para aqueles que querem adotar, mas têm dúvidas e medo? Santos – É uma experiência importante na vida do espírito, vai lhe trazer muito amadurecimento, oportunidade de exercitar a maternidade, além dos laços biológicos. Nós precisamos amar a todos, sentir que Deus é nosso pai e todos nós somos irmãos. Então, a maternidade ou paternidade adotiva é um exercício de amor.

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