Um poderoso ritual da manhã

February 3rd, 2010 Denise Rangel Posted in Nutrição e saúde, Viver é preciso 2 Comments »

Algumas coisas na vida são uma questão de hábito. Para criar bons hábitos é preciso coragem ao fazer boas escolhas diariamente, de modo que a rotina estabelecida para nós produza bons resultados ao fim do dia e não uma estressante sensação de frustração.

Escolher caminhar ou se exercitar pela manhã, antes de ir trabalhar;  tomar um saudável café da manhã; reservar alguns momentos de reflexão,  entre outras ações, podem trazer benefícios ao tornar-se uma rotina. Fazê-lo esporadicamente não tem razão de ser. Tem de ser um ritual mesmo, para gerar resultados eficazes. Não importa quanto tempo vamos caminhar, ou nos exercitar. O importante é que se torne um hábito.

Depois de ler o artigo de Christine Kane sobre a importância de criar um ritual da manhã, decidi trocar o meu café preto engolido às pressas, antes de sair para trabalhar, por um “poderoso ritual da manhã”, para ter um dia efetivamente produtivo física, mental e emocionalmente. Ela nos dá algumas ideias para ajudar a criar nosso próprio ritual da manhã poderoso. Apropriei-me de algumas delas e adaptei-as a minha rotina:

1. Hidratar o corpo

Tomar água pura antes do café é um simples ato que desencadeia uma série de funções fisiológicas que mantêm seu corpo super saudável. Eu tinha o hábito de tomar água depois do café puro. Muitas vezes nem tomava água durante o dia inteiro. Este primeiro passo fará muita diferença.

2. Fazer exercício

É a primeira coisa que define bem o dia. Seja qual for a rotina escolhida, desde ioga até algumas horas de academia, o importante é que se estabeleça uma rotina de exercícios que sejamos capazes de fazer. Neste primeiro momento, optei por alongamento. Para quem não se exercita regularmente há um bom tempo, já é um excelente começo.

3. Meditar

Conectar-nos conosco mesmos. Bastam alguns minutos em silêncio, esquecidos de todos os problemas. Um momento a sós conosco mesmos. Respirar e relaxar. Inevitavelmente, conecto-me com Deus. E invoco paz, serenidade e sabedoria. Procurar ouvir os sons da natureza escondidos por trás do barulho de carros e passantes. Descubro piados, latidos e miados. Ou o barulho da chuva e do vento, dependendo do dia.

4. Definir a intenção do dia

A intenção é uma força poderosa para não perdermos o foco. Lembrar da palavra que estabelecemos para nortear o ano e de um dos objetivos que traçamos. Minha palavra do ano é Riqueza. Riqueza emocional, física, profissional, pessoal, etc. E, neste momento, penso em definir planos para realizar um projeto  profissional. Estar focada no que fazer neste dia. Em outro dia, posso definir algo no plano familiar, ou emocional, de acordo com as metas que tracei para este ano.

5. Ser agradecido

Este é um hábito que trago comigo. Antes de levantar-me da cama, agradeço pela vida e pela saúde. E por poder levantar para ir trabalhar. Começar o dia com gratidão e não com ansiedade não só traz alegria, como também uma profunda consciência de que somos capazes de fazer o nosso dia melhor para nós e para os outros. Há dias  em que saímos de casa contrariados e chegamos ao trabalho com o humor péssimo comprometendo nosso trabalho e o dos outros também.

6. Alimentar-se criativamente

A escolha dos alimentos que iremos comer ao longo do dia é a maneira mais saudável de garantir um saboroso ritual de saúde. Observo algumas amigas que levam religiosamente seu lanche saudável para o trabalho, enquanto nos entupimos com cafezinhos e salgadinhos da cantina. Frutas e barras de cereais passaram a fazer parte de meu material de trabalho. E, na hora do almoço, fugir de frituras e refrigerantes. Já vi colega de trabalho comer feijoada no almoço. Estabelecer uma rotina de alimentação saudável é fácil quando se torna um ritual e não uma tarefa.

7. Não fazer as tarefas rotineiras da manhã antes do ritual

Deixar para ouvir o noticiário, abrir emails, atender telefones, arrumar cama, etc, para depois de realizar o ritual da manhã. Com o corpo e a alma ‘alimentados’, com o foco para o dia definido, estaremos preparados para começar a rotina de trabalho e responsabilidades o resto do dia.

Crie seu ritual agora! Pensar apenas em algumas destas ideias não trarão benefícios duradouros. Tome coragem e escreva o seu ritual da manhã; comece-o amanhã de manhã e transforme a rotina em um poderoso hábito de saúde, bem-estar e realização durante o dia. Eu vou começar amanhã mesmo. E você?

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Abaixo a epidemia da magreza!

January 22nd, 2010 Denise Rangel Posted in Nutrição e saúde, Universo feminino, Vida em sociedade, Viver é preciso 1 Comment »

Anoréxicas e bulímicas modelos desfilaram na passarela do SPFW, a São Paulo Fashion Week, evento que reuniu estilistas de moda, provocando mal estar geral na plateia.

Tal fato gerou uma grande polêmica na mídia, e nós, do Grupo de discussão LuluzinhaCamp, decidimos postar sobre nossa indignaçao com a magreza e refletir sobre “como é que construímos nossas auto-imagens? Olhando para estas modelos ou espelhando-nos em nós mesmas?”

A principal característica da beleza é a magreza?

Tal condição física está longe de ser associada à beleza. Modelos magérrimas submetem-se à ditadura da moda pois, embora editoriais de moda afirmem que os padrões estão mais livres no sentido de permitir outros tipos de beleza e tipos físicos, tal mudança não se reflete nos desfiles que vemos atualmente. O que se vê nos principais desfiles das semanas de moda são modelos excessivamente magras.

Modelos esqueléticas vendem um ideal irreal de beleza irresponsável e prejudicial, pois a maioria das adolescentes que se espelham nestas meninas, jamais conseguirão alcançar tal padrão, sem o risco de comprometer a saúde, com distúrbios alimentares. Tais editoriais tentam mascarar o problema. Qualquer pessoa pode ver que as modelos estão com os ossos à mostra.

Glamour às custas de magreza excessiva e da saúde?

Está na hora de mulheres se revoltarem contra tal ditadura que considera belos estes corpos esqueléticos. Moda combina com beleza e saúde e não com doença.  Queremos protestar contra tal absurdo e exigir dos agentes e estilistas de moda a mudança dos padrões.

Como mulheres e mães, preocupamo-nos com os danos às mentes de nossas adolescentes e crianças que são “doutrinadas” pela ditadura da moda e recebem a mensagem subliminar de que são feias por não corresponder ao padrão “oficial” de beleza.

Eu mesma presenciei uma adolescente “cheinha” sentada no chão do provador de uma loja de roupas, chorando porque nenhuma roupa legal cabia nela. Considerar o tamanho 38, um perfil “gordinho”, é um exagero sem tamanho,que não leva em conta a realidade do perfil da mulher normal, que veste acima do manequim 40.

Isto é crueldade e irresponsabilidade! Esperamos que organizadores das principais semanas de moda, editores das principais revistas, fotógrafos e formadores de opinião  dos principais centros de moda  se  compromentam a  tomar medidas urgentes  para reverter o padrão vigente.

Basta!

Imagem: daqui

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Livrai-nos do mal

January 17th, 2010 Denise Rangel Posted in Vida em sociedade, Viver é preciso No Comments »

Quando nos deparamos com tamanho sofrimento na vida, especialmente a morte, é comum questionarmos por que o ser humano, tão evoluído tecnologicamente, ainda não conseguiu extirpar do mundo tanta dor, tanta maldade, tanta morte.

A maldade

Há muitos problemas aparentemente  sem solução no mundo, que a ciência e a tecnologia  já conseguem solucionar. Entretanto,  a maldade humana e os hábitos destruidores do homem, que causam tanto sofrimento e morte,  é um desafio que até hoje, inteligência alguma  foi capaz de vencer.

E sabem por quê? O problema do mal está dentro do ser humano e nenhum homem pode  arrancá-lo de lá. A inteligência humana pode conquistar e manipular qualquer coisa no universo, mas ela não consegue mudar esta realidade: a maldade habita dentro do ser humano.

O sofrimento

Sendo assim, como acabar com o sofrimento que atinge a maioria das pessoas? A ciência fez muitos avanços no sentido de diminui-lo, mas, eliminá-lo? Quem pode? Como retirar do homem a violência, a ganância, a imoralidade, o egoísmo e tantas mazelas que traz dentro de si? Assassinatos, tortura, estupros, latrocínios, extorsões, guerras, destruição de toda sorte são o saldo negativo da maldade humana.

A morte

Neste momento, em que muitas mães choram seus filhos mortos, compartilho a dor e o sofrimento  que a maldade humana  traz em si: a realidade da morte. A morte é o desafio maior que o homem tenta entender e vencer. Cientistas inventam técnicas avançadas para retardá-la ou até mesmo evitá-la, mas em vão. Seja por causas naturais, acidentais ou propositais, a morte é inevitável e iminente.  Quem pode vencê-la e ficar imune a ela?

A solução

Diante destes três dilemas cruciais, muitos encontram alívio e solução através da fé.  Há  os que não acreditam em Deus e não compreendem como pode haver pessoas inteligentes que crêem nEle. Porém, diante da dor, do sofrimento e da iminência da morte, será que também não se submeterão  à evidência deste Ser?

Após questionar por muito tempo as razões pelas quais tragédias e horrores  arrancam-nos dos braços os filhos,  fico a meditar em como encontrei paz para meu coração atribulado e ferido, quando perdi meu filho tragicamente.

Há uma solução para estes três problemas que assolam a humanidade – a maldade humana, o sofrimento e a morte -  que desafia toda lógica e toda ciência:  a fé em Deus! Só Ele pode tirar o mal de dentro do homem, trazer de volta a paz e alegria que o sofrimento roubou, e garantir a esperança de uma vida eterna, quando a morte chegar.

Quando o homem encontra o Deus vivo, algo sobrenatural acontece, que não pode ser entendido pela razão ou intelecto humano. Somente pela fé é possível aceitar a declaração de Quem diz ser o Caminho, a Verdade e a Vida. Eu creio nisto, eu vivo isto, eu sinto isto.

Acredito que aqueles que morrem, no Brasil, no Haiti, na Palestina,  no ar,  na terra ou no mar, ou em qualquer parte deste universo, ao crer em Deus, vencem o mal, o sofrimento e a morte. E entram na Paz.

“O justo é tirado antes que venha o mal. E entra na paz.” Isaías 57:1)

Imagem: Kira Moreno

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Você é um doce, fofinha!

January 16th, 2010 Denise Rangel Posted in Nutrição e saúde, Viver é preciso, doces e chocolates 2 Comments »


Ontem e hoje: Os braços não perdoam, hein, fofa!

Para algumas mulheres, ser chamada de “fofinha” pode soar mais como sarcasmo que propriamente um elogio. E, associada à palavra “doce”, fica subentendida a causa da “fofura”. E, nestas horas, é preciso rever rapidamente nossos hábitos alimentares.

Há cerca de dez meses, tomei a decisão de não mais comer carne, de espécie alguma, por razões pessoais e ambientais,  e, neste tempo, precisei rever minha alimentação de  modo a adaptar-me à mudança de hábito em meu cardápio.

Embora  algumas pessoas me chamem, equivocadamente, de vegetariana, não sou radical e consumo alimentos de origem animal, como ovos, leite e seus derivados. E doces, muitos doces! De balas a bolos; de pirulitos a caixas de bombons; de brigadeiros a doces de panela; de bananadas a vidros de doces em conserva, etc, etc, etc …

Hoje percebo que tenho de, novamente, rever meus hábitos alimentares. Agora, por outro motivo: a constatação de que engordei dez quilos, desde que  meu anjo me deixou. A compulsão por doces e chocolates se acentuou e, só agora, dei-me conta de que preciso, urgentemente, mudar esta situação para  evitar a obesidade e suas consequências nocivas à saúde.

Já não utilizo óleo para cozinhar, há muito tempo, substituindo-o por azeite, em pequenas proporções. Passei a comer mais frutas e legumes e obrigar-me a beber muita água. Raramente como pão ou biscoitos. O refrigerante, só fora de casa, ou em ocasiões  especiais, quando pedimos uma pizza e ele vem acompanhando como brinde.  Presumo, então, que preciso cortar (ou diminuir, pelo menos) o que me engordou: a compulsão pelos doces.

Iniciei, há uma semana, um esforço tamanho para diminuir  (não eliminar, vejam bem) a quantidade de doces em meus hábitos alimentares. Depois de devorar metade do arsenal que trouxera da casa de minha sogra e de minha filha, tomei coragem e joguei fora a outra metade dos vidros de doce de coco, chuviscos e cocadas.

Tive uma recaída ontem, ao procurar desesperadamente por doces e não encontrá-los em casa: misturei achocolatado com leite em pó e água e comi aquele “brigadeiro” improvisado. E ataquei o saquinho de pirulitos da Princesinha. Lástima.

Dieta não funciona comigo. Tampouco exercícios físicos ou academia. Minhas atividades diárias  já me  obrigam a me  exercitar o suficiente. Espero, em breve, poder voltar aqui e dizer que consegui emagrecer com saúde, alimentando-me saudável e conscientemente. Isto inclui não usar as guloseimas para compensar meus sentimentos de perda ou frustração. Aguardem notícias menos calóricas.

Afinal, a frase “Você é um doce, fofinha!”, definitivamente não é um elogio!

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Uma palavra para o ano todo

January 15th, 2010 Denise Rangel Posted in Família e Amigos, Vida em sociedade, Viver é preciso 2 Comments »

Fazer lista com resoluções ou projetos para cada ano que inicia, nem sempre traz os resultados esperados. Todo fim do ano, ao se fazer o balanço de perdas e ganhos, a sensação de incapacidade e frustração são inevitáveis.

Uma conversa com a Nospheratt, no Twitter, há alguns dias, sobre seus planos para 2010, me fez perceber que dificilmente cumpro os que traço para mim, devido à minha inconstância. Desisto rapidamente do que planejei, traço novos planos e recomeço outra vez. Ao fim do ano, deparo-me com o saldo de vários projetos interrompidos e abandonados.

Minha amiga, então, sempre atenta e disciplinada, recomendou-me esta estimulante leitura: “Resolution Revolution: A Better Way to Start Your Year“. E, indicou-me a ferramenta para nortear nossas ações ao longo do ano: a escolha de uma palavra que resuma o que realmente precisamos conquistar.

Fiquei pensando: em vez de traçar planos que nunca se concretizam, por que não estabelecer um objetivo bem definido, resumido em uma única palavra? E, após avaliar minhas reais necessidades para este ano, determinei para mim a palavra RIQUEZA.

Enriquecida espiritual, pessoal e profissionalmente, penso que as conquistas serão naturais. Fortalecidos como seres humanos, creio que temos maior motivação para cumprir as metas a que nos propusemos ou a que a vida nos obrigou.

Riqueza do espírito, da alma e do corpo

Investir na meditação, para enriquecimento espiritual e  capacitação para vencer obstáculos como desânimo, inveja, violência, competição,  injustiça, solidão,  e outras forças invisíveis que tentam nos fazer desistir de nosso objetivo.

Investir nos relacionamentos pessoais (família e amigos) para enriquecimento pessoal através do exercício da solidariedade, da compreensão, do altruísmo, da longanimidade, e outras qualidades que nos fazem pessoas melhores.

Investir na profissionalização, para enriquecimento material, não para adquirir fortuna e muitos bens de consumo, mas  para honrar compromissos a fim de vivermos dignamente, alimentar o corpo e a alma, e ajudar os que necessitam mais do que nós .

Pensando assim, tracei para mim, as ações que me alimentarão  o espírito, a alma e  o corpo e me capacitarão para alcançar o objetivo maior: ser feliz. Esta é a maior riqueza que o ser humano pode almejar.

Fé, Amor e Trabalho. Bases para alcançar a Riqueza espiritual, pessoal e material.

E você, que palavra norteará suas ações ao longo deste ano?

Imagens:
oração
amizade
trabalho

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O que realmente importa nesta vida?

January 13th, 2010 Denise Rangel Posted in Vida em sociedade, Viver é preciso 2 Comments »

Sem luz desde as 23 horas de ontem. Light só veio consertar agora há pouco. Ao ligar a tevê e a internet, o que perdi?

Enquanto, no  ‘Big Brothers Brasil 10′, participantes ainda brigam pela imunidade, na prova do líder; o Exército Brasileiro, confirma as mortes dos brasileiros, após  forte terremoto no Haiti.

Por um lado, o ser humano passando por todos seus limites físicos e éticos para alcançar fama e dinheiro. De outro, seres humanos que, em poucos segundos nos mostram o quanto os valores que defendemos na vida perdem razão diante de sua efemeridade.

Viver cada dia, como se fosse o último. Vivê-lo de verdade e com verdade. A vida é tão curta, tão preciosa que sequer podemos imaginar o quanto de frivolidades e coisas menores nos tomam tempo tão preciosos para fazermos e sermos algo que realmente importe.

Cada dia mais me convenço de que “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe”, será isso o que ocupará o meu pensamento.” (Filipenses 4.8)

Notícias do havaí:  http://migre.me/gjdF

Imagens: daqui

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♪♪ Cadê os meus amigos? ♪♪

January 11th, 2010 Denise Rangel Posted in Vida em sociedade, Viver é preciso 2 Comments »

Há um desenho na tevê, Sid, o cientista, no qual o menininho chega à escola dançando e cantando uma canção com o verso acima. À medida que os encontra, une-se a eles na dança e na alegria. E eu fico pensando, diariamente, toda vez que ouço a musiquinha: “onde estão os meus‘ amigos?”

Há um versículo bíblico que afirma: “quem encontrou um amigo encontrou um tesouro” (Eclesiastes 6.14), mas, muitas vezes, este tesouro nos escapa ou nós é que nos perdemos dele. E a procura  para resgatá-lo nem sempre nutre os resultados que esperamos.

Desde a adolescência, tive grandes amigos, com os quais eu dividia alegrias e contratempos. Foram anos de convivência diária e uma amizade que parecia ser para a vida toda. Os anos se passaram e os amigos seguiram suas vidas.  Cursos e consequente empregos no exterior, para uns. Casamento, filhos e obrigações familiares, para outros. Aventuras, experiências várias com mudança de cidade, para alguns. E nos separamos.

No entanto, embora amigos se percam pelo caminho, há sempre uns poucos que ficam marcados em nossa memória. E, de todos que se perderam de mim ao longo do caminho, seis amigas continuaram vivas, bem vivas, em meu coração e em minha lembrança.

Duas estão nos Estados Unidos, casadas e trabalhando. Mantemos contato por email, MSN e Skype. Uma  outra,  também casada, foi a madrinha de meu casamento e vive, hoje,  na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Pouco nos vemos, mas conversamos pelo telefone. Visitei-a recentemente, mas ela não retribuiu a visita. Duas outras amigas desapareceram por completo e não consigo encontrá-las de jeito nenhum. E uma última faleceu há alguns anos, jovem, muito jovem. Surpreendi-me quando  consegui seu contato, liguei para ela e sua mãe me deu a triste notícia.

Já dizia a música que amigo é para se guardar no lado esquerdo do peito. É verdade. Elas estão aqui, guardadas, eternamente. Tenho feito novas amizades e conquistado outros grandes amigos ao longo destes anos.  Aquelas, porém, nunca saíram de meu coração.

“Cadê os meus amigos?” Algum dia a gente vai se reencontrar?

Imagem: daqui

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Resoluções de ano novo não dão certo

January 10th, 2010 Denise Rangel Posted in Vida em sociedade, Viver é preciso 1 Comment »

Todo início de ano é a mesma ladainha: promessas mirabolantes e resoluções impossíveis de serem cumpridas. Se temos consciência de nossas fraquezas, por que tentar eliminá-las? Não seria mais eficaz  controlá-las? Afinal, privar-nos de prazeres teria um saldo negativo em nosso desenvolvimento emocional. Pelo menos o meu.

Mudanças viáveis

Sejamos objetivos: o que eu poderia mudar em mim? (Sem comentários quanto a  deixar de comer chocolates e doces em geral, por favor.) Há mudanças que são necessárias e perfeitamente viáveis, sem se tornarem um desafio penoso e desestimulante.

Por exemplo, percebo que preciso exercitar a capacidade de ouvir mais do que falar. Aprender com o que as pessoas têm a me dizer, permitir que se expressem, sem que eu as atropele. Esta é uma resolução necessária e produtiva.

Voltar a ser a leitora voraz, que lia qualquer coisa que me chegasse às mãos é outra resolução  com frutos  úteis para minha mente e coração. Continuar o processo de aprender e crescer. Isto é gratificante.

Outra mudança que acredito ser necessária, é levar-me um pouco menos a sério. Rir mais; rir muito.  Deixar  um espaço para a alegria,  que a tristeza não pede licença, vai invadindo. O antídoto para ela  é  ser feliz.

Ser mais desapegada dos bens materiais. Doar para os pobres com mais frequência.  Não juntar tesouro na terra, onde  a cobiça impera, mas ser mais solidária com quem tem menos que eu. Uma resolução  absolutamente  eficaz para  minha vida e a do próximo.

Tornar-me mais ambientalmente responsável no uso do carro. Sou dependente dele, é fato. Utilizá-lo com responsabilidade é minha obrigação; nem é uma resolução.

Resoluções inúteis

Para que ficar se martirizando com metas e desafios difíceis de serem cumpridos?  Privar-nos do que nos é prazeroso é  contraproducente. Não funciona mesmo. A sugestão é adaptar-nos a mudanças significativas que não se transformem em uma pena a cumprir.

Por exemplo: perder peso é importante para a saúde. No entanto, deixar de comer  chocolates e doces é uma sentença de morte para quem tem compulsão por eles. Comê-los com menos frequência é um acordo mais fácil de aceitar. Basta manter  alimentos saudáveis em casa, com mais frutas e legumes, grãos integrais, feijão, leite desnatado e menos doces e sucos.

Há pessoas que tomam a resolução de parar de beber e fumar. Inútil. Não dá certo. Diminuir o ritmo, talvez fosse uma saída mais adequada e menos traumática. Ter hábitos saudáveis e evitar situações de estresse talvez fosse melhor que  tentar parar de uma vez com o vício.

Cortar o que nos é prazeroso é inútil e deixa uma sensação de fracasso diante de uma resolução que não pudemos cumprir.

Resoluções indesejadas

Outra besteira é prometer que iremos fazer algo que não apreciamos. Não o fazemos exatamente porque não gostamos. Para que se violentar e tentar mudar algo que agride nossa natureza? Não o faça!

Por exemplo: prometer visitar mais os parentes (cunhados, sogras e afins); manter a casa mais organizada;  caminhar todos os dias; ou outra atividade que não nos é agradável, é a mais completa mentira que pregamos a nós mesmos.

Se eu faço algo de que não gosto;  limito-me a cumprir compromissos sociais ou por necessidade imperiosa.Virou obrigação, perdeu a graça. Tornar estas tarefas desagradáveis uma resolução de ano novo é balela e conversa para boi dormir, como dizia minha mãe.

E vocês, fizeram suas listas de resoluções de ano novo? São metas viáveis e agradáveis ou um fardo que você não conseguirá cumprir e será abandonado ao longo do caminho?

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