Prova teórica do Detran: você obedece à legislação?

December 11th, 2008 Denise Rangel Posted in Blogagem coletiva, Cidadania, Família, Mulher, Trabalho, crianças, violência 2 Comments »

crianca-no-carro

Tenho de fazer  a prova teórica de trânsito e primeiros socorros do Detran hoje, para renovação da carteira de habilitação. Precisei desmarcar uns compromissos por causa disto. Uma amolação. Terei de responder, em um computador, perguntas relacionadas à legislação de trânsito, primeiros socorros e sinalização.

Não sei para quê fazer exame teórico se, na prática, não se cumpre à risca o que manda a legislação. Por exemplo, eu não prendo a Princesinha no cinto de segurança no banco de trás, desde que o menino João Hélio foi arrastado por bandidos, preso ao cinto de segurança. Ou ela vai no colo da mãe, ou sentadinha ao meu lado, com cinto, em trajetos curtos e em ruas de pouco ou nenhum movimento. Estou errada, vocês gritarão. Prefiro a multa…

Também não paro em sinal vermelho, à noite, em lugares esquisitos.  E vocês sabem que as escolas ficam em lugares  o mais próximo possível das comunidades carentes, onde o índice de violência  é maior.   Gosto  do lugar em que trabalho e não pretendo sair de lá ainda. Como leciono todas as noites , volto  para casa tarde e  dirijo sozinha. O futuro Prefeito que me perdoe,  mas esta história de religar radar no Rio, de madrugada, é mais uma forma de caçar níqueis. Duvido que ele ficaria parado em um cruzamento deserto, à noite. Pronto, falei!

Voltando ao assunto da prova teórica do Detran,  acredito que não será difícil, pois conheço a legislação. Cumpri-la , sem questionar é outra história, hehe. Pra quem quer treinar um pouquinho antes da prova, o Detran disponibiliza o simulador de prova teórica. Basta conhecer o vocabulário utilizado. Muita gente se confunde, justamente por não saber o que significam  algumas palavras, como “passagem de nível, “perímetro urbano”, “frenagem”, “declives”, “incidência de ventos transversais” e outras.

Bem, vamos lá. Espero gabaritar as 30 questões. Excesso de confiança? Talvez. Depois conto para vocês.

Atualizando:

Pronto! Fui lá, me estressei com os atendentes porque não havia a minha foto no sistema, e eles queriam que eu fosse a outro posto, em que entreguei os documentos , para tirar a tal foto.  Que absurdo, com o equipamento todo ali! Reclamei muito e consegui que tirassem minha foto e pude fazer a prova.  É, Valter, são uns “poias,” mesmo! Resultado: não gabaritei. Mas passei.

Imagem: daqui

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A “cegueira” revisitada

November 20th, 2008 Denise Rangel Posted in Arte e Literatura, Filmes, Projeto de leitura, Trabalho, educação e ensino, tecnologia 7 Comments »

Aqui está mais um trabalho feito por meus alunos, ainda daquele projeto de que já falei, em que eles deveriam apresentar qualquer obra literária usando a linguagem que desejassem.

Pois bem, um dos grupos aproveitou a sugestão que eu havia feito de assistirem ao filme Ensaio sobre a cegueira, após fazermos um debate sobre a obra de Saramago, que inspirou o filme de Fernando Meirelles. E o resultado foi um poema concreto com a sinopse da primeira cena do livro, que é também a primeira do filme a que assistiram. Vejam:

Nem é preciso dizer que adorei! Então, o que acharam? Ah, e dêem uma passadinha lá no blog Na Roda de Leitura e prestigiem o trabalho de meus aluninhos, combinado?

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Você fabrica seu próprio estresse?

November 17th, 2008 Denise Rangel Posted in Família, Mulher, Trabalho, Viver, cotidiano 6 Comments »

Encontrei esta frase, no post da Grace, dita por um senhor velhinho, de bengala na mão, que carregava uma sacola. Ao deixar cair um relógio velho e enferrujado, a Grace aproveitou para perguntar-lhe que horas eram. Ele respondeu:

“O relógio é antigo e faz décadas que não fala nada… Eu não sei para quê a sua pressa em saber das horas. Afinal de contas, correndo ou não, você vai chegar ao destino final.”

La Fontaine já nos mostrava, em sua célebre fábula A lebre e a tartaruga, que: “Não serve de nada correr; é preciso partir no momento próprio.” É óbvio que a tartaruga é símbolo de persistência e determinação, mas não podemos olvidar ao fato de que a “rapidez” da lebre não lhe foi útil por não utilizá-la adequadamente.

A psicóloga Lucia Emmanuel Novaes Malagris, no livro O stress está dentro de você, da Editora Contexto, fala, com muita propriedade que muitas pessoas queixam-se de tanto trabalhar e  precisam correr para dar conta de todas as suas atividades. E nos leva à uma reflexão sobre tais reclamações a respeito  da competitividade no trabalho, das exigências de produtividade, e de tantas outras motivações para a falta de tempo e da necessidade imperiosa de  se correr e correr e correr.

De acordo com a doutora Lucia, o que estas pessoas realmente querem é um tempo para conversar com os amigos, ir a uma reunião na escola dos filhos ou pura e simplesmente passar alguns minutos apreciando a beleza da natureza. E questiona: “será mesmo que estas pessoas são destinadas pela sua inteligência e competência a cumprir, a vida inteira, horários desumanos?”

É verdade que, na fúria para cumprir compromissos e atingir metas, não nos sobra tempo para as coisas belas e importantes da vida. E, freqüentemente pessoas preocupadas com a resolução de problemas e  conclusão de trabalhos, correm contra o tempo em um ritmo cada vez mais rápido e uma intensidade cada vez maior nas atividades em que se vê envolvido. E não se preocupam, ou não lhes sobra tempo para se preocupar, com os sentimentos das pessoas envolvidas.

A doutora nos dá uma dica fabulosa e bem oportuna (pelo menos, para mim, que vivo aceitando novas tarefas além do que possa dar conta) de que é necessário refletir sobre se, para nós, ter sucesso na vida significa realizar muitas tarefas, ter poder, ser perfeccionista, fazer tudo rapidamente.

Quando temos consciência do que é sucesso para nós,  então, talvez possamos perceber que ter sucesso seja também ter tempo para outras pessoas e coisas além do trabalho, como observar a natureza,  ter mais lazer para si e para sua família, ter mais atenção com aqueles que amamos e que nos amam, enfim, ter uma melhor qualidade de vida.

E, para aqueles que desejam mudar seu estilo frenético de vida, a doutora Lúcia dá dicas interessantíssimas (vale a pena ler o livro). Ela divide em quatro partes, uma circunferência que corresponde à atenção que damos às áreas social, afetiva, profissional e de saúde:

O gráfico mostra a situação ideal, de acordo com a doutora Lucia Malagris, na qual se dá atenção igual a todas as áreas. Pessoas que dão mais atenção à vida profissional, por exemplo, tendem a dividir o tempo que sobra entre as outras áreas da vida de modo desproporcional ao considerado aceitável do ponto de vista emocional e, ao optarem por levar uma vida estressante, correm o risco de desenvolver doenças cardiológicas.

Volto a refletir sobre a fala do *Velho do Restelo, digo, do velhinho do post da Grace: “não sei para quê a pressa… Afinal de contas, correndo ou não, você vai chegar ao destino final.” E sinto-me predisposta a acatar a receita da doutora Lucia Malagris: “Será que você está caminhando na vida na direção em que realmente quer ir e com satisfação? Ou está indo no sentido contrário de seus objetivos reais e experimentando sempre tensão e desconforto?”

Já decidi: no próximo ano, não aceitarei tarefas além de minha capacidade de realizá-las. Respeitarei meus limites. Quero realizar  também atividades que não sejam profissionais, caminhar mais (sou refém do carro), olhar a natureza, ouvir música, fazer cursos que me dêem satisfação, enfim, pensar mais em ser e não apenas em ter, realizar. Eu posso parar de ser minha própria fábrica de estresse e passar a produzir uma vida mais saudável para mim mesma.

E você, tem sido uma fábrica de seu próprio estresse?

*Velho do Restelo- é uma personagem criada por Luís de Camões na sua obra Os Lusíadas. O discurso do Velho do Restelo mostra-se coerente com uma ideologia defensora da vida junto à Pátria e à Família.

Imagens:
gráfico
velhinho
Fonte: O stress está dentro de você

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Sua escrivaninha é organizada?

November 8th, 2008 Denise Rangel Posted in Faça a sua parte, Meio ambiente, Rede Ecoblogs, Trabalho 3 Comments »

Minha escrivaninha parece um imã que atrai cacarecos, papéis e objetos  úteis e inúteis. Há porta-retratos, folhas de rascunhos, livros e agendas, grampeador, óculos, telefone, cds, porta-lápis e outras coisas que geralmente acabam ficando por lá, como xícaras e pratinhos (tsc… tsc…).

Quantas vezes tenho trabalhado em um espaço mínimo e desconfortável porque a escrivaninha está atulhada com pilhas de papéis e livros. Esta situação limita não só o espaço físico do trabalho como a própria atividade que estejamos desempenhando. O caos na escrivaninha diminui a produtividade, atrapalha a criatividade e interfere no humor também.

O ideal é que deixemos a escrivaninha sempre organizada, pois é psicologicamente mais agradável começar um trabalho em uma mesa limpa, com objetos, papéis, agendas e documentos arrumados em seus devidos lugares. Tentei amenizar este problema abolindo os papeizinhos com recadinhos que se acumulavam sobre a mesa, colocando um quadro de avisos com lembretes de tarefas e compromissos (com anotações-rabiscos da Princesinha também, hehe). Também uso aquela mini-caderneta preta que está no porta-trecos da foto, para levar comigo os lembretes do dia-a-dia, e também para anotar as idéias que surjam de repente.

Transformei uma caixa de sabão em pó vazia, em organizador de papéis e objetos. Forrei-a com papel de presente usado, é lógico (todo mundo guarda os papéis de presente, né), e colei uns quadradinhos de emborrachado que sobraram do aniversário de minha Princesinha. Assim, sempre que algo começa a bagunçar a mesa de trabalho, coloco-o no organizador e, depois, não preciso ficar procurando. Está tudo lá. É claro que, de vez em quando, tenho de arrumar esta caixa, ou ela se transforma em lixeirinha, hehe.

Aliás, preciso fazer uma lixeirinha também. Assim que tiver um tempinho, customizarei uma caixa de papelão e a transformarei em uma lixeira para ficar no chão,  embaixo da escrivaninha. Vi umas lindas, feitas de folhas de revista, mas não sei como fazê-las. Até tenho a receitinha, mas não tenho paciência para trabalhos manuais complicados. Sou mais encapar, colar, hehe. E você,  tem outras sugestões para reaproveitar  material e torná-lo útil e organizador de sua escrivaninha? Conte para nós!

Dicas legais de organização aqui

Imagens:

minha escrivaninha

lixeirinha:daqui


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