
Quem não gosta de um pão quentinho? E se for feito na hora, daqueles caseiros, com cheirinho de casa da vovó? E comer o pão, ainda quente, com manteiga, que se derrete completamente ao calor dele? Uma delícia, não?
As avós dizem que é muito fácil fazer pão, pois não exige muita técnica. O que é necessário é dosar carinho e força. Força para amassar a massa, e carinho para oferecer algo bom para quem você ama.
Não sou uma avó que faz doces, bolos e guloseimas. Sou uma ‘avó-delivery’, e colocar a barriga no forno, só por uma boa causa. Neste clima de festa, até me arrisco a fazer umas rabanadas, e só. Mas bastou a @claudiamello contar, no Twitter, que havia feito pão caseiro, para a meu quinhãozinho ‘amélia’ se manifestar. E esta era uma boa causa.
Pedi a receita e, pasmem, ela disponibilizou sua criação! Isto é que é generosidade! Na verdade, segundo a Claudia, esta receita lhe foi passada por uma amiga, há muitos anos. Mas eu tenho certeza de que tem o toque da Claudia nela. E eu penso que se pode fazer pães com motivos natalinos, será que vai dar certo?
Padeira de primeira viagem
E lá fui eu para a cozinha fazer a receita da Claudia. Foi divertido pôr a mão na massa, literalmente. E já que estamos falando de tradição das avós, chamei a Princesinha para amassar também! Diversão dupla! Depois, que emoção ver que a massa cresceu e se multiplicou! Enrolar os pãezinhos, colocá-los para assar e sentir o cheirinho de pão deliciosamente impregnando a casa, é um prazer que eu ainda não experimentara.
Por via das dúvidas, fiz só uma pequena porção para testar minhas aptidões na arte de fazer pão caseiro. Minha estreia como padeira foi um desastre: deixei os pãezinhos no forno por muito tempo e em temperatura muito alta. Ficaram muito duros! Só servem para fazer farinha de rosca. Podem rir!
Lamentei o fato com minha instrutora em assuntos panificadores, e a Claudinha me explicou que a temperatura do forno deveria ser média. Desta vez, minha filha preparou a 2ª fornada, seguindo as recomendações da professora, e deu certo!
Obviamente não devem estar tão deliciosos quantos os da Claudinha, mas ficaram muito gostosos. Dá para sentir o cheirinho daí? Então, experimenta fazer e me conta:
A receitinha
Você vai precisar de:
- 2 colheres (sopa) de fermento granulado (biológico em pó)
- 1 colher (sopa) de açúcar
- 1 colher (sopa) de sal
- 1 xícara (chá) de farinha de trigo
- 2 copos de água morna
- ½ copo de leite morno
Como fazer:
Preparo da massa
- Misture tudo na ordem acima e deixe crescer. É importante que a água e o leite estejam APENAS MORNOS, pois, se estiverem quentes demais, o fermento morre.
- Depois que tiver crescido, acrescente:
- 3 ovos
- 1 xícara (chá) de óleo
- farinha de trigo até o ponto de enrolar (aproximadamente 1½ kg)
Montagem dos pãezinhos
- Unte as fôrmas com margarina. Se quiser desenformar os pães depois, enfarinhe as formas depois de untá-las.
- Enrole os pães.
- Coloque os pães nas formas e deixe crescer mais um pouco.
- Polvilhe com farinha de trigo e asse em forno brando.
Obs:
Depois de frio, pode ser congelado por até 3 meses.
(receita gentilmente cedida por Cláudia Mello Belhassof)
Economia e sustentabilidade. Dá até para fazer uma cesta de pães para a mesa de natal, com formatos natalinos. Gostei da ideia. Sobrou massa e vou experimentar fazer uns sininhos, umas bolinhas, umas estrelinhas. Estou me animando…