A Revista dos Blogs fala sobre Família

February 6th, 2010 Denise Rangel Posted in Família e Amigos, Vida em sociedade No Comments »

A W3 Editora em parceria com a empresa Bites desenvolve o projeto de uma revista digital com conteúdo dos blogs parceiros da Rede MdeMulher da Abril.

As edições da revista dos Blogs são semanais e têm um tema específico. As primeiras edições abordaram os temas Entretenimento, Moda e Campus Party.

A edição atual enfoca o tema Família e você pode conferi-la agora. Para folheá-la, clique na revista acima e boa leitura!

AddThis Social Bookmark Button

Uma palavra para o ano todo

January 15th, 2010 Denise Rangel Posted in Família e Amigos, Vida em sociedade, Viver é preciso 2 Comments »

Fazer lista com resoluções ou projetos para cada ano que inicia, nem sempre traz os resultados esperados. Todo fim do ano, ao se fazer o balanço de perdas e ganhos, a sensação de incapacidade e frustração são inevitáveis.

Uma conversa com a Nospheratt, no Twitter, há alguns dias, sobre seus planos para 2010, me fez perceber que dificilmente cumpro os que traço para mim, devido à minha inconstância. Desisto rapidamente do que planejei, traço novos planos e recomeço outra vez. Ao fim do ano, deparo-me com o saldo de vários projetos interrompidos e abandonados.

Minha amiga, então, sempre atenta e disciplinada, recomendou-me esta estimulante leitura: “Resolution Revolution: A Better Way to Start Your Year“. E, indicou-me a ferramenta para nortear nossas ações ao longo do ano: a escolha de uma palavra que resuma o que realmente precisamos conquistar.

Fiquei pensando: em vez de traçar planos que nunca se concretizam, por que não estabelecer um objetivo bem definido, resumido em uma única palavra? E, após avaliar minhas reais necessidades para este ano, determinei para mim a palavra RIQUEZA.

Enriquecida espiritual, pessoal e profissionalmente, penso que as conquistas serão naturais. Fortalecidos como seres humanos, creio que temos maior motivação para cumprir as metas a que nos propusemos ou a que a vida nos obrigou.

Riqueza do espírito, da alma e do corpo

Investir na meditação, para enriquecimento espiritual e  capacitação para vencer obstáculos como desânimo, inveja, violência, competição,  injustiça, solidão,  e outras forças invisíveis que tentam nos fazer desistir de nosso objetivo.

Investir nos relacionamentos pessoais (família e amigos) para enriquecimento pessoal através do exercício da solidariedade, da compreensão, do altruísmo, da longanimidade, e outras qualidades que nos fazem pessoas melhores.

Investir na profissionalização, para enriquecimento material, não para adquirir fortuna e muitos bens de consumo, mas  para honrar compromissos a fim de vivermos dignamente, alimentar o corpo e a alma, e ajudar os que necessitam mais do que nós .

Pensando assim, tracei para mim, as ações que me alimentarão  o espírito, a alma e  o corpo e me capacitarão para alcançar o objetivo maior: ser feliz. Esta é a maior riqueza que o ser humano pode almejar.

Fé, Amor e Trabalho. Bases para alcançar a Riqueza espiritual, pessoal e material.

E você, que palavra norteará suas ações ao longo deste ano?

Imagens:
oração
amizade
trabalho

AddThis Social Bookmark Button

Deixe seu bebê viver a própria vida

January 10th, 2010 Denise Rangel Posted in Família e Amigos, Vida em sociedade, Viver é preciso 2 Comments »

Há alguns anos, declarei, aqui, que  os filhos deveriam viver suas vidas sem a interferência dos pais. Sempre prezei minha liberdade de escolha, e imaginava que, como mãe, seria capaz de cortar o cordão umbilical, quando meus filhos estivessem adultos,  aptos a tomarem suas próprias decisões, assumir as consequências delas e  aprender com seus erros e acertos.

Teoricamente, esta é  uma atitude perfeita e esperada para pais e filhos. Na prática, entretanto, nem sempre funciona desta maneira.  Há pais que não percebem o amadurecimento dos filhos, o desejo de autonomia, de liberdade, de independência. E, há filhos que, já adultos, até mesmo casados, quando os problemas aparecem,  recorrem aos pais,  não em busca de uma orientação, mas, em grande parte dos casos, de uma solução para tais problemas.

Vejo, hoje, que é preciso ter grande força de vontade, muita coragem mesmo, para  os pais dizerem a seu filhinho (de 21, 30, 40, 50 anos…), quando este traz seus problemas pessoais, conjugais, profissionais, familiares, ou outros quaisquer, para que os solucionem:  “Não me contem nada! Voltem para suas casas e resolvam vocês mesmos!”.

Orientar ou solucionar?

O discernimento entre uma orientação e uma resolução do questionamento trazido pelo filho é algo que os pais precisam ter. Resistir à tentação de solucionar o problema que é dos filhos é uma decisão bem difícil para pais que não cortaram o cordão umbilical e veem seu “garotinho” ou “garotinha” às voltas com situações que exijam decisões acertadas.

Alguns filhos se aproveitam de tal desprendimento de seus pais e aceitam passivamente, ou propositalmente, pois é cômodo, que seus  problemas sejam resolvidos e decisões sejam tomadas, sem que tenham de se preocupar. No entanto, felizmente, muitos filhos não aceitam esta situação e querem, eles mesmos, andar com suas próprias pernas, cair e levantar, aprender com as quedas e adquirir experiência com os acertos.

Chego à conclusão que, quando os filhos adultos trazem seus problemas aos pais, na verdade, querem apenas desabafar, ouvir uma segunda opinião, ouvir a voz da experiência, ou coisa parecida. O que eles precisam ouvir dos pais, e, no fundo, desejam mesmo isto, é: ” tomem suas próprias decisões, façam suas próprias escolhas, resolvam seus próprios problemas”.

E outra decisão difícil para estes pais é garantir aos filhos que terão seu apoio sejam quais forem as resoluções tomadas. Afinal, precisamos, pais, confiar na educação que demos a nossos filhos. E acreditar que são adultos maduros e capazes de dirigir suas próprias vidas. Mesmo que eles o façam de outra maneira, diferente da que faríamos.

Pais de filhos adultos precisam admitir que seu filho é sempre uma criança, sim, em seu coração;  mas que,  na realidade,  é um homem, ou uma mulher, capaz  de gerir seu destino. Então, vamos cortar o cordão umbilical de nossos bebezões?

Imagem: daqui

AddThis Social Bookmark Button

Hoje é dia de festa!

December 31st, 2009 Denise Rangel Posted in Eventos, Família e Amigos, Viver é preciso 4 Comments »


Ana Paula, Denise e  a Princesinha Clarisse

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.

Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

Adelia Prado

Há 25 anos, eu recebi um presente especial: minha filha! E, 21 anos depois, através dela, recebi outro presente que mudaria minha vida: Clarisse, minha linda Princesinha.

A elas dediquei todo meu amor, meu maior carinho, minha vida inteira. E no momento mais difícil, quando a vida não parecia ter mais nenhum sentido, a luz de Clarisse e a graça de Ana Paula têm sido o bálsamo que cicatriza feridas e me motiva a prosseguir.

Então, mais uma vez, como em todos os anos, comemoramos a chegada do Ano Novo e de uma nova vida: a de Ana Paula, minha filha. E agradeço a Deus por mais um ano com ela junto de mim.

Ana Paula, que o Senhor a abençõe e resplandeça Sua luz sobre você. No dia em você temer, confie nEle. A fé é a certeza das coisas que não se vêm. Seja feliz em seu aniversário e nos próximos anos que virão!

Parabéns, filha! Mulher é desdobrável. Você é!

AddThis Social Bookmark Button

Este adolescente é seu filho!

December 6th, 2009 Denise Rangel Posted in Educação e ensino, Família e Amigos, Vida de Mestra 5 Comments »

adolescente-limites

Todo ano é a mesma história: adolescentes, às vésperas do vestibular, sem média para aprovação, ficam “presos” no colégio, em aulas de apoio para as provas finais, enquanto seus amigos já estão aproveitando as férias. Estes adolescentes decidiram, ao longo do ano, se estudariam ou não. O controle de sua vida escolar esteve em suas mãos o tempo todo.

Indago-me, constantemente, por que muitos pais não acompanham os estudos dos filhos adolescentes, como o faziam, quando eram menores. Definitivamente, eles não são mais as mesmas criancinhas de alguns anos atrás, quando faziam o que o professor dizia, e não questionavam as ordens do pai e da mãe.  No entanto, ainda são filhos e precisam de apoio, auxílio, incentivo, advertência e os limites  necessários para seu desenvolvimento.

Esta questão de aprovação ou reprovação é extremamente delicada pois as práticas avaliativas, atualmente, são incompetentes para diagnosticar o desempenho de um adolescente se todos – alunos, professores e pais – não acompanham juntos os dias letivos o ano inteiro. Muitos pais de alunos adolescentes sequer sabem  em que período do ano acontecem as “provas”, quais são os trabalhos solicitados ao longo do ano e  tampouco qual a média anual de seus filhos.

Sempre acreditei que a  a aprendizagem realmente se concretiza quando o ser humano compreende a utilidade deste aprendizado para sua vida. Só aprendemos aquilo que queremos aprender. Alguns alunos adolescentes questionam a utilidade de minhas aulas. Para eles, conhecer os movimentos literários, seus autores e obras, não serve para outra coisa, a não ser que “cai no vestibular”. E faltam aos compromissos  acadêmicos deliberadamente, senhores que são de sua própria vida escolar.

No entanto, ao se depararem com as provas finais, os adolescentes tentam recuperar, em poucos dias, o que não tiveram o interesse de aprender durante o ano. Inicia-se o corre-corre atrás de professores particulares para compensar a deficiência. Ignoram que as tais aulas só são eficazes se eles próprios se conscientizarem de que poderão reter apenas o essencial. Do contrário, elas serão apenas um aumento no orçamento dos pais.

O professor toma para si a responsabilidade da reprovação, quando esta deveria ser compartilhada entre a escola e a família. Os pais precisam tratar seus adolescentes  como filhos, em vez de abandoná-los à própria sorte, como adultos que ainda não são. Eles querem este controle, embora se rebelem a ele. “O pai moderno é aquele que estabelece limites com fundamentos educacionais.” (Tania Zagury).

Este é um jogo que pais e professores precisam aprender a jogar. Espero ter boas notícias até o final do semestre.

Imagem: daqui

AddThis Social Bookmark Button

Eu carrego seu coração comigo

November 22nd, 2009 Denise Rangel Posted in Arte e Literatura, Família e Amigos, Viver é preciso 2 Comments »

eu carrego seu coração comigo

Hoje eu sinto tanto não ter as pessoas que amo comigo. E, quando estou assim, tudo me comove. Surpreendi-me completamente emocionada, ao ouvir o poema de ee cummings, “Eu carrego seu coração comigo”, lido por Cameron Diaz, através da personagem Maggie,  para sua irmã Rose, personagem de Toni Collette, no filme In your shoes, do diretor Curtis Hanson.

Eu já havia assistido ao filme antes, e quis revê-lo porque gosto muito de  Toni Collette; mas, hoje, especialmente, ouvir o poema me deixou abalada em minhas memórias e em minhas marcas eternas.

i carry your heart with me

i carry your heart with me(i carry it in
my heart)i am never without it(anywhere
i go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
i fear
no fate(for you are my fate,my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it’s you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you

here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that’s keeping the stars apart

i carry your heart(i carry it in my heart)

(ee cummings)

Imagem: wordle

AddThis Social Bookmark Button

Amor e dor nos desenhos das crianças

October 29th, 2009 Denise Rangel Posted in Família e Amigos, Viver é preciso No Comments »

família da Clarissedesenho da Princesinha

Os desenhos das crianças podem ser reveladores, dizem os terapeutas, e por isto devemos ficar atentos a eles.  Psicólogos utilizam a interpretação do desenho infantil nos tratamentos de algum distúrbio da infância. Quando a criança está bem ou mal, seus desenhos refletem esta felicidade ou infelicidade.

Será que é sempre assim? Talvez ela possa estar cansada, ou entediada, e o adulto, mãe ou professora, insistam para que desenhe. Claro que não sairá um desenho natural, espontâneo, e tentar decifrá-lo é, no mínimo, forçar uma interpretação equivocada.

Salvo situações em que a criança esteja sendo vítima de algum tipo de agressão, em casa ou na escola; ou esteja sentindo falta de alguém que não está mais presente, seja por separação ou por morte, dos pais ou de alguém muito querido, os desenhos podem, sim, mostrar um mundo maravilhoso, puro, autêntico, que é o mundo da criança.

Nos desenhos, a dor e o amor

Lembro-me de que meu filho, quando perdeu o pai, não era de muito falar sobre o  fato.  Na verdade, eu só o vi falar sobre a perda uma única vez. Naquele ano, quando a professora, na escola, pediu que os alunos ilustrassem a capa  da pasta com os trabalhinhos do mês, ele desenhou um caixão com uma estrela e uma cruz sobre ele, com a data de nascimento e morte do pai. Detalhe, era o mês de agosto, no qual se comemora o  Dia dos Pais, e o tema da capa era, obviamente, o “papai”. Era seu primeiro, sem o pai. Guardo este desenho até hoje. Não sei como interpretar a dor de meu filho diante daquela realidade tão incompreensível: a morte do pai.

família da PrincesninhaUma situação oposta é a foto que ilustra este post, feita por minha Princesinha Clarisse. Eu a encontrei colada na porta de minha geladeira, no apartamento novo, para o qual me mudei há pouco menos de um  mês.  Eu estava morando  com ela  desde março, e agora, resolvi retomar minha vida de onde parei. Com meu Anjo e minha Princesa no coração.

Clarisse tem quatro anos e, pelo que pude observar, retrata sua família: os pais, ela e a avó. Achei interessante ela me incluir na “família”, que, na verdade, seria  formada apenas pelos três. E estão todos abraçados. Ela aparece entre a mãe e a avó,  que não está  “fora” da família, mas como parte dela.

Normalmente, os avós formam outro núcleo familiar, mas Clarisse ainda não percebeu esta organização. Talvez seja por minha presença constante e diária em sua casa, todos estes meses. Acredito que ela esteja preocupada com a mudança. E, com o desenho colado na geladeira, deixou bem claro que a família não está separada.

Dor e amor, perdas e ganhos. No desenho, o mundo da criança fala mais alto que qualquer palavra poderia expressar. Muito significativo para mim.

AddThis Social Bookmark Button

Execução e perdão (atualizado)

October 23rd, 2009 Denise Rangel Posted in Família e Amigos, Vida em sociedade, Viver é preciso 10 Comments »

flor

À época da notícia da execução de Saddam Hussein , escrevi este post  por estar extremamente irritada, pois percebi que o ser humano “faz justiça” repetindo o mesmo “erro” do executado. Esta semana, a notícia  da barbaridade e desumanidade policial, no Rio, que culminou na morte do coordenador do AfroReggae, minha irritação é compartilhada, creio , que por todos os brasileiros. Se repudiamos as execuções bárbaras, punir com execução não torna quem  mata, um executor semelhante?

Violência policial no Brasil

Durante muito tempo tenho me calado, mas agora, pretendo discutir a situação da violência no mundo e particularmente no Rio. Fala-se muito em direitos humanos, mas a realidade mostra julgamentos sumários diariamente, e basta uma frase para se fazer calar qualquer um: “era bandido”. Um policial torna-se, em segundos, juiz, que decreta a pena de morte, e executor da mesma.

Já se provou que a polícia no Brasil mata exageradamente. Mata pelas costas, com tiros na nuca, com muitos tiros, sempre escolhendo partes letais. A maioria das vítimas são adolescentes infratores, sem antecedentes criminais, pobres e negros. A maioria das vítimas estão em áreas estigmatizadas como as favelas, comunidades muitas vezes abandonadas pelo Estado. É clara a discriminação social, cultural, étnica.

Quando se atira pelas costas num adolescente sem antecedentes criminais, que não foi previamente identificado, isto me soa muito parecido com  “limpeza social”.  Naquele momento ele passa a ser identificado como um “vagabundo”. O próprio policial prefere atirar nas partes letais e não para a imobilização.

A certeza da impunidade dá ao policial garantia de segurança e , consequente insegurança pra seus familiares, que, temendo represálias, calam-se e vêm-se forçados a viver com o estigma de ter um ente querido “vagabundo”, segundo veredicto de um policial, que sequer o identificou.

O índice de punição para os policiais que matam, em execuções sumárias e arbitrárias, é muito baixo. Pelo contrário, o que vejo são elogios a essas “mortes de bandidos”. Policiais que matam não são cuidadosamente investigados nem submetidos a tratamento. E policiais que matam muito, sem controle e tratamento, adquirem seríssimas deformações psíquicas. Mas, quem ousa denunciá-los sem se tornar uma vítima certa e imediata?

Policiais ou carrascos?

Sabe-se que para o desenvolvimento de uma cultura civilizada e humanizada, em um país democrático, nenhuma polícia deveria matar. Nem todos os  mortos são bandidos, embora os bandidos também não devam ser executados arbitrária e sumariamente pela polícia. Não temos pena de morte no Brasil, e mesmo que a tivéssemos, deveria haver um julgamento e não uma execução. Como é que a polícia mata e não acontece nada? Ela não é criminosa. Os criminosos é que matam. A polícia não existe para matar, mas para assegurar a justiça e a liberdade às pessoas.

Para a mídia, a polícia sempre declara que houve confronto entre ela e os bandidos e que estes foram mortos. Mas, se observarmos bem, os tiros são dados na nuca, na cabeça, nas costas! Pra mim isto não é confronto entre policiais e bandidos, mas sim uma execução de pessoas que podem ser bandidos ou não, não interessa. A polícia não pode matar!

Os “juízes” do cotidiano

Este é um país democrático! Tal atitude revela o autoritarismo, o abuso de poder e a truculência da polícia que nos protege. Mas ela mata. Matar é diferente de prender. E é apenas isso o que ela deve fazer: prender. Porém, matando,  julga  sumariamente. E matar nada tem a ver com justiça.

Não escuta, não dá chance para defesa. Sequer identifica a vítima. Não respeita a vida.  Quem julga as pessoas criminosas? Os próprios policiais que as executam!  E, mesmo que sejam criminosas, teriam de ser mortas? Afinal de contas, existe ou não pena de morte no país?

Infelizmente, ninguém jamais irá saber se elas eram culpadas ou inocentes porque , na maioria dos casos, os familiares dos executados não abrem processo nem exigem seus direitos, por temer represálias. Se a polícia os tivessem prendido, interrogado e principalmente investigado, talvez nós saberíamos a verdade, caso não fosse deturpada, o que também pode ocorrer.

Mães perdoam, mas não esquecem

Não acontece assim, infelizmente. Aqui foi mais um desabafo. Uma denúncia de que uma vida foi desrespeitada  e ceifada por aqueles que acreditam que, matando, estão cumprindo seu dever e prestando um grande serviço para o país. E nunca saberei a verdade. Acredito apenas que há uma justiça divina, e que dela ninguém escapará:

“Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos ” Mateus 5.43

Embora, com todo esse sentimento de revolta e injustiça, sinto-me impulsionada a perdoar, a sofrer a ofensa, a aquietar-me e viver confiando na Justiça divina. Se não posso perdoar os responsáveis pela violência de que fomos vítimas, acabo por tornar-me mais culpada do que a pessoa que nos infligiu a ofensa.

Se não posso perdoar, a misericórdia e a graça de Deus para nós serão bloqueadas. Então, quando as coisas começarem a ir mal em nossas vidas, não vamos entender, pois estaremos em desobediência à ordem divina de amar e perdoar os inimigos.

Se eu não perdoar , a pressão de nosso inimigo contra nós continuará nos roubando a paz. Ele se torna o vencedor, conseguindo nos infligir sofrimento permanente; continua sorridente vivendo sua vida, enquanto nós continuamos fermentando nossa raiva, alimentando pensamentos de vingança, e nos tornando capazes de cometer transgressões muito piores do que a que sofremos.

Assim eu perdôo os que me inflingiram tanto sofrimento e, com isso , sinto que meu Pai celestial me conforta, e me faz ver que , toda vez que não dermos atenção às ofensas, e perdoarmos as injustiças que cometeram contra nós,isso nos faz pessoas melhores.

Quando perdoamos como Deus perdoa, (não é assim que oramos:”perdoai nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos têm ofendido?”), Ele nos leva à uma revelação de amor, de tolerância, de justiça e de bênçãos que nunca antes jamais conhecemos.

Agora, estou em paz! “O Senhor mo deu e o Senhor mo tomou; bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1.21)

foto:Mateus Hidalgo
Related Posts with Thumbnails
AddThis Social Bookmark Button