Diga “não” sem se constranger

March 14th, 2010 Denise Rangel Posted in Família e Amigos, Receitinhas, Viver é preciso 1 Comment »

Dizer “não” para  as pessoas foi um aprendizado longo e permeado de sentimento de culpa, principalmente se eram pessoas queridas. Mas, enfim, posso dizer que, agora, de fato, sou dona de meu próprio nariz. Aquela história de que “vai pegar mal” ou “fica chato recusar” não me constrangem mais.

Dizer: “não vou a esta festa”, “não quero emprestar o dinheiro”, “não faço este trabalho”,  “não  convido  esta pessoa”, “não vou te levar ao aeroporto”, “não empresto o carro”, etc e tal, é mais simples do que se pensa. Quem tem que ficar constrangido pelo “não” é o autor do pedido inconveniente, e não eu. Chega de fazer o que os outros querem, por ficar com vergonha ou sem jeito de dizer um simples “não quero”.

Digo ’sim”

Abro uma exceção para uma pessoinha que derrete meu coração de pedra: a Princesinha. Desde que ela entrou em minha vida como um bálsamo, quando eu estava prestes a me tornar mãe de anjo, tenho feito esforços extras para vê-la sorrir. Claro que não permito que ponha fogo na casa, nem fure o olho do cachorro, mas, dentro de um contexto coerente, faço para ela , muitas vezes, o que não quero ou não estou com disposição alguma para fazer.

Cozinhar é uma destas coisas que me dou o direito de não fazer. Abro uma exceção para ela. Há coisa mais chata do que cozinhar feijão? Pois é, mas para minha Princesinha, lá vou eu para o fogão preparar feijão, para fazer um mexidinho dos deuses, do jeito que ela gosta.

Mexidinho da Princesinha

Esta é a receita  preferida por cozinheiras preguiçosas como eu. Aproveita-se  tudo o que tiver  nas panelas, mas também pode ser feito com feijão e arroz fresquinhos. Aqui vai o suficiente para uma criança. Se quiser aumentar a receita, coloque a quantidade que cada um deseja comer e manda ver. Quem faz é a minha filha, que eu só sirvo mesmo para cozinhar o feijão.

  • Primeiro, esquentar o azeite em uma panela, adicionar 2 ovos  e mexer bem, sem deixar os ovos endurecerem muito.
  • Juntar 2 colheres de sopa de arroz pronto, uma concha de  grãos do feijão cozido, um tomate  picadinho e uma porção de salsicha picadinha refogada (que a mãe dela faz porque  ainda são carnívoras…). Mexer bem delicadamente.
  • Finalmente, misturar um pouco de farinha de mandioca para ligar, acrescentar um pouco de cheiro verde picadinho  e sal a gosto.

Depois é só colocar no pratinho e esperar a Princesinha pedir bis.  Ela  se aproxima de mim e diz: “Vó, tô cum fome. Quero comer a-go-ra!”  Então eu pergunto  a vocês:  dá para dizer “não” a uma fofura destas?

A vida me disse “não”

Sou uma avó diferente das tradicionais. Não conto histórias para dormir, nem canções de ninar.  Não faço bolos, nem doces, nem guloseimas. Até minha pipoca é ruim. Só mesmo ela para me fazer pilotar um fogão nesta altura da vida e preparar feijão.

Uma mãe, certa vez, me escreveu dizendo que estava sofrendo a perda do filho e não compreendia como eu podia estar bem.  É simples: não sou uma mãe-órfã desnaturada, que sorri e parece feliz.  É que eu tive a graça de ser mãe de anjo, mas Deus, em sua misericórdia, me coroou com outra graça: a de ser avó desta linda Princesinha.

A vida me disse “não”; aprendi a dizer “não” para os inconvenientes. Mas digo “sim” para minha Princesinha e para a vida. E “não” para esta dor-de-mãe que não passa…

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Reflorestamento e Preservação de áreas verdes

February 20th, 2010 Denise Rangel Posted in Família e Amigos, Meio ambiente, Rede Ecoblogs No Comments »

Continuando a série de posts sobre a Flexpedition 2010, da qual participei como expedicionária, para conhecer em detalhes ações de cunho sustentável da GM.

Durante a visita ao Campo de Provas da Cruz Alta, em Indaiatuba, a 130 quilômetros da capital paulista, os jornalistas  e blogueiros participantes da Chevrolet  Flexpedition 2010 viram de perto como ocorre o desenvolvimento tecnológico automotivo da GM, sempre preocupada com o respeito ao meio ambiente e às pessoas.

Logo à chegada, os expedicionários perceberam que o Campo de Provas da Cruz Alta mais parece um parque ecológico, com muitas áreas verdes. Visitamos a casa da Fazenda,  preservada pela GM, em suas características originais. Estão intactos, o velhos casarão da antiga fazenda da família Waldemarin, ex-proprietários, e as casas ocupadas pelos colonos.

A GM teve o cuidado de construir as pistas, laboratórios, escritórios e oficinas de modo a não quebrar o equilíbrio natural, preservando a fauna e a flora locais. Soubemos que, para evitar acidentes, foram construídas cercas ao longo das pistas, a fim de preservar os animais nativos. O CPCA tem capivaras, cobras, pássaros de várias espécies , entre outros animais.

A preocupação com a ecologia está presente na preservação de grande parte da mata nativa, encontrada na Fazenda Cruz Alta, há 25 anos. O campo de provas da GM abriga uma reserva florestal  formada por variadas espécies, vegetais e animais.

Na  área de reflorestamento do CPCA foram plantadas 350 mil mudas de árvores nativas da região. Há ainda 60 hectares plantados com mais de dez mil nogueiras macadâmia. Há uma intensa atividade agrícola que contribui para a preservação ambiental, através do reflorestamento, com pinheiros, eucaliptos e casuarinas.

A preservação de áreas verdes e matas em seus complexos industriais e comerciais, e das espécies animais que nelas vivem, é, certamente, um ponto alto nas ações ambientais da GM.

Fotos: Pedro Danthas

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A Revista dos Blogs fala sobre Família

February 6th, 2010 Denise Rangel Posted in Família e Amigos, Vida em sociedade No Comments »

A W3 Editora em parceria com a empresa Bites desenvolve o projeto de uma revista digital com conteúdo dos blogs parceiros da Rede MdeMulher da Abril.

As edições da revista dos Blogs são semanais e têm um tema específico. As primeiras edições abordaram os temas Entretenimento, Moda e Campus Party.

A edição atual enfoca o tema Família e você pode conferi-la agora. Para folheá-la, clique na revista acima e boa leitura!

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Uma palavra para o ano todo

January 15th, 2010 Denise Rangel Posted in Família e Amigos, Vida em sociedade, Viver é preciso 2 Comments »

Fazer lista com resoluções ou projetos para cada ano que inicia, nem sempre traz os resultados esperados. Todo fim do ano, ao se fazer o balanço de perdas e ganhos, a sensação de incapacidade e frustração são inevitáveis.

Uma conversa com a Nospheratt, no Twitter, há alguns dias, sobre seus planos para 2010, me fez perceber que dificilmente cumpro os que traço para mim, devido à minha inconstância. Desisto rapidamente do que planejei, traço novos planos e recomeço outra vez. Ao fim do ano, deparo-me com o saldo de vários projetos interrompidos e abandonados.

Minha amiga, então, sempre atenta e disciplinada, recomendou-me esta estimulante leitura: “Resolution Revolution: A Better Way to Start Your Year“. E, indicou-me a ferramenta para nortear nossas ações ao longo do ano: a escolha de uma palavra que resuma o que realmente precisamos conquistar.

Fiquei pensando: em vez de traçar planos que nunca se concretizam, por que não estabelecer um objetivo bem definido, resumido em uma única palavra? E, após avaliar minhas reais necessidades para este ano, determinei para mim a palavra RIQUEZA.

Enriquecida espiritual, pessoal e profissionalmente, penso que as conquistas serão naturais. Fortalecidos como seres humanos, creio que temos maior motivação para cumprir as metas a que nos propusemos ou a que a vida nos obrigou.

Riqueza do espírito, da alma e do corpo

Investir na meditação, para enriquecimento espiritual e  capacitação para vencer obstáculos como desânimo, inveja, violência, competição,  injustiça, solidão,  e outras forças invisíveis que tentam nos fazer desistir de nosso objetivo.

Investir nos relacionamentos pessoais (família e amigos) para enriquecimento pessoal através do exercício da solidariedade, da compreensão, do altruísmo, da longanimidade, e outras qualidades que nos fazem pessoas melhores.

Investir na profissionalização, para enriquecimento material, não para adquirir fortuna e muitos bens de consumo, mas  para honrar compromissos a fim de vivermos dignamente, alimentar o corpo e a alma, e ajudar os que necessitam mais do que nós .

Pensando assim, tracei para mim, as ações que me alimentarão  o espírito, a alma e  o corpo e me capacitarão para alcançar o objetivo maior: ser feliz. Esta é a maior riqueza que o ser humano pode almejar.

Fé, Amor e Trabalho. Bases para alcançar a Riqueza espiritual, pessoal e material.

E você, que palavra norteará suas ações ao longo deste ano?

Imagens:
oração
amizade
trabalho

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Deixe seu bebê viver a própria vida

January 10th, 2010 Denise Rangel Posted in Família e Amigos, Vida em sociedade, Viver é preciso 2 Comments »

Há alguns anos, declarei, aqui, que  os filhos deveriam viver suas vidas sem a interferência dos pais. Sempre prezei minha liberdade de escolha, e imaginava que, como mãe, seria capaz de cortar o cordão umbilical, quando meus filhos estivessem adultos,  aptos a tomarem suas próprias decisões, assumir as consequências delas e  aprender com seus erros e acertos.

Teoricamente, esta é  uma atitude perfeita e esperada para pais e filhos. Na prática, entretanto, nem sempre funciona desta maneira.  Há pais que não percebem o amadurecimento dos filhos, o desejo de autonomia, de liberdade, de independência. E, há filhos que, já adultos, até mesmo casados, quando os problemas aparecem,  recorrem aos pais,  não em busca de uma orientação, mas, em grande parte dos casos, de uma solução para tais problemas.

Vejo, hoje, que é preciso ter grande força de vontade, muita coragem mesmo, para  os pais dizerem a seu filhinho (de 21, 30, 40, 50 anos…), quando este traz seus problemas pessoais, conjugais, profissionais, familiares, ou outros quaisquer, para que os solucionem:  “Não me contem nada! Voltem para suas casas e resolvam vocês mesmos!”.

Orientar ou solucionar?

O discernimento entre uma orientação e uma resolução do questionamento trazido pelo filho é algo que os pais precisam ter. Resistir à tentação de solucionar o problema que é dos filhos é uma decisão bem difícil para pais que não cortaram o cordão umbilical e veem seu “garotinho” ou “garotinha” às voltas com situações que exijam decisões acertadas.

Alguns filhos se aproveitam de tal desprendimento de seus pais e aceitam passivamente, ou propositalmente, pois é cômodo, que seus  problemas sejam resolvidos e decisões sejam tomadas, sem que tenham de se preocupar. No entanto, felizmente, muitos filhos não aceitam esta situação e querem, eles mesmos, andar com suas próprias pernas, cair e levantar, aprender com as quedas e adquirir experiência com os acertos.

Chego à conclusão que, quando os filhos adultos trazem seus problemas aos pais, na verdade, querem apenas desabafar, ouvir uma segunda opinião, ouvir a voz da experiência, ou coisa parecida. O que eles precisam ouvir dos pais, e, no fundo, desejam mesmo isto, é: ” tomem suas próprias decisões, façam suas próprias escolhas, resolvam seus próprios problemas”.

E outra decisão difícil para estes pais é garantir aos filhos que terão seu apoio sejam quais forem as resoluções tomadas. Afinal, precisamos, pais, confiar na educação que demos a nossos filhos. E acreditar que são adultos maduros e capazes de dirigir suas próprias vidas. Mesmo que eles o façam de outra maneira, diferente da que faríamos.

Pais de filhos adultos precisam admitir que seu filho é sempre uma criança, sim, em seu coração;  mas que,  na realidade,  é um homem, ou uma mulher, capaz  de gerir seu destino. Então, vamos cortar o cordão umbilical de nossos bebezões?

Imagem: daqui

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Hoje é dia de festa!

December 31st, 2009 Denise Rangel Posted in Eventos, Família e Amigos, Viver é preciso 4 Comments »


Ana Paula, Denise e  a Princesinha Clarisse

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.

Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

Adelia Prado

Há 25 anos, eu recebi um presente especial: minha filha! E, 21 anos depois, através dela, recebi outro presente que mudaria minha vida: Clarisse, minha linda Princesinha.

A elas dediquei todo meu amor, meu maior carinho, minha vida inteira. E no momento mais difícil, quando a vida não parecia ter mais nenhum sentido, a luz de Clarisse e a graça de Ana Paula têm sido o bálsamo que cicatriza feridas e me motiva a prosseguir.

Então, mais uma vez, como em todos os anos, comemoramos a chegada do Ano Novo e de uma nova vida: a de Ana Paula, minha filha. E agradeço a Deus por mais um ano com ela junto de mim.

Ana Paula, que o Senhor a abençõe e resplandeça Sua luz sobre você. No dia em você temer, confie nEle. A fé é a certeza das coisas que não se vêm. Seja feliz em seu aniversário e nos próximos anos que virão!

Parabéns, filha! Mulher é desdobrável. Você é!

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Este adolescente é seu filho!

December 6th, 2009 Denise Rangel Posted in Educação e ensino, Família e Amigos, Vida de Mestra 5 Comments »

adolescente-limites

Todo ano é a mesma história: adolescentes, às vésperas do vestibular, sem média para aprovação, ficam “presos” no colégio, em aulas de apoio para as provas finais, enquanto seus amigos já estão aproveitando as férias. Estes adolescentes decidiram, ao longo do ano, se estudariam ou não. O controle de sua vida escolar esteve em suas mãos o tempo todo.

Indago-me, constantemente, por que muitos pais não acompanham os estudos dos filhos adolescentes, como o faziam, quando eram menores. Definitivamente, eles não são mais as mesmas criancinhas de alguns anos atrás, quando faziam o que o professor dizia, e não questionavam as ordens do pai e da mãe.  No entanto, ainda são filhos e precisam de apoio, auxílio, incentivo, advertência e os limites  necessários para seu desenvolvimento.

Esta questão de aprovação ou reprovação é extremamente delicada pois as práticas avaliativas, atualmente, são incompetentes para diagnosticar o desempenho de um adolescente se todos – alunos, professores e pais – não acompanham juntos os dias letivos o ano inteiro. Muitos pais de alunos adolescentes sequer sabem  em que período do ano acontecem as “provas”, quais são os trabalhos solicitados ao longo do ano e  tampouco qual a média anual de seus filhos.

Sempre acreditei que a  a aprendizagem realmente se concretiza quando o ser humano compreende a utilidade deste aprendizado para sua vida. Só aprendemos aquilo que queremos aprender. Alguns alunos adolescentes questionam a utilidade de minhas aulas. Para eles, conhecer os movimentos literários, seus autores e obras, não serve para outra coisa, a não ser que “cai no vestibular”. E faltam aos compromissos  acadêmicos deliberadamente, senhores que são de sua própria vida escolar.

No entanto, ao se depararem com as provas finais, os adolescentes tentam recuperar, em poucos dias, o que não tiveram o interesse de aprender durante o ano. Inicia-se o corre-corre atrás de professores particulares para compensar a deficiência. Ignoram que as tais aulas só são eficazes se eles próprios se conscientizarem de que poderão reter apenas o essencial. Do contrário, elas serão apenas um aumento no orçamento dos pais.

O professor toma para si a responsabilidade da reprovação, quando esta deveria ser compartilhada entre a escola e a família. Os pais precisam tratar seus adolescentes  como filhos, em vez de abandoná-los à própria sorte, como adultos que ainda não são. Eles querem este controle, embora se rebelem a ele. “O pai moderno é aquele que estabelece limites com fundamentos educacionais.” (Tania Zagury).

Este é um jogo que pais e professores precisam aprender a jogar. Espero ter boas notícias até o final do semestre.

Imagem: daqui

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Eu carrego seu coração comigo

November 22nd, 2009 Denise Rangel Posted in Arte e Literatura, Família e Amigos, Viver é preciso 2 Comments »

eu carrego seu coração comigo

Hoje eu sinto tanto não ter as pessoas que amo comigo. E, quando estou assim, tudo me comove. Surpreendi-me completamente emocionada, ao ouvir o poema de ee cummings, “Eu carrego seu coração comigo”, lido por Cameron Diaz, através da personagem Maggie,  para sua irmã Rose, personagem de Toni Collette, no filme In your shoes, do diretor Curtis Hanson.

Eu já havia assistido ao filme antes, e quis revê-lo porque gosto muito de  Toni Collette; mas, hoje, especialmente, ouvir o poema me deixou abalada em minhas memórias e em minhas marcas eternas.

i carry your heart with me

i carry your heart with me(i carry it in
my heart)i am never without it(anywhere
i go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
i fear
no fate(for you are my fate,my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it’s you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you

here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that’s keeping the stars apart

i carry your heart(i carry it in my heart)

(ee cummings)

Imagem: wordle

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