Fixe as normas ortográficas, jogando.

June 5th, 2009 Denise Rangel Posted in educação e ensino 2 Comments »

Gente, que demais este game, do Livro Clip, para a garotada (e a gente também, né) fixar as normas ortográficas. Experimente. É muito interessante. Adorei:

Viciou? Eu também. Vou levar para meus alunos aprenderem, se divertindo.

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Há mães e mães …

May 17th, 2009 Denise Rangel Posted in Viver, educação e ensino, sociedade 6 Comments »

escadarolante

Enquanto as Luluzinhas discutem  na blogosfera as confissões de Maria Mariana sobre a maternidade, fico imaginando se algumas mulheres realmente deveriam ter se tornado mães. Cada dia me convenço mais de que algumas mulheres não têm vocação para tal. O filho é um acidente, ou algo parecido, com o qual não têm nenhum compromisso. Já outras  mulheres, conscientes de que  não  têm  aptidão para serem mães, decidem que não terão filhos. É uma decisão responsável. Não vejo nenhum egoísmo nisto. Ser mãe é compromisso, não pode ser diferente.

Hoje, quando eu me preparava para descer a escada rolante em um shopping, vejo um menininho, um bebê ainda, devia ter uns dois anos ou menos, correndo em direção à escada, completamente sozinho. Só tive tempo de segurá-lo para impedir que ele alcançasse a escada.  Olhei à volta e não vi a mãe. Havia dois seguranças perto e eu disse a eles que aquela criança estava sozinha. Entreguei o bebê a eles.  Alguns segundos transcorreram até  que a “mãe” aparecesse, tranquila, tranquila, com um olhar sorridente e despreocupado. Fiquei tão indignada que  desci as escadas rapidamente para não falar o que não devia. Absurdo. Irresponsabilidade. Incompetência.

Eu sei que as crianças cegam a gente. Quem já não perdeu o filho de vista alguma vez?  Até eu, como já contei aqui, perdi minha filha por alguns angustiantes momentos. O que me deixou indignada foi ver a tranquilidade daquela mãe. Pensei que apareceria alguém apavorada, nervosa, aflita com a possibilidade de seu bebê ter se precipitado escada rolante abaixo; mas, qual nada, ela nem se abalou.

É, realmente há mães e mães.

Imagem: daqui

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O preço de um desafio

May 16th, 2009 Denise Rangel Posted in Trabalho, Viver, aposentadoria, educação e ensino, sociedade No Comments »

O Preço do Desafio
(Stand and Deliver)

País/Ano de produção: EUA, 1988
Duração/Gênero: 102 min., Drama
Direção de Ramón Menéndez
Roteiro de Ramón Menéndez e Tom Musca
Elenco: Edward James Olmos, Lou Diamond Phillips,
AndyGarcia, Estelle Harris, Virginia Paris,
Mark Eliot, Will Gotay, Patrick Baca.

preco_desafio_03

Assisti há pouco, o filme O preço de um desafio, baseado em fatos reais, que mostra a trajetória de um professor, Jaime Escalante (Edward James Olmos), boliviano radicado em Los Angeles, em uma escola de subúrbio em Los Angeles, o colégio Garfield.

Em meio a um ambiente devastado por gangs e drogas, com um alto índice de desistência, ele enfrenta o desafio de ensinar e, com um método próprio e bem original,  consegue motivar a turma  e, juntos,  vencem os desafios da discriminação e descrédito de todos.

Ao final, todos os alunos receberam notas altas no exame de  cálculo, a ponto de o Serviço de Testes Educacionais de Princetown, New Jersey, desconfiar e acusá-los de fraude. Os estudantes  fazem novas provas e confirmam os resultados.

Emocionei-me quando assisti ao filme,  justamente por discutir esta tão controversa questão educacional. “O Preço do Desafio”, por ser baseado em fatos reais, mostra que, com determinação, coragem, amor aos alunos e à profissão, é possível sim, vencer tantas barreiras que discriminam e estigmatizam os alunos rebeldes como incapazes de aprender e vencer.

Lembrei-me de alguns pouquíssimos alunos meus que conseguiram vencer barreiras semelhantes e estão muito bem hoje. Acredito que o êxito deles deve-se , em maior parte, a seu esforço próprio. Pouco fiz para motivá-los. Houve momentos em que pensei em desistir várias vezes. Sei que um professor pode estimular os alunos a mudarem de vida e trilharem um caminho diferente. Porém, o preço é tão alto que muitos desistem no meio do caminho.

Estou aposentada da escola pública há poucos dias, e sinto que, em nosso país, pouco ou quase nada se faz por comunidades violentas, agressivas, desmotivadas e pobres. Eu realmente gostava de meus alunos, mas sentia-me incapaz de convencê-los a mudar suas vidas. Orgulhava-me dos que conseguiam e sabia, bem lá dentro de mim, que grande parte do esforço era muito mais deles que meu. E fica um buraco aqui, dentro de meu peito.

imagem: daqui

Mais vídeos aqui: youtube

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Vou pedir o café …

May 7th, 2009 Denise Rangel Posted in Trabalho, Viver, aposentadoria, educação e ensino, sociedade 6 Comments »

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Um novo tema passará a integrar o conteúdo deste blog: a vida após a aposentadoria. Antes, eu apenas vislumbrava esta possibilidade, mas agora, ela é real. Não completamente, pois ainda continuo o trabalho na rede privada; no entanto, interromper uma rotina de 33 anos de carreira na rede pública é uma mudança e tanto em minha vida.

Estou aposentada do magistério público há dois dias. Ainda não sei definir como me sinto. A impressão que tenho é a de que nada mudou, pois, como já disse, saio para trabalhar na escola particular, onde tenho uma rotina bem semelhante  (e até mais cansativa) a que possuía na escola municipal. Acordar cedo, planejar aulas, digitar e corrigir provas, desenvolver projetos e outras atividades  relacionadas. Não tem nem graça dizer que estou aposentada.

De qualquer forma, este tempo livre que tenho à disposição será usado para fazer tantas coisas de que gosto e que a falta de tempo me impedia de realizar. Talvez eu nem faça tudo o que tenho planejado, mas, fazer planos é peculiar a esta fase da vida do trabalhador. Agora não mais sonhamos, agora planejamos e realizamos. Isto é muito interessante e motivador.

Neste primeiro momento, não quero fazer absolutamente nada. Isto mesmo: nada. Preciso aproveitar estes dias de liberdade, sem responsabilidade de acordar cedo e de realizar todas as tarefas profissionais. A sensação é tão maravilhosa que me sinto alforriada, se me permitem tal comparação. Sinto-me tentada a “chutar o balde” e largar a escola particular também. As responsabilidades,  compromissos e dívidas que ainda tenho, no entanto, não me deixam tomar tal atitude por ora. Talvez eu mude de carreira e pare de ensinar. Ainda estou pensando.

Há algumas coisas que gostaria de fazer, a longo prazo. Tempo eu tenho de sobra, no momento. Poderia começar por aprender um novo idioma.  O live mocha me parece uma boa opção, por sua praticidade e liberdade. Outra coisa que gostaria de recomeçar é a fisioterapia. Minha coluna agradece.  Aliás, está na hora de fazer todos os exames de saúde que  estive adiando por falta de tempo. Já marquei o oftalmologista.  A próxima consulta será com a ortopedista. E assim por diante.

Outras extravagâncias que quero cometer só serão possíveis quando estiver totalmente aposentada. Por exemplo, eu gostaria de viajar para uma cidade bem pitoresca e me hospedar por lá, algum tempo, só apreciando a natureza e a vida cultural. Assistir a concertos musicais, festivais literários, mostras de arte e tal. Sem compromisso nenhum, com nada ou ninguém. Não é sonho. É plano.

A aposentadoria não passa de um procedimento legal, pois posso continuar em atividade ou me dedicar a projetos pessoais de meu interesse. Acredito que jamais me sentirei ou serei uma aposentada. Falta do que fazer é o que não vai faltar, hehe, trocadilho besta.

Daqui a pouco o dia amanhece e, pela primeira vez em tantos anos, vou tomar um café da manhã com tudo a que tenho direito, em plena quinta-feira, sem correria, sem estresse, sem olhar para o relógio, nem sair correndo atrasada. Depois, sairei a pé, com a Princesinha, para aproveitar o sol e o ar matinal. Mais tarde, irei me livrar daquela papelada que armazenei durante tanto tempo.

E viva a liberdade! “Vou pedir o café pra nós dois…”

Imagem: daqui

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Recicle os desenhos das crianças

May 5th, 2009 Denise Rangel Posted in Família, Faça a sua parte, Meio ambiente, Rede Ecoblogs, educação e ensino 1 Comment »

Ainda hoje me lembro, com tristeza, do dia, há muitos anos,  em que abri o armário para ver todos os desenhos que minha filha fizera na escolinha durante o ano inteiro, e encontrei-os comidos, literalmente, por bichinhos. Não sobrou nada. Uma pena.

Agora, na era digital, há outras alternativas mais eficientes para guardar as gracinhas que nossas crianças trazem da escola, ou que fazem em casa mesmo. A Princesinha adora desenhar. Se formos guardar toda a papelada produzida, a coisa complica. Então, que tal compartilharmos novas  ideias (sem acento) sobre a melhor forma de preservar as obras de arte de nossos geninhos e, de saldo, reutilizar o papel dos desenhos das crianças?

Encontrei algumas idéias bem criativas no site  How can i  recycle this? Algumas delas eu já faço, mas não com tanta criatividade. Por exemplo, fotografar os desenhos e fazer um livro ou um slide show. Eu apenas fotografei alguns desenhos da Princesinha e guardei-os em um álbum virtual privado. Adaptei algumas ideias que vi lá no site, e compartilho-as aqui com vocês:

Adorei a ideia do   livro original: basta furar os desenhos e reforçá-los com um papel autocolante (tipo contact), fazer uma capa usando caixa de sapato e ilustrar com um desenho bem lindo, uma linda fita para amarrar e pronto! Fica uma lembrança fácil de guardar para toda vida. Se a mamãe for criativa, pode escrever textos de acordo com os desenhos e tem-se um livro de histórias bem original.  Fica até uma sugestão linda para dar de presente aos avós: um álbum com uma seleção de desenhos feitos pelos netinhos, hehe. Eu ia adorar!

Outra ideia muito intessante que vi lá no site é esta:  exibir os  desenhos em um longo mural, na parede do quarto  ou no corredor. Estou pensando em comprar um desses para a Princesinha.  Ela mesma poderá escolher os seus   desenhos preferidos para ficarem no mural, e, após algum tempo, eles iriam para a reutilização ou para  a reciclagem. E, o mural seria fotografado toda vez que fosse renovado. Amei isto!

Uma ideia bem bacana para quem optar por fotografar e fazer um ábum virtual  é reaproveitar os papéis desenhados utilizando-os como papel de embrulho; ou como decoração para caixinhas de guardar trecos (é só colá-los  e depois “plastificá-los ” com cola branca). Outra ideia seria fazer jogos americanos com os desenhos, cobrindo-os com contact.

Agora, vejam só que coisa mais linda: uma das mães disse que fez um bloquinho com os desenhos, para utilizá-lo para anotações. Segundo ela, faria uma lista dos seus objetivos para o ano e  seria adorável  escrever do outro lado do papel com um desenho da sua filha! Genial!

Esta ideia também é muito romântica: digitalizar os desenhos no computador, reduzi-los para serem utilizados como  cartões para enviar a parentes nos  aniversários ou Natal. Isto eu já fiz, mas com uma foto da Princesinha. Não tinha pensado nos desenhos. Coisa mais fofa.

E vocês,  têm mais algumas outras ideias para guardar os desenhos das crianças ou de como reutilizar os papéis desenhados que iriam para o lixo?

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Liberdade, enfim.

May 5th, 2009 Denise Rangel Posted in Trabalho, Viver, educação e ensino No Comments »

formiguinha

Como eu havia dito aqui, a esperada aposentadoria chegou! Estou aposentada! Finalmente, após um processo que durou exatos 90 dias, saiu a publicação da portaria que oficializa  minha aposentadoria. Agora posso ler meus livros, escrever meus textos, sem ter de parar porque está na hora de ir para o colégio. Eu precisava dessa liberdade, após 33 anos em sala de aula.

Mas, não estou totalmente inativa (palavrinha mais inadequada), nem entrei para o grupo dos vagabundos, pois ainda leciono em outro colégio que me consome uma boa parte do tempo. Principalmente porque os proventos da aposentadoria terão uma redução significativa.

Isto significa que a formiguinha aqui precisa continuar trabalhando. Até quantos invernos  ainda não sei, mas já estou procurando outra coisa para fazer na área ambiental, ou na área editorial.  Então, quem sabe, deixo definitivamente a carreira de professor. Vamos ver, vamos ver.

Por enquanto deixa eu curtir meus dias de liberdade.

Imagem: clipart

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Inativa trabalhadora

April 9th, 2009 Denise Rangel Posted in Trabalho, educação e ensino, sociedade 7 Comments »

formiga

Há cerca de trinta e três anos que sou professora. Até o ano passado, em tempo integral. E há cerca de três anos que penso em mudar de profissão, insatisfeita com o trabalho que faço, nas condições em que ele é realizado.

A possibilidade de pedir aposentaria que, há uma ano era uma tentação e, ao mesmo tempo, uma temeridade, pois , neste país tal condicão se constitui em uma punição em vez de um prêmio, finalmente chegou. Fiz  minha solicitação há  dois meses, consciente de que meus proventos terão uma redução significativa, e que eu terei de continuar trabalhando para compensar a perda. Sim, porque a formiga aqui, trabalhou durante longos 33 outonos, mas o inverno não se mostra tranquilo, como na fábula,  não.

Tenho outro trabalho, em uma instituição privada, pois, na realidade, eu não posso e nem desejo ainda  sair do mercado de trabalho. Entrarei para as estatísticas de “inativos que trabalham”, uma golpista dos cofres públicos,  ou uma “vagabunda“, segundo  nosso ex-presidente , referindo-se aos aposentados jovens ou em perfeitas condições de trabalho que ” se locupletam de um país de pobres e miseráveis’.

Hoje em dia já não me sinto culpada de  engrossar as fileiras de ‘vagabundos’ que  mamam dos cofres públicos (como se eu não tivesse contribuído para eles), e já decidi que  aposento da escola pública este ano. Abro o Diário Oficial todos os dias para consultar se meu pedido foi deferido.

Estou cansada e não acredito mais em minha capacidade de tranformar nada através do magistério. Apenas minha dedicação e carinho não são suficientes para mudar a realidade daqueles meninos tão carentes de tudo. Deixo meu lugar para as novas meninas que ingressam no magistério. Despreparadas ou não, elas têm  o que estou perdendo: idealismo.

Imagem: daqui

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O ganso de ouro

March 26th, 2009 Denise Rangel Posted in Arte e Literatura, Projeto de leitura, Trabalho, educação e ensino 3 Comments »

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Está no ar, no meu blog Na roda de leitura, os trabalhinhos de uma turminha  de 5ª série, da rede pública.  Após quase dez anos trabalhando com jovens e adultos, voltei a dar aulas para os pequeninos também (enquanto a aposentadoria não vem).

Percebi que eles não possuem muita familiaridade com o texto escrito, mas  notei que os olhinhos brilhavam durante a leitura de uma adaptação do conto O ganso de ouro, dos irmãos Grimm.

Vão até lá e prestigiem os trabalhinhos, bem simples, é claro, dessas crianças. Os alunos da rede pública não têm acesso às tecnologias e recursos que os meus alunos da rede particular possuem. Eles desenham na folha do caderno mesmo. Mas, criatividade e imaginação para embarcar no mundo da leitura eles mostraram que têm.

Então, vão lá dar uma olhadinha?

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O ano passado – Parte II

January 5th, 2009 Denise Rangel Posted in Arte e Literatura, Faça a sua parte, Meio ambiente, Rede Ecoblogs, Viver, educação e ensino, sociedade, web 8 Comments »

retro
Nesta 2ª parte de minha longa retrospectiva, mais alguns momentos-umbigo especiais:

Arte  e  literatura

O querido amigo  Lord, lança  mais um livro: Sobre o Telhado das Árvores, em São Paulo. Soube que a festa foi muito chique, só com gente queridíssima, e eu aqui nãofui!!! Sucesso, Ricardo!

A FLIP, Festa Literária Internacional de Paraty, do ano passado teve transmissão ao vivo na internet para todas as mesas. Perdi esta também, mas pude acompanhar o evento, através do site.

Fascinada por ficção científica, assisti várias vezes os episódios da série Lost. Houve dias em que assistia três vezes às reprises na tevê a cabo. E também às outras séries, como Jornada nas estrelas, e as demais séries de ficção  a que eu tive tempo de assistir. Fascinante.

Finalmente foram aprovadas mudanças na ortografia, para promover a integração da língua portuguesa. Dizem os entendidos que é para atender de forma mais satisfatória às necessidades lingüísticas dos diferentes países que falam o Português, evitando, assim, a desagregação do idioma. Será? Quero ver para crer.  Tenho cá minhas dúvidas.

Eventos na blogosfera

Fui sorteada na promoção  Ajude a sustentar a Wikipédia e outros projetos, cujo objetivo foi divulgar a idéia das contribuições individuais aos projetos que usamos no dia-a-dia. Ganhei uma camiseta geek irada, oferecida pela Red Bug.

Assinei a petição em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento na Internet brasileira e contra a censura na internet , no projeto do Senado, contra crimes cibernéticos.

Lançamento do Yahoo! Posts, portal que reúne conteúdo de 108 blogs, diariamente. E o mais legal: a nossa Rede Ecoblogs também está lá, na categoria cidadania.  Revista Época lança a polêmica lista com “Os 80 blogs que você não pode perder“, e o nosso blog Faça a sua Parte foi citado.

Participei da inauguração espetacular da iluminação da Mapfre, em São Paulo, e conheci pessoalmente os ecoblogueiros convidados para o evento: Wagner Tamanaha, Sylvia FerrariLúcia Freitas e Rodrigo Barba. Rimos muito. Embora já nos conhecêssemos via Ecoblogs, ainda não tínhamos nos visto pessoalmente. Muito bom.

De lá, fui ao primeiro encontro só de mulheres blogueiras, o Luluzinha Camp, organizado pela a queridona Lucia Freitas.  Um dia inteirinho discutindo sobre tecnologia, proteção animal, blogs corporativos, fotografia, moda e beleza, e fofocando também, é claro. Fizemos as unhas e sobrancelhas; houve sorteio de brindes, muita comida deliciosa , descontração e alegria, que a gente merece, vamos combinar. Conhecer pessoalmente a Lucia Malla não tem preço, hehe.

José Saramago lança blog na internet, mas não abre a caixa de comentários. Fechado,né. Ele pode. Já os diários de George Orwell, autor do livro 1984, são publicados em blog com comentários abertos. Em inglês. Chique. Assisti ao filme do mago, Ensaio sobre a cegueira, e fiquei a refletir sobre o que realmente importa nesta vida. A natureza humana me surpreende e choca, às vezes.

Participei da campanha Outubro Rosa, a convite da Sam Shirashi e atendendo à  convocação das Luluzinhas, sobre a importância da informação para detectar-se precocemente um diagnóstico de câncer de mama e aumentar as chances de cura na mulher. Importantíssimo.

Vida sustentável

Dei início ao projeto horta na varanda de meu apartamento, com algumas floreiras e sementes. Foi muito excitante ver as hortaliças crescendo, bem ali, diante de minha janela, e constatei que a natureza é tão generosa e pede tão pouco em troca. O primeiro tomatinho venceu a força do vento e a tentação da Princesinha  de colhê-lo antes da hora. Descabelada, mas linda, está aprendendo a cuidar da hortinha.

A campanha do Natal do Faça a sua parte desafia-nos a pensar em um Natal que nos aproximasse da natureza e, ao mesmo tempo, valorizasse a confraternização, e a buscar opções para presentear de forma ecológica. Excelente.

Contratempos

Nem tudo são flores. Errei os dados em minha declaração do Imposto de Renda e caí na malha fina da Receita Federal. Tive de refazer tudo outra vez. Lastimável.

Quase morri, ou desejei morrer (exagerada!) de uma infecção viral.  Mas descobri-me com uma necessidade imensa de viver e ser feliz, embora a ponto de explodir de tanta saudade de meu anjo.

Minha querida Aninha Pontes, que abomina os “Feeds”, levantou a polêmica de que eles afastam os amigos de seu blog. Tenho de concordar com ela, em parte. Mas, que é muito prático, não há dúvidas.

Fiquei chocado  ao descobrir, em um trabalho escolar que propus,  o quanto o papel da mãe é importante na vida de um ser humano e como aqueles meus alunos adultos ainda se ressentiam da falta dela.

Brincadeiras de mau-gosto quase estragam festa de formatura. Não reconheci meus alunos. Triste, muito triste. Mas, ainda não desisti. Ainda acredito que nem tudo está perdido.

Minha opinião a respeito da tecnologia e crianças, de que a tecnologia é mais uma ferramenta para adquirir conhecimento, e que deve ser acompanhada de perto por pais e mestres, provocou uma discussão que não me fez mudar o ponto de vista de que orientar é mais adequado que proibir o acesso das crianças à tevê e ao computador.

Alegrias

Minha linda Princesinha-Branca de Neve-Clarisse completou três aninhos de vida! O mistério de ser avó se revela cada vez que um serzinho faz renascer a alegria em corações que pensavam que já haviam cumprido sua missão na vida. Encerro aqui esta retrospectiva que, a meu ver, teve um saldo positivo. Aprendi com erros e acertos. Fiz amigos e reaprendi a viver e ser feliz. E a presença de Clarisse em minha vida vale por um ano inteiro de estímulo para viver.

Um 2009 abençoado para todos nós.

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O ano passado – Parte I

January 4th, 2009 Denise Rangel Posted in Arte e Literatura, Faça a sua parte, Meio ambiente, Rede Ecoblogs, educação e ensino, sociedade, tecnologia 8 Comments »

retrospectiva1

Nesta 1ª parte de minha retrospectiva, alguns momentos-umbigo  especiais:

Projetos na blogosfera

Há um ano, mudei para o domínio próprio, com novo visual para o blog. Já está na hora de nova mudança. Estou à procura de um novo template para o Sturm und drang!, e assim que eu encontrar o que procuro,  começaremos as alterações. Só no visual , é claro, pois estamos muito bem na Via hospedagem, uma empresa Porto Fácil , com a assessoria excelente do Jânio Sarmento e do Daniel Becher. Depois de passar dias fora do ar na antiga hospedagem, recomendo o serviço dos meninos aí.

Reativamos o projeto Na Roda de Leitura, no qual registro o que os alunos escrevem sobre textos literários lidos em sala de aula,  utilizando a linguagem com que mais se identifiquem:  desenho, poesia,  música,  depoimentos , vídeos ou o que mais a imaginação deles ditasse. Foi um ano produtivo e me senti orgulhosa deles.

Continuamos participando do Projeto Faça a sua parte,  que, há um ano lançou a campanha “Faça do Verde o seu Dia!” e  o “Calendário Verde”, um centro de informações sobre datas importantes do meio ambiente. Outro projeto legal do Faça foi a criação do blog Lili faz sua parte, para a divulgação de projetos escolares e de trabalhos das crianças e adolescentes sobre o meio ambiente. Só boas idéias que foram reconhecidas pela revista Época , que publicou, em seu Blog do Planeta, uma seleção de “os 10 melhores sites verdes do Brasil” Bom demais!

Com uma grande satisfação, fui convidada pelo querido Tamanaha, para participar da Rede Ecoblogs, um canal de divulgação da questão ambiental, que, com o apoio da Fundação MAPFRE, socializa as idéias sobre sustentabilidade, meio ambiente e consumo consciente, agregando vários posts relacionados ao tema, publicados pelos blogueiros participantes, que pensam e agem para tornar este mundo mais sustentável. Muito gratificante.

Outra alegria foi participar do Abre aspas para a poesia e do Pausa para a poesia, promovidos pela Lunna, que têm por objetivo ampliar ainda mais o espaço da poesia em nossas leituras. Foi um tal de espalhar poesia pelos blogs! Maravilhoso!

Vida sustentável

Minha filha, aos poucos vai incorporando as boas idéias para viver de modo mais responsável, protegendo o ambiente. Fizemos o nosso primeiro sabão ecológico, com óleo usado. Fiquei feliz ao perceber que muita gente está aderindo à idéia. O planetinha agradece.

Aderi de vez ao uso das sacolas alternativas. Já se tornou um hábito, para mim, colocar meus produtos diretamente dentro da bolsa (uso as grandes), recusando as embalagens plásticas, quando vou  ao supermercado,  à farmácia ou ao armarinho. Quem leva o lucro maior, com certeza, é o Planeta.  Afinal, as sacolas plásticas infelizmente ainda acabam indo parar onde não devem.

Na busca por alternativas para limpeza de casa com produtos caseiros,  optei por substituir o cloro pelo vinagre e o bicarbonato de sódio, mais naturais e igualmente eficientes. Limpam e desinfetam tão bem quanto os produtos de limpeza convencionais. O difícil foi convencer as faxineiras de que eles funcionam.

Abandonar o hábito de comer carne vermelha foi fácil; a de frango, ainda estou evitando, aos poucos; mas, a de peixe,  tem sido mais difícil. Espécies podem entrar em colapso, e tenho de conseguir fazer a minha parte. Eu chego lá.

Tecnologia e educação

Logo no início do ano letivo, dei-me conta de que, para os alunos que realmente desejavam ampliar sua cultura e saciar sua sede de conhecimento, não era suficiente ficar assistindo a aulas, somente sentados naquelas carteiras. Precisei rever meus métodos. Percebi que nós, professores, talvez já tenhamos sidos descartados e engolidos pela máquina globalizante. Deu vontade de parar e me aposentar.

Participei do Movimento Blog Voluntário, que promove posts direcionados a quem tem pouca habilidade com o computador. Os artigos, tutoriais e tantas outras dicas continuam sendo uma maravilha para mim! Ainda estou aprendendo muita coisa.

Assisti às palestras sobre Tecnologia e Educação: uma nova escola para um novo aluno no terceiro Descolagem, que aconteceu na sensacional escola do futuro, NAVE. Percebi que muitos de meus colegas não se interessam em se atualizar em relação a essas inovações, embora a tecnologia esteja presente na escola ,  as concepções pedagógicas são influenciadas teoricamente pela pedagogia tradicional e competitiva do mercado de trabalho e do vestibular. E o professor continua, desesperadamente, a transmitir informações que são decoradas pelos alunos. Triste.

Pelo mundo

Um leve tremor de 5,2 graus na escala Richter, que durou menos de um minuto, atingiu cidades do Estado de São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro. Eu estava sentada na cadeira, em frente ao PC, e senti uma vibração no chão, por duas vezes.

Mas, nada abalou mais este país que a tragédia da inundação que ainda abate o sul do Brasil. Lastimável que, em meio a tanta solidariedade, a cobiça humana falou mais alto; mas, aos olhos do ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, o roubo de doações não significou absolutamente nada diante dos milhões de brasileiros que se dispuseram a doar e a ajudar no empacotamento, no transporte, na distribuição e na entrega dessas doações. Nem comento.

Dor compartilhada

Só quem perde um filho sabe a dor que é. Nestes dois anos com meu anjo, tive a oportunidade de conversar com outras duas mães que sentem a dor-de-mãe:  Glória Perez, que veio compartilhar comigo o sentimento de ver agredida a memória de um filho que já não está com a gente. Aprendi a conter a sede de vingança e perdoar.  E me vi impulsionada a começar de novo e tentar reviver do marasmo em que me encontrava.

E conversei também com  Odele, que, forte, decidida, apoiada neste amor incondicional, à busca de uma vida digna para sua filha, me ensinou que  ficar em silêncio é ser cúmplice desta violência sem tamanho. E eu sei bem o que é uma dor de mãe..

amanhã continuarei esta retrospectiva …

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