
Atualização:
Fui infeliz ao usar juízos de valor em meu post, quando o objetivo dele não era avaliar a caderneta de poupança ou qualquer instituição financeira, pelo contrário, era sim, estimular o hábito de poupar nas crianças e diminuir o consumismo desenfreado tão prejudicial à educação financeira e ambiental. Sendo assim, retirei os termos inadequados e as observações a respeito da Delfin, pois não era este o objetivo do post.
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Vocês se lembram desta musiquinha de uma campanha de Natal de 1973, da Caderneta de Poupança Delfin?
♫ Neste Natal, lembre-se de mim
Dê para quem ama um cofrinho da Delfin … ♫
As pessoas buscavam os cofrinhos para seus filhos, enchiam-nos de moedas e depois depositavam-nos na Caderneta de Poupança. Na época, tínhamos vários cofrinhos destes, que meus irmãos menores usavam para brincar, pois não tinham “moedas” suficientes para enchê-los e muito menos para depositar o dinheiro na caderneta.
Bem, voltando ao presente, hoje em dia, os pais compram um porquinho-cofre que são alimentados ao longo do ano com moedas pelas crianças, na esperança de que, no Natal, ao quebrá-lo, o sonho de ter aquele brinquedo tão desejado se realize.
O hábito de ter um destes porquinhos voltou, quando a Princesinha chegou. A cada ano ela recebe moedinhas que engordam sua porquinha carinhosamente chamada de Pig, influenciada pela personagem do desenho animado.
Aos quatro anos, ela já sabe que para se obter qualquer bem, seja alimento, roupa ou brinquedo, os pais e a avó trabalham para ter dinheiro a fim pagar por eles. E já repete que algo custou muito caro, e que deve ser bem cuidado para durar bastante.
Quando vamos ao supermercado ou ao shopping, antes de chegar ao caixa, sempre perguntamos a ela se tem dinheiro para pagar pelo que colocou no carrinho de compras (sim, pois ela vai enchendo o carrinho também…). Geralmente ela tem um moedinha em algum bolso ou em uma bolsinha que carrega pendurada ao corpo, e entrega à moça para pagar a conta.
Este gesto simbólico é significativo para a Educação financeira que estamos dando a ela. Nesta sociedade consumista, em que a facilidade de crédito antecipa o prazer de possuir um bem antes de se trabalhar por ele, as consequências são desastrosas: dívidas imensas e o salário empenhado em cartões de crédito, crediários e afins.
Ensinar a criança que é preciso trabalhar antes, poupar e depois consumir, é saudável para o desenvolvimento dela como cidadã consciente, e para a conscientização de que o consumo desenfreado, em um mundo em que os recursos estão ameaçados de se extinguirem, é um mal que precisa ser desestimulado.
Se cada um fizer a sua parte e, pelo menos, reduzir o consumismo no dia-a-dia, e cultivar este hábito nas crianças, isto fará uma diferença significativa para o planeta, que sofre com a destruição de seus recursos já tão escassos.
Neste Natal, mais uma vez, Clarisse, minha Princesinha, quebrará sua porquinha-cofre e ganhará uma nova. Desta vez, um cofrinho permanente, daqueles que têm uma chave, e que não precisará ser quebrado no fim do ano.
Assim, além de aprender a economizar, também será estimulada a compreender as noçoes de reciclagem e o reaproveitamento de materiais.
As crianças precisam crescer entendendo que economizar é bom, não só para o bolso, mas principalmente para o meio ambiente, sua maior herança.
E você, neste Natal, dê para quem ama um cofrinho, de preferência reciclável. É bom para seu filho, é bom para o seu bolso, e, principalmente, é bom para o Planeta. Pense nisto.