Segunda com poesia: Outra vez Adélia
A força feminina, que não se deixa subjugar pelo destino que o homem tenta traçar para ela, cantada nos versos determinados de Adélia Prado: Com licença poética Quando nasci um anjo esbelto, desses que tocam trombeta, anunciou: vai carregar bandeira. Cargo muito pesado pra mulher, esta espécie ainda envergonhada. Aceito os subterfúgios que me cabem,
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Segunda com poesia: Drummond, sempre.
Nesta 2ª com poesia,, mais uma vez, o amor nos versos belíssimos do inigualável Drummond: Campo de flores Deus me deu um amor no tempo de madureza, quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme. Deus- ou foi talvez o Diabo – deu-me este amor maduro, e a um e outro
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Segunda com poesia: Rosa
Nesta 2ª com poesia, curtam os versos melodiosamente musicais de Guimarães Rosa: Luar De brejo em brejo, os sapos avisam: –A lua surgiu!… No alto da noite as estrelinhas piscam, puxando fios, e dançam nos fios cachos de poetas. A lua madura Rola,desprendida, por entre os musgos das nuvens brancas… Quem a colheu, quem a arrancou
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Segunda com poesia: Drummond
Nesta 2ª com poesia, o amor nos versos de Drummond. Sempre. AMAR Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar? amar e esquecer, amar e malamar, amar, desamar, amar? sempre, e até de olhos vidrados, amar? Que pode, pergunto, o ser amoroso, sozinho, em rotação universal, senão rodar também, e amar? amar o que o
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Segunda com poesia: Décio
Nesta 2ª com poesia, a concisão e precisão de Décio Pignatari: Três poemas ideológicos de amor (1986) Você já arranhou parde? já sentiu o ácaro da rosa ausente já mastigou pano já viu a romã dar-se à luz em
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Libertei um livro! – BookCrossing Blogueiro
Esta foi a minha participação na 6ª edição do BookCrossing Blogueiro, que incentiva o desapego e estimula a leitura. Deixei o livro sobre o banco de um ônibus, com um bilhete dentro, informando que ele não estava perdido, e que, quem o encontrasse deveria fazer o mesmo após lê-lo: esquecer o livro em um lugar público
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Segunda com poesia: Jorge
Nesta 2ª com poesia, a invenção, o sonho e a realidade, a ancestralidade de Jorge de Lima: ETERNIDADE ELE REVIU-SE: não era mais nem corpo nem sombra nem escombros. Como foi isso? Tudo irreal: um barco sem mar a boiar. Ele sentiu-se: recomeçava. Vivera morrendo numa estrela. Ele despiu-se de quê De tudo que amara. Surdo-mudo cegara.
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Segunda com poesia: Eliot
Nesta 2ª com poesia, a poesia revolucionária, reacionária, realista e metafísica, de Thomas Stearns Eliot: Abril é o mais cruel dos meses, germinando Lilases da terra morta, misturando Memória e desejo, avivando Agônicas raízes com a chuva da primavera. O inverno nos agasalhava, envolvendo A terra em neve deslembrada, nutrindo Com secos tubérculos o que ainda
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Segunda com poesia: Araújo Jorge
Nesta 2ª com poesia, o Poeta do Povo e da Mocidade, J. G. de Araújo Jorge: As chaves Felizes os homens que tem as chaves porque só encontram portas abertas… Como podem tantos homens dormir sossegados e felizes de portas fechadas,
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Segunda com poesia: Gullar
Nesta 2ªcom poesia, o emocionado (e emocionante), premiado e engajado poeta Ferreira Gullar: Filhos A meu filho Marcos quando eles chegaram rindo e correndo entraram na sala e logo invadiram também o escritório (onde eu trabalhava) num alvoroço e rindo e correndo se foram com sua alegria se foram Só então me perguntei por que
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Segunda com poesia: Azevedo
Nesta 2ªcom poesia, o misterioso, o ultrarromântico (e viva a nova ortografia…), o jovem Álvares de Azevedo, cujos poemas são fascinantes: Se Eu Morresse Amanhã Se eu morresse amanhã, viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã; Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de
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Uma carta da Itália para você
Nosso querido amigo Allan Robert, do blog Carta de Itália, e companheiro no blog coletivo Faça a sua parte, acaba de publicar o livro que havia escrito há anos. Segundo ele, “não é um livro sério, apenas algo que estava na gaveta tempo demais para não ter um destino. E a gaveta de baixo está cheia de
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Segunda com poesia (ainda que tardia): Lêdo
Nesta semana, não publicamos o 2ª com poesia. Ando tão relapsa… Nunca é tarde, entretanto, para a poesia. Deliciem-se com Lêdo Ivo, que nos deixou recentemente: Canto Grande Não tenho mais canções de amor. Joguei tudo pela janela. Em companhia da linguagem fiquei, e o mundo se elucida. Do mar guardei a melhor onda que
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