O preço de um desafio

May 16th, 2009 Denise Rangel Posted in Educação e ensino, Vida de Mestra, Vida de aposentado, Vida em sociedade, Viver é preciso No Comments »

O Preço do Desafio
(Stand and Deliver)

País/Ano de produção: EUA, 1988
Duração/Gênero: 102 min., Drama
Direção de Ramón Menéndez
Roteiro de Ramón Menéndez e Tom Musca
Elenco: Edward James Olmos, Lou Diamond Phillips,
AndyGarcia, Estelle Harris, Virginia Paris,
Mark Eliot, Will Gotay, Patrick Baca.

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Assisti há pouco, o filme O preço de um desafio, baseado em fatos reais, que mostra a trajetória de um professor, Jaime Escalante (Edward James Olmos), boliviano radicado em Los Angeles, em uma escola de subúrbio em Los Angeles, o colégio Garfield.

Em meio a um ambiente devastado por gangs e drogas, com um alto índice de desistência, ele enfrenta o desafio de ensinar e, com um método próprio e bem original,  consegue motivar a turma  e, juntos,  vencem os desafios da discriminação e descrédito de todos.

Ao final, todos os alunos receberam notas altas no exame de  cálculo, a ponto de o Serviço de Testes Educacionais de Princetown, New Jersey, desconfiar e acusá-los de fraude. Os estudantes  fazem novas provas e confirmam os resultados.

Emocionei-me quando assisti ao filme,  justamente por discutir esta tão controversa questão educacional. “O Preço do Desafio”, por ser baseado em fatos reais, mostra que, com determinação, coragem, amor aos alunos e à profissão, é possível sim, vencer tantas barreiras que discriminam e estigmatizam os alunos rebeldes como incapazes de aprender e vencer.

Lembrei-me de alguns pouquíssimos alunos meus que conseguiram vencer barreiras semelhantes e estão muito bem hoje. Acredito que o êxito deles deve-se , em maior parte, a seu esforço próprio. Pouco fiz para motivá-los. Houve momentos em que pensei em desistir várias vezes. Sei que um professor pode estimular os alunos a mudarem de vida e trilharem um caminho diferente. Porém, o preço é tão alto que muitos desistem no meio do caminho.

Estou aposentada da escola pública há poucos dias, e sinto que, em nosso país, pouco ou quase nada se faz por comunidades violentas, agressivas, desmotivadas e pobres. Eu realmente gostava de meus alunos, mas sentia-me incapaz de convencê-los a mudar suas vidas. Orgulhava-me dos que conseguiam e sabia, bem lá dentro de mim, que grande parte do esforço era muito mais deles que meu. E fica um buraco aqui, dentro de meu peito.

imagem: daqui

Mais vídeos aqui: youtube

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Minha mini-horta VII

May 10th, 2009 Denise Rangel Posted in Faça a sua parte, Meio ambiente, Rede Ecoblogs, Vida de aposentado, mini-horta em apartamento 5 Comments »

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Minha horta na nova varanda de apartamento finalmente reagiu à mudança. Já colhemos algumas hortaliças , como  o agrião das fotos, que se transformaram em deliciosa salada disputada por mim e pela Princesinha.

Minha filha trouxe, da feira, um pouco de cebolinha e arrisquei plantar as raízes. Não é que deu certo? Logo teremos cebolinha verde fresquinha. Quando estiverem maiores, coloco as fotos.

Agora, com a aposentadoria em um de meus trabalhos, vou me dedicar um pouquinho mais à minha hortinha que tem andado abandonada. Mas, ela nem depende de mim para brotar. Teima em crescer mesmo quando esqueço de regá-la. Prometo que serei mais atenciosa.

Imagem: agrião da horta de apartamento

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Vou pedir o café …

May 7th, 2009 Denise Rangel Posted in Educação e ensino, Vida de Mestra, Vida de aposentado, Vida em sociedade, Viver é preciso 6 Comments »

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Um novo tema passará a integrar o conteúdo deste blog: a vida após a aposentadoria. Antes, eu apenas vislumbrava esta possibilidade, mas agora, ela é real. Não completamente, pois ainda continuo o trabalho na rede privada; no entanto, interromper uma rotina de 33 anos de carreira na rede pública é uma mudança e tanto em minha vida.

Estou aposentada do magistério público há dois dias. Ainda não sei definir como me sinto. A impressão que tenho é a de que nada mudou, pois, como já disse, saio para trabalhar na escola particular, onde tenho uma rotina bem semelhante  (e até mais cansativa) a que possuía na escola municipal. Acordar cedo, planejar aulas, digitar e corrigir provas, desenvolver projetos e outras atividades  relacionadas. Não tem nem graça dizer que estou aposentada.

De qualquer forma, este tempo livre que tenho à disposição será usado para fazer tantas coisas de que gosto e que a falta de tempo me impedia de realizar. Talvez eu nem faça tudo o que tenho planejado, mas, fazer planos é peculiar a esta fase da vida do trabalhador. Agora não mais sonhamos, agora planejamos e realizamos. Isto é muito interessante e motivador.

Neste primeiro momento, não quero fazer absolutamente nada. Isto mesmo: nada. Preciso aproveitar estes dias de liberdade, sem responsabilidade de acordar cedo e de realizar todas as tarefas profissionais. A sensação é tão maravilhosa que me sinto alforriada, se me permitem tal comparação. Sinto-me tentada a “chutar o balde” e largar a escola particular também. As responsabilidades,  compromissos e dívidas que ainda tenho, no entanto, não me deixam tomar tal atitude por ora. Talvez eu mude de carreira e pare de ensinar. Ainda estou pensando.

Há algumas coisas que gostaria de fazer, a longo prazo. Tempo eu tenho de sobra, no momento. Poderia começar por aprender um novo idioma.  O live mocha me parece uma boa opção, por sua praticidade e liberdade. Outra coisa que gostaria de recomeçar é a fisioterapia. Minha coluna agradece.  Aliás, está na hora de fazer todos os exames de saúde que  estive adiando por falta de tempo. Já marquei o oftalmologista.  A próxima consulta será com a ortopedista. E assim por diante.

Outras extravagâncias que quero cometer só serão possíveis quando estiver totalmente aposentada. Por exemplo, eu gostaria de viajar para uma cidade bem pitoresca e me hospedar por lá, algum tempo, só apreciando a natureza e a vida cultural. Assistir a concertos musicais, festivais literários, mostras de arte e tal. Sem compromisso nenhum, com nada ou ninguém. Não é sonho. É plano.

A aposentadoria não passa de um procedimento legal, pois posso continuar em atividade ou me dedicar a projetos pessoais de meu interesse. Acredito que jamais me sentirei ou serei uma aposentada. Falta do que fazer é o que não vai faltar, hehe, trocadilho besta.

Daqui a pouco o dia amanhece e, pela primeira vez em tantos anos, vou tomar um café da manhã com tudo a que tenho direito, em plena quinta-feira, sem correria, sem estresse, sem olhar para o relógio, nem sair correndo atrasada. Depois, sairei a pé, com a Princesinha, para aproveitar o sol e o ar matinal. Mais tarde, irei me livrar daquela papelada que armazenei durante tanto tempo.

E viva a liberdade! “Vou pedir o café pra nós dois…”

Imagem: daqui

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Aposentadoria: liberdade, enfim?

May 5th, 2009 Denise Rangel Posted in Educação e ensino, Vida de Mestra, Vida de aposentado No Comments »

formiguinha

Como eu havia dito aqui, a esperada aposentadoria chegou! Estou aposentada! Finalmente, após um processo que durou exatos 90 dias, saiu a publicação da portaria que oficializa  minha aposentadoria. Agora posso ler meus livros, escrever meus textos, sem ter de parar porque está na hora de ir para o colégio. Eu precisava dessa liberdade, após 33 anos em sala de aula.

Mas, não estou totalmente inativa (palavrinha mais inadequada), nem entrei para o grupo dos vagabundos, pois ainda leciono em outro colégio que me consome uma boa parte do tempo. Principalmente porque os proventos da aposentadoria terão uma redução significativa.

Isto significa que a formiguinha aqui precisa continuar trabalhando. Até quantos invernos  ainda não sei, mas já estou procurando outra coisa para fazer na área ambiental, ou na área editorial.  Então, quem sabe, deixo definitivamente a carreira de professor. Vamos ver, vamos ver.

Por enquanto deixa eu curtir meus dias de liberdade.

Imagem: clipart

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