O aluno esquece de fazer o trabalho, ou não o fez mesmo, ou algo parecido, e, ao chegar à aula, precisa ter uma boa desculpa para dar ao professor. O esperado é que ele seja sincero e diga que esqueceu mesmo, peça desculpas e solicite uma nova chance.
Na maioria dos casos, o professor dá uma nova oportunidade para o aluno entregar o trabalho na aula seguinte. E o que ele faz? Entrega o trabalho de um colega como se fosse seu, com uma nova capa, é óbvio, para aparentar credibilidade.
Sua preguiça, no entanto, é traída pelo excesso de confiança em sua trapaça ou pela esperança de que o professor seja um tolo que não perceba a “montagem”. O aluno, não se contenta em apenas copiar o trabalho do colega (o que já seria uma desonestidade), e simplesmente cobre com caneta, todas as anotações do professor – que já corrigira o trabalho do colega!
Se observarem bem, podem perceber o “visto” do professor, coberto com caneta preta e com corretor ortográfico. As marcas de anotações e correções no trabalho estão nitidamente “disfarçadas” de rasuras. E a nova “capa” grampeada por cima do trabalho herdado do colega…
O que fazer em uma situação destas? Ignorar e aceitar o trabalho, como se nada houvesse percebido, ou questionar o aluno sobre o que percebera ser um embuste? Constrangimento? O professor ainda corre o risco de ouvir do aluno (como já ouvi) que o trabalho não continha nenhuma rasura, e que alguém pode ter mexido em sua pasta e feito isto para prejudicá-lo.
Fico imaginando se a educação que tais alunos estão recebendo na família os está transformando em pessoas desonestas e irresponsáveis. Se alguém está estudando para ser um bom cidadão, deve aprender a admitir seus erros e dialogar com os seus professores. Na realidade, quem assim age, está enganando o professor ou a si mesmo?
Quer saber? Há horas em que dá uma preguiça…















Santa ingenuidade!! Talvez ache que o professor “nem vai olhar o trabalho” – Eu tinha um professor que pedia para fazer o trabalho em cadernos e chamava um a um na sua mesa. Ele dava visto em cada página (enorme) e contava as folhas manuscritas. Se a nossa letra era grande, tinha um peso; se a letra era pequena, tinha dois pesos. E ele contava o número de folhas escritas. Quer dizer, pouco importava o conteúdo. O que a gente fazia? Só copiava, porque o professor não lia os trabalhos.
O pecado de um, acaba sendo o pecado de todos.
Esse aluno, que fez essa barbaridade, levando em conta sua caligrafia, ainda está em formação; o professor chamá-lo e dizer: Eu sei o que você fez! Já é de grande adianto, afinal, ele saberá que, o professor olhou o trabalho.
Pessoalmente vejo muitas famílias culpando a escola e a escola culpando as famílias. Acho que precisamos rever os conceitos, pois esse trabalho do capeta, vem sendo feito pelo Estado, que joga as escolas e famílias umas contra as outras e tira o seu da reta. Vamos culpar o Estado? Pois não adianta a família fazer a sua parte e o professor se encher de enes cursos, para chegar na escola e não achar meios de aplicação.
Boa semana! Beijus,
Sim, Luma, ele é um adolescente problemático, agressivo e que costuma não admitir o que faz. Diálogo com ele é meio difícil. Vou esperar uns dias, para ver como falo com ele. Já espero que ele diga que não rasurou nada, que me entregou o trabalho limpo e que alguém deve ter feito isto. Já passei por outra situação semelhante, em que uma aluna negou que houvesse escrito um palavrão na prova e que alguém tirou a prova de minha mesa e o escreveu lá. Posso?
beijo, menina
Nossa concordo com a Luma ( Oi Luminha
)
Hoje vejo a facilidade que os professores possuem em aceitar trabalhos digitalizados, copiados em pen-drives, o famoso copy-past do google.
Não tem como não comparar com a minha época colegial em que eu tinha verdadeiros re-trabalhos porque o professor queria assim ou queria assado.
Eu sou mãe e acho na minha concepção de plateia, como acontece em reuniões de pais e mestres em que os professores estão cada vez mais “assustados” com a indisciplina dos seus alunos.
Mas fico aqui com meus botões… na sala de aula quem administra, quem mantem a ordem e a própria disciplina no que tange a educação meio moral-civica (porque o outro meio eu sei que vem de casa, vem do meu modelo, do meu exemplo) é o professor. Para mim ele, foi e vai continuar sendo a autoridade maior.
Mas desde que ele tenha saiba conquistar meios para essa conquista.
E voltando ao ponto da Luma só no fato do professor olhar para o aluno com o trabalho em mãos.. e talvez perguntar :
- Você está querendo enganar a quem ? eu ou você ?
Acho que dá aquele cházinho de sacode no futuro cidadão..
Quer dizer eu acho viu ?
Bjs
Debby
Sim, Debby, em tese, a autoridade em sala de aula é do professor, no entanto, hoje em dia, em algumas comunidades, ela é questionada e desrespeitada, justamente por o “outro meio que vem de casa, do modelo, do exemplo” não caminha junto com o da escola.
beijo, menina
E voltandooo
Amei as dicas com os livros.
Debby