Recentemente tive problemas com meu velho notebook e tive a infeliz (ou feliz, para ser ecologicamente correta) ideia de consertá-lo. 
Há quem diga que: se o conserto do notebook for superior ao valor de uma máquina nova, com configurações equivalentes, vale mais a pena comprar um novo. Realmente, avaliando os custos do conserto e o problema apresentado pela máquina, o reparo não sai muito barato, principalmente se for necessário comprar novas peças.
Como vocês devem imaginar, a eco-chata aqui não optou pelo mais barato. A ideia de “joga-se fora e se compra outro”, aliada ao alto preço dos notebooks, levou-me a concluir que não era sensato descartar um objeto de mais de mil reais. Então, eu o consertei, pelo custo de aproximadamente 700 reais! É um absurdo o preço das peças de reposição de notebooks no Brasil. Com umas centenas de reais a mais, eu poderia ter comprado um novo!
A novela não acabou…
O conserto não durou muito tempo, e, ainda na garantia, o notebook voltou mais duas vezes ao técnico (?), que não conseguiu resolver o problema. Procurei, então, outro profissional, recomendado por um colega, que, após vários e longos testes, detectou (é o que ele disse, não tenho conhecimento técnico para concordar ou discordar) que as peças repostas não eram adequadas à máquina.
Novamente foram trocadas as mesmas peças (!) e mais uma outra que apresentou avaria. Sabem aquela sensação de que estão fazendo você de besta? Pois é, foi o que senti. Comentei com o meu colega sobre minhas preocupações e ele me garantiu que o técnico era de sua inteira confiança. Pois bem, esta brincadeira custou-me mais uns 6oo dinheiros. Aí, sim, senti-me uma idiota ecologicamente perfeita…
Consumista ou sustentável
Agora, enquanto escrevo no bendito notebook recauchutado, fico sonhando com a belezinha de um Macbook que eu poderia ter aqui comigo, por algumas leves parcelas de reais. Consumista ou sustentável? Balança cruel, às vezes.

Fico imaginando se a indústria não disponibiliza produtos mais duráveis, justamente para alimentar um outro mercado, também rentável. Em torno de um produto avariado há o técnico que o conserta, a empresa que fabrica as peças de reposição, os vendedores das peças, e por aí vai.
Sei que é necessário, às vezes, tomar decisões sustentáveis e economicamente viáveis, porém, nem sempre isto é possível. A rapidez com que os aparelhos eletrônicos se tornam obsoletos, leva as pessoas a doar ou vender seus antigos equipamentos; mas, infelizmente, uma grande quantidade ainda vira lixo eletrônico.
Resta-me o consolo de ter contribuído para que os aterros sanitários ficassem menos congestionados com artigos eletrônicos que se tornam lixo precocemente, e que levam muitos anos para se decompor. Embora pareça que tive um grande prejuízo, quero pensar que quem lucra é o ambiente e que a geração futura é beneficiada por nossas ações responsáveis .
Prometo que conto para vocês quanto tempo mais este notebook vai funcionar…











Denise, confesso que não sou nada sustentável neste contexto que você aborda no texto. Não penso duas vezes em comprar um novo computador. Já troquei várias vezes e não me arrependo porque minhas necessidades aumentaram, a demanda de serviços é outra e minha produtividade relacionada aos blogs e preparo de aulas melhorou MUITO. Minha única ação sustentável nesse quesito é dar o destino certo ao produto. Geralmente eles ainda funcionam com algumas limitações. Certa vez foi um drive de cd que parou de funcionar e era um computador já velhinho. O que fiz? Dei o computador para o filho do caseiro da chácara. Ele ficou radiante, passou a fazer seus trabalhos escolares na máquina, fiquei coma consciência “tranquila” e comprei o que eu queria. Eu tinha uma amiga que dizia que a indústria prevê cada vez menos tempo de vida aos produtos. Ela chamava isso de obsolescência programada. E é bem verdade isso.
P.s.: gosto muito dos seus artigos e preciso voltar aqui para falar sobre seu post a respeito de como usar o carro de forma mais sustentável… Logo voltarei.
Profº Bauru,
Dar um destino útil às máquinas é uma atitude sustentável. Não seria se apenas as descartasse. No meu caso, o notebook avariado não seria útil para doação, apenas pra aproveitamento de peças. E era o que eu deveria ter feito. Às vezes, não vale mesmo a pena consertar, economicamente falando, porém, esta obsolescência me irrita profundamente, e, entre dar lucro ao empresário e manter o emprego do técnico, a escolha recai no segundo. O que eu não previ foi o prejuízo desta escolha. Aprendi.
Obrigada pela gentileza, que retribuirei já, hehe.
abraço, garoto
Denise com todo o respeito, acho que sua escolha foi infeliz! Eu tenho um note velho e sempre penso em doá-lo para alguém que vá usá-lo ainda apesar que o defeito é bateria e conexão com o fio (mau contato que não carrega a bateria e aí ele “morre”).
Bom, enquanto não consigo dar um fim para o pobre fica por aqui mesmo quebrando galhos quando necessário.
Porém, quando o pinguino (desktop) estragou eu não pensei muito quando soube que ou trocava a placa mãe ou comprava um novo e optei pelo segundo. Agora tentarei doá-lo. =) Fiquei triste com essa escolha, não queria mas me dava tanto mas tanto mais trabalho e eu tinha coisas que já precisava de outro por usar linux que resolvi me render ao novo!
Concordo, menina, mas, com o defeito que ele tinha, não dava para ninguém aproveitá-lo. Arrependi-me do dinheiro que gastei, mas, estou satisfeita por poder usá-lo mais um pouco até poder comprar um mais moderno, e, aí, sim, doar este funcionando, para alguém que necessite dele e não tenha condições de comprar um novo.
beijo, menina
Denise,
hoje foi aprovada uma lei europeia, onde as lojas terao de reciclar pequenos aparelhos eletricos. A intencao é reaproveitar os metais usados, que custam caro no mercado. A exportacao de lixo eletronico foi proibida também por essa lei.
Meu note tá velho, quebrado, com uma tecla que sai e sempre dando tilt, mesmo assim eu fico com ele, apesar de sonhar com o McBook. Mas a gente pode sonhar com o gala de cinema e ficar com o vilao, né?
bjss
Marcia,
Deveria ser lei global. Acredita que, há algum tempo, tentei doar um velho pc condenado pra algumas lojas eletrônicas e eles recusaram? Estranhei muito. Depois, consegui consertá-lo, mas, caso contrário, teria trabalho para descartá-lo.
Continuo sonhando com o Mac, enquanto posto aqui no note reciclado, hehehe.
beijo, menina
Oi Denise, então, eu não pensei duas vezes. Tinha um notebook antigo (não tão antigo assim – mas inferior em tecnologia) e o teclado deu problema. Fui a loja da Sony e comprei um novo. Um vaio (sonho de consumo, deixado de lado por olhos grandes que tenho em outras ocasiões). Na verdade, ganhei o VAIO do mio amore. Eu tinha um LG com Intel Duo Core e quando vi o I5 no VAIO suspirei e disse “não”. Pois bem, cá estou eu com o VAIO e o LG eu procurei alguém que precisasse de um e pronto. Minha amiga estendeu as mãos e ficou com ele. Gastou setecentos reais para arrumar o teclado. O meu computador novo ficou em quase dois mil reais.
Não sei o que dizer quanto a arrumar e tudo mais, eu acho que a tecnologia hoje em dia não é feita para durar porque tudo é superado muito rápido. Diferente de antigamente quando uma novidade levava anos para aparecer. rs
bacio
Pois é, Lu, sua amiga teve condições de consertar a máquina. Nem sempre conseguimos alguém para doar o material avariado. Infelizmente, os produtos não são feitos para durar. Isto é deprimente.
beijo, menina
Comprei-ganhei (pois um tio vai pagar metade do valor… rs) um novo notebook para atender melhor minhas necessidades, mas o meu anterior, de dois anos, que está em perfeitas condições de uso foi passado para minha mãe ter maior agilidade no trabalho dela. Ainda assim estou mantendo o desktop antigão lá embaixo como um backup e por ser Win XP para jogar, visto que alguns jogos não rodam direito no Vista e no 7.
O que acho é que a logística reversa deveria ser melhor implementada. A industria produziu? Então ela deve dar um destino à aparelhagem. Temos que sair deste modelo fordista de produzir e descartar.
Os aparelhos não duram tanto também pela delicadeza do design das peças. As peças cada vez mais sensíveis ao calor e ao impacto fazem com que se desgastem mais rápido. É uma consequência da alta tecnologia.
Abraço!:D
Sy, quando estou com um note, ou celular, ou outro equipamento em boas condições de uso, e desejo mudar para um modelo mais moderno e com mais possibilidades, a doação é a minha primeira opção. Neste caso, doar uma máquina quebrada, cujo conserto é caro, inviabilizaria minha ideia de doá-lo. Aprendi a lição. Quando isto acontecer outra vez, procurarei alguém que recicle as peças.
beijo, menina
oi Denise
Concordo que temos que fazer o possível para reciclar ou ter atitutes sustentáveis para ajudar o meio ambiente, mas tem hora que fica muito custoso isso, seja do ponto de vista econômico quanto do ponto de vista de tempo gasto pra fazer isso.
Desde 2008, já adquiri 4 máquinas : um pc que queimou, um notebook que queimou, um notebook e um netbook que ainda sobrevivem. Tenho preferido compar novo do que consertar porque costumo gastar muito tempo e dinheiro levando a máquina pra lá e pra cá sem resolver o problema. Pra diminuir minha culpa tenho doado minhas máquinas quebradas pra alguém com disposição em gastar no conserto, assim pra eles fica mais em conta do que comprando novo, pra mim consertar é pagar duas vezes pelo mesmo produto.
Sabe Denise, tenho respeitado mais minhas vontades internas, buscado fazer o que me deixa mais feliz com menos stress e tenho sido feliz assim.
Adorei seu blog, vou voltar
Um abraço.
@anakint
Ana, este “pagar duas vezes pelo produto” é o que desestimula a vontade de ser sustentável e de reaproveitar o material. Ser ecologicamente correto, às vezes, custa caro.
Obrigada pelo carinho. Volte quando quiser.
beijo, menina
Olá, agora vou contar um pouco do minha história.
Já tive muita coisa tecnológica que já foi descartada, porém nunca doei nenhum equipamento velho, porque sempre usei tudo até acabar, por ex: os meus computadores que ja tive ao longo da minha vida, sempre eu mesmo consertava e fazia manutenção preventiva, afim de evitar perca de equipamentos úteis. Usei todos até 3 peças ou mais avariarem, o que o conserto ou substituição. se tornaria inviável. Dessa vez o problema foi com meu notebook, que deu um problema na tela, mais precisamente no cabo que liga a placa mãe à tela, que conforme eu abria a tampa superior, a tela ficava piscando com algum tipo de mau contato, até que um dia abri a tampa e saiu uma faísca da dobradiça da tela. Como ja trabalho com computador, fica muito mais viável eu mesmo trocar ou consertar as peças. Mas a assistência autorizada que tem a peça não quizeram me vender, e para eles consertarem me custaria incríveis 700 reais, o que me forçaria a comprar um novo, mas por falta de grana e tambem compreocupação com o meio ambiente, resolvi comprar a o bendito cabo que pegou fogo e partiu no meio e que me custou 160 reais, achei o preço um pouco abusivo, mas algo que me foi vantajoso (eu acho).
Emfim, esse meu notebook lg c400 ja deu problema na memória, no carregador, e no flat cable. Que até agora so me foi viável poque a garantia me mandou outra fonte e no fim da garantia ainda tive que trocar a memoria e o flat, que só foi viável porque eu mesmo troco. E aqui na minha cidade eu faço manutenção para o pessoal por um preço bem bacana, para evitar mais lixo eletrônico e ainda fazer o que eu gosto. A assistencia autorizada deu um prazo de 30 dias para devolver o note, um absurdo.
Obs. o flat cable, vale mesmo uns 35 reais no máximo mas as empresas sempre querem fazer os consumidores a comprarem outro e assim, gerar mais lixo.