
Durante todo o ano anterior, consegui manter minha meta de reduzir o uso do carro no dia a dia, e substituí-lo de vez pelo transporte coletivo para ir ao trabalho. Trabalhar mais perto de casa possibilitou-me diminuir o tempo de locomoção e de combustível, para os dias em que o uso do carro foi necessário.
Este ano, no entanto, a probabilidade de nossa Princesinha estudar em horários similares ao meu e ao da mãe dela tem nos deixado apreensivas quanto ao tempo de locomoção para deixá-la na escola e chegar a tempo ao nosso local de trabalho. Temo que usarei mais o carro este ano. O desafio para 2012, então, será usá-lo com critério, de modo a manter minha meta de reduzir o consumo e as emissões de CO² no ambiente.
Como usar o carro o mais eficientemente possível?
Sabemos perfeitamente que o uso do carro não se justifica em muitos casos, se considerarmos os critérios da racionalidade econômica. Economizaríamos mais se usássemos o transporte público ou o táxi em percursos curtos, cujo consumo é muito maior do que o consumo na estrada. Então, qualquer um poderia economizar dinheiro simplesmente por não utilizar um carro e optar por andar, pedalar ou usar um transporte público.
Entretanto, quando o carro é a opção mais viável (no meu caso, o motivo é o tempo de locomoção), há várias maneiras de diminuir o impacto negativo sobre o ambiente e, consequentemente, sobre o bolso. Resumo-as em duas palavras que julgo fundamentais para uma condução econômica e sustentável: calma e leveza:
Dirija com calma
A condução agressiva, caracterizada por uma velocidade alta, com várias acelerações e freadas repentinas faz o consumo de combustível aumentar 50% e a economia de tempo é insignificante: apenas 3 minutos no percurso urbano de cerca de 10 km. Sair de casa mais cedo e optar por trajetos menos congestionados pode ser uma alternativa mais viável.
O automóvel consome menos combustível em mudanças de marcha mais altas e a baixas rotações. Manter a mudança o mais elevada possível ajuda a reduzir o consumo de combustível e, consequentemente, as emissões de gases com efeito de estufa.
Ao parar, é mais econômico desacelerar gradualmente, soltando o acelerador e mantendo a mesma mudança, de modo a interromper o fornecimento de combustível ao motor, e reduzir o consumo praticamente a zero. Estresse e freadas bruscas não são o mais indicado para o seu bolso, para a sua saúde e para a preservação do planeta.
Dirija com leveza
Evitar a sobrecarga do veículo ocasionado pelo excesso de peso e de carga. Lembre-se de que cada 100kg de peso adicional aumenta o consumo em 5%. O uso de ar condicionado é o responsável por até 20% do consumo de combustível. Se optar pela ventilação natural, não deixe os vidros totalmente abertos, pois o consumo pode aumentar até 5%.
O ajuste adequado, o monitoramento da pressão dos pneus, um ritmo constante na troca de óleo e a escolha de um bom lubrificante, podem reduzir o consumo do carro entre 5 e 15%. Um motor mal regulado pode aumentar o consumo em cerca de 10%.
Calma e leveza, sempre!
O mais importante de tudo é a conscietização de que a energia dos combustíveis fósseis pode ser substituída, sempre que possível, pela energia humana. Caminhar, pedalar, ou compartilhar o carro são formas alternativas de mobilidade que fazem bem à nossa saúde e, principalmente, ao planeta.
E, quando não há mesmo outra alternativa, senão utilizar o carro, existem formas de conduzi-lo com menor impacto sobre o ambiente. Lembrar sempre que o automóvel é uma fonte contínua de despesas com combustíveis, reparos, seguros, etc., é um motivo bem “sustentável” para mantê-lo o mais regulado e o menos poluente possível.
Calma e leveza. Não esqueça!











só tem um erro no seu texto. O custo/benefício do carro para pequenas distâncias é maior do que o transporte coletivo. Motivo: Quem anda distâncias menores custeia aqueles que andam distâncias maiores. Ou seja, para distâncias até 20km, ir de carro é mais rápido e barato que o transporte coletivo, ainda mais em cidades cujo valor do transporte está igual ou maior que o litro de gasolina.