
Hoje, 4 de outubro, a Femama – Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, associação civil, sem fins econômicos, que busca reduzir os índices de mortalidade por câncer de mama no Brasil, realizou o lançamento nacional do Outubro Rosa 2011, em coletiva de imprensa, no Copacabana Palace, aqui no Rio de Janeiro.
Na ocasião, a mastologista, Dr.ª Maira Caleffi, presidente da Femama, apresentou a situação do câncer de mama no Brasil e as ações globais e locais das associadas da federação. Destacou a previsão, para este ano, dos índices preocupantes de casos de câncer de mama e mortes provocadas pela doença:
- 50.000 casos por ano
- 12.000 mortes por ano (25% dos casos)
- mais de 30 mortes por dia
No Brasil, há incidência maior de casos da doença nos estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. De cada 100 mil mulheres, cerca de 68 a 88 contraíram câncer de mama. A dr.ª Maira alertou para o fato de que a lei não protege a mulher após a doença detectada, garantindo-lhe o acesso ao tratamento e aos medicamentos imprescindíveis para obter a cura.

A atriz Luiza Tomé, madrinha da Femama em 2011, declarou que tem condições de fazer exames e tratamentos e ter acesso a medicamentos, e entende que este direito deveria ser estendido a todas as mulheres através do sistema de saúde do país.
O acompanhamento à paciente com câncer deve ser uma prioridade defendida por lei, frisa o Dr. Ricardo Caponero, Presidente do Conselho Técnico-Científico da Femama. E alerta para o fato de que 1/³ do índice das mortes por câncer de mama poderá vir a ser o dobro até 2023! É necessário que estas mulheres recebam tratamento de qualidade e medicamentos orais, que não são ainda disponibilizados pelos sistemas de saúde.

Emocionei-me com a fala da Leoni Margarida Simm (à direita, na foto), Embaixadora Global do Câncer pela American Cancer Society na ONU: “Já tive câncer várias vezes, fiz mais de 100 quimioterapias, e estou viva!” Sua vontade de viver e entusiasmo com que defende a campanha na luta contra o câncer eram visíveis.
Leoni lamenta que muitas mulheres, ao detectar a doença, demoram muito tempo para iniciar o tratamento, pois não sabem o que fazer, falta-lhes orientação sobre os passos a seguir. E cada milímetro de aumento do tumor, diminui as chances de cura.
Juntamos nossa voz à de 60 milhões de mulheres brasileiras, cidadãs votantes, que exigem do Governo federal a sensibilidade e a mobilizaçao em prol desta causa, a fim de promover políticas públicas que protejam a mulher com câncer de mama.
Esta luta é de todos: maridos, filhos e amigos. Apoie e divulgue.











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