Quando fiz o post “Primavera sem tralhas dentro de casa“, listei algumas formas de reduzir o acúmulo de coisas dentro de casa. E uma delas consistia em, todos os dias, recolher em um saco, tudo que pudesse ser “jogado fora” e que estaria apenas ocupando espaço.
Hoje, porém, conversando sobre este procedimento com uma colega de trabalho, ela, professora, bióloga e ecoconsciente, me fez a seguinte pergunta: “Você nunca ouviu falar em gambiologia?” E foi então que percebi o equívoco de minha resolução para diminuir a desordem dentro de casa.
Já havia falado alguma coisa sobre o assunto, no post sobre gambiologia, na Campus Party, e tenho consciência de que nada é lixo realmente, e de que todo e qualquer material pode ser reaproveitado.
E, hoje, mais uma vez, voltei a refletir sobre o quanto os objetos são perecíveis e deterioráveis. No entanto, nas mãos certas, nossas “tralhas” podem ser reinventadas e voltar a ser objetos úteis para alguém, ou expressão artística de reflexão sobre o consumismo exagerado e seu descarte irresponsável e desnecessário .
Embora eu procure reaproveitar ou reciclar muitos dos materiais que tenho em casa, ainda jogo fora algumas coisas (não muitas), que julgo não servirem para mais nada. “Não serve para você”, disse-me a minha amiga. “Tudo pode ser reaproveitado, transformado”. E ela tem razão. Há sempre alguém criando algo novo daquilo que considerávamos velho e inútil.
Preciso repensar a forma como venho tratando minhas tralhas. Elas são a matéria-prima de um projeto sustentável de reaproveitamento ou reciclagem. Afinal, eu acredito que é possível alcançar a meta do resíduo zero.


Uma mestra feminista e eco-consciente.







