
Hoje, no Dia Mundial sem carro, várias cidades no mundo se programaram para incentivar seus motoristas a optarem por um transporte alternativo a fim de chamar a atenção para os efeitos negativos do uso dos combustíveis poluentes.
No meu Rio de Janeiro, a prefeitura proibiu o uso do estacionamento no Centro e as vagas do Rio Rotativo e as destinadas aos órgãos públicos ficaram bloqueadas nas principais ruas da Cidade. É o tradicional “se não vai por amor, vai pela dor”. Soube que, em escolas da Rede, em que a Direção proibiu o acesso ao estacionamento, os servidores deixaram o carro do lado de fora do prédio. Nem vou comentar…
Infelizmente, na Zona Oeste, onde trabalhei hoje, percebi que poucos aderiram ao movimento. Pela manhã, o congestionamento habitual e grande número de veículos com apenas um passageiro, mostraram falta de informação, de solidariedade ou talvez, apenas necessidade de usar o carro, vai saber.
Desde ontem tenho ido trabalhar de ônibus ou van, mas, a meu ver, minha Cidade Maravilhosa não nos deu o apoio necessário para trocar o carro pelo transporte coletivo. A demora nos pontos de embarque provocam um desânimo e a constatação de que não há ônibus e vans suficientes para tanto passageiro. Pelo menos, um incentivo a mais: algumas linhas de ônibus ofereceram desconto no preço da passagem para quem a pagasse em espécie.
Infelizmente, a falta de ciclovias e locais para colocar a bicicleta sem o risco de ser roubada ou rebocada ainda é algo que desestimula aqueles que pretendem usar este tipo de transporte. O carioca deu o seu popular jeitinho, estacionando suas bicicletas em uma passarela. A imagem é linda e ao mesmo tempo preocupante: cidade sem carro é cidade com ciclovias e mais bicicletários, não?
Acredito que o mais importante desta campanha é a conscietização de que a energia dos combustíveis fósseis pode ser substituída, sempre que possível, pela energia humana. Caminhar, pedalar, ou compartilhar o carro, não só neste dia sem carro, é importante para a refletirmos sobre formas alternativas de mobilidade que fazem bem à nossa saúde e, principalmente, ao planeta.
Imagem: daqui

Uma mestra feminista e eco-consciente.







