Alfabetizando a Princesinha – Parte I :

A Princesinha vai completar 6 anos daqui a alguns meses. Por razões pessoais e especiais, em janeiro, minha filha decidiu matriculá-la na Rede Pública, na mesma escola em que trabalha. E, como ela não tinha a idade mínima exigida para o ingresso no primeiro ano do Ensino fundamental, no início deste ano, teve de ficar na pré-escola mais uma vez.
Por uma questão ética, não vou expor os motivos pelos quais a Princesinha não lê ainda, já que trabalho na Rede. Porém, às vésperas de seu 6º aniversário, decidi que eu mesma irei alfabetizá-la. Talve ela volte para a escola da Rede Privada no segundo bimestre, se conseguirmos vaga e horários compatíveis com os da mãe dela.
Bem, o assunto deste post não é, exatamente, dissertar sobre os diferentes métodos de alfabetização nas Redes de ensino, mas, sim, compartilhar a experiência gratificante de ensinar minha Princesinha a ler, como fiz com a mãe dela, antes de ingressar na escola. Quando a matriculei na Classe de Alfabetização, já sabia ler, para alegria da professora e orgulho dos pais.
Que método usar?
Meu objetivo ao alfabetizar a Princesinha, é muito mais lúdico que qualquer obrigação de fazê-la aprender a ler. A ideia é apresentar atividades de leitura e escrita de forma simples e divertida, a fim de tornar a experiência de descobrir o maravilhoso mundo da leitura o mais estimulante possível, de modo que ela aprenda a ler, brincando!
Portanto, nada de método definido, mas uma mescla de cada um deles. Desde copiar e soletrar à moda tradicional, a recortar e colar figuras e escrever palavras com materiais inusitados, como arroz, ervilhas, fios de lã ou barbante. E o ritmo é ela quem faz: perdeu o interesse, acaba a brincadeira.

A chegada dos amiguinhos vogais
Começamos há três dias, com os amiguinhos (vogais). Ela sabe copiar tudo, com excelente coordenação, mas, não sei por que razão, um semestre na Educação Infantil foi suficiente para fazê-la esquecer tudo que aprendera no Jardim III. Choquei!

O encontro das vogais: as exclamações
Para as saudações e exclamações, fazemos a união das vogais, que formam os ditongos – ai, oi, ei, ui. Os balões de fala sobre personagens é um interessante recurso para contextualizar o sentido das interjeições.

Chegou o 1º ajudante: 0 boi barrigudo
Hoje, um ajudante (consoante) chegou para brincar: um boizinho barrigudo que trouxe o barulhinho /bê/ e adora dar barrigadas nos amiguinhos formando as sílabas. Aproveitei para formar ditongos e hiatos e escrever monossílabos, como boi, oba, boa e Bia.
Brincar de ler
Estou me divertindo mais que ela. Se a danadinha não aprender a ler, pelo menos brincamos um bocado! Como nós mesmas confeccionamos o material, vamos construindo juntas a brincadeira de aprender a ler.
Cada objeto que ela cria, recebe um nome, vai para o mural, e a palavra será lida incidentalmente, como o macarrão de fios de lã colados em um pedaço de jornal, na foto que encabeça o post.
Preciso providenciar um mural para expor os trabalhinhos, pois a porta do escritório está se transformando em uma vitirine artística. Até o fim do ano, espero ter novidades para contar sobre o progresso de minha Princesinha na alfabetização. Vem com a gente!











“Vamos brincar de ler?” O título é perfeito. Pois é, ensinar é uma magia…
Parabéns e obrigada por compartilhar sua experiência.
Bom fim de semana!
Anny.
E eu tenho de me policiar para não tornar a brincadeira uma obrigação. Quando ela cansa, eu paro. Tô chocada, pois ela está na escola, e nada de estimularem o letramento. Cansei de esperar. Decepcionada com o ensino regular. (cala-te, boca)
beijo menina
Denise,
Usei o método do dr. Glenn Doman (Como Ensinar Seu Bebê a Ler) com as minhas filhas desde a idade de 3 meses – não, elas não aprenderam a ler com 3 meses, mas já liam antes de aprender a falar (http://cartadaitalia.blogspot.com/2008/04/aprendendo-ler.html). Talvez a sua Princesinha já não absorva o método Doman, mas vale à pena conhecer.
De qualquer modo, aprender brincando é mais divertido.
Allan, repito aqui o comentário que deixei lá no post indicado:
Pois é, com minha filha, usei os métodos que conhecia, já que era professora primária, na época. Com a Princesinha, esperava que minha filha fizesse o mesmo. Mas ela preferiu que passasse pelas escolas regularmente.
Cansei de esperar e não ver resultados, e decidi, eu mesma, alfabetizá-la.
Está provado que, se a criança não for estimulada, ela não lerá.
Espero ter progressos em breve.
Parabéns pelas devoradoras de livro.
abraço, garoto
Oi Denise! que lindo!!
Minha irmã é porfessora de EJA em Brasília e enviei o link do blog pra ela.
Amei sua iniciativa
bjs
É uma tentativa, Drica. Vamos ver se nao estou enferrujada.
Obrigada pela visita e carinho.
beijo, menina