
Após alguns revezes na vida , aprendi a ser mais reservada e a observar com atenção as pessoas que me cercam. E descobri que tenho poucos amigos. Poucos mesmo! E percebi que estes poucos amigos que tenho não são os que me ligam todo dia, nem estão comigo o tempo inteiro.
Observei que não procuro os amigos quando tenho problemas. Para estas ocasiões, tenho a família. Os amigos, procuro-os quando tenho coisas boas para contar, algo maravilhoso para compartilhar, ou quando, simplemente, tenho vontade de rir um pouco. Aliás, damos gargalhadas salutares em nossos encontros!
Meus poucos amigos são aqueles que me surpreenderam nas horas em que eu estava mais vulnerável, e me confortaram sem eu precisar chamá-los. Estamos juntos há muitos anos, e, mesmo que nossas vidas tenham tomado rumos diferentes, continuam presentes, e aparecem em momentos especiais, para compartilhar alegria ou dor, sem esperar nada em troca.
Embora as relações modernas se caracterizem como temporárias e superficiais, o tempo passou, e meus poucos amigos continuam comigo. Amo meus amigos. Contei nos dedos das mãos. São poucos. Muito poucos. Porém, eternos.
Amigos? Tenho poucos. E você?
Imagem: daqui em CC











Denise, seu texto é bastante pertinente quando consideramos que hoje em dia, basta que você siga a pessoa no Twitter, basta que seja amigo no Facebook, pra pessoa achar que vocês são os melhores amigos. Tenho, nos últimos tempos me preocupado muito mais com as pessoas com quem tenho “amizades”. Falando menos, interagindo um pouco menos, aparecendo menos, minha vida tem sido MUITO mais tranquila.
Prof.ºr Bauru
Obrigada pela visita e participação.
As redes sociais ampliam as possibilidades de se conhecer novas pessoas e quem sabe, encontrar amizades sólidas e permanentes. Mas isto não significa que devamos ficar alheios a qualquer demonstração de afeto e amizade. É preciso discernir as verdadeiras intenções. As ações falam mais alto que as palavras.
abraço, garoto
É o efeito da evasão de privacidade. As redes sociais expõem demais as pessoas. E muitas vezes elas vêem as opções de preenchimento nos perfis e vão colocando sem prestar atenção no que estão pondo ali. Amigos numa rede social não são aqueles que estão nos consolando ou dando um suporte, nos fazendo rir numa mesa de bar, contanto coisas engraçadas.
Os problemas da vida me fizeram ver o quão poucos eram meus amigos e como aqueles que eu mais considerava se mostraram vazios, superficiais e totalmente insensíveis com a minha condição.
Agora mesmo, nos últimos meses, por problemas de saúde, estou afastada do trabalho e posso contar nos dedos de uma mão apenas aqueles que vieram me visitar. Isso faz a gente ter uma nova visão das pessoas.
Assim como o professor Bauru, também tenho me reservado mais. O pseudônimo e a ausência do meu rosto pelo menos me garantem essa privacidade.
Abraço!
Sybylla,
Concordo que a excessiva exposição pode atrair “amigos” de ocasião ou de interesse. Na vida real ou virtual, são nas horas de adversidade que eles se revelam. Quanto ao anonimato, penso que, se o objetivo é encontrar trabalho, ou expandir a rede de oportunidades, é necessário ser encontrado na rede.
beijo, menina