Um comentário machista, que ouvi, há muito anos, dentro de um supermercado, sobre não existir arroz ou macarrão ruim, e, sim, cozinheira ruim, aborreceu-me bastante na época. Ele deveria dizer “cozinheiro”, pois cozinhar bem é um talento que transcende a ideia de gênero. Dá para entender porque tantas mulheres odeiam cozinhar: o controle de qualidade não é nada incentivador…
A minha falta de habilidade na cozinha me faz cometer pequenos equívocos que comprometem o sucesso de uma comida, que, salvo exceções, foi feita com carinho para dar prazer a quem a saborear. É o caso do macarrão: dar certo é uma questão de sorte por aqui. Era, pois hoje, acidentalmente, descobri o porquê de meu macarrão ser do tipo “unidos venceremos”.
Ouvi uma apresentadora de tevê dizer que o tempo de cozimento é em função da espessura do macarrão. E que esse tempo de cozimento adequado a cada massa vem impresso na embalagem! Qualquer ser humano alfabetizado enxergaria esta informação, apenas olhando a embalagem. Pois eu, não.
Tenho o cuidado de ler o rótulo das embalagens apenas para observar a composição dos alimentos que compro, porém nunca me preocupo com as instruções de preparo que as embalagens trazem. E, pasmem, jamais percebi que aquele reloginho indicava o tempo de cozimento! Eu sei, tenho de usar os óculos no supermercado…
Além desta minha descoberta da pólvora, aprendi também que é preciso usar bastante água, cerca de 1 litro para cada 100g de macarrão, a fim de que a massa não grude. Nem preciso dizer que andei economizando água… Outro mico que venho pagando, há anos, é o de colocar o sal na água fria, e não depois que começa a ferver. O sal faz demorar a fervura. Economizo a água e desperdiço o gás, tsc, tsc…
A mestre cuca da tevê também me advertiu para que eu não colocasse azeite na água de cozimento, para que a massa absorvesse melhor o molho. Só depois de cozido e escorrido em água fria é que se acrescenta o azeite ao macarrão. Será que é por isto que o meu macarrão fica sem gosto? Deixa pra lá…
Vou tentar fazer tudo direitinho para que o macarrão “unidos venceremos”, nunca mais seja aplicado a mim! Caso contrário, salve o miojo: “três e minutos e pronto, já vem com tempero…”











Pois minha mãe também fazia essas “lambanças”! Tanto que se vai ter macarrão no menu ela pede para mim, inclusive o molho.
Além disso, pessoas que criticam aquelas que cozinham é porque muito provavelmente não sabem abrir um pão para passar manteiga. Então convenhamos, até o unidos venceremos supera essas criaturas.
Abraço!
Ah, ah, Sybylla,
tens razão, as pessoas que mais criticam são as que nem se aproximam do fogão.
beijo, menina