
A semana foi marcada por protestos de ativistas e defensores dos direitos animais contra a ecologicamente incorreta coleção de inverno 2011 da Arezzo, grife de sapatos e acessórios femininos. Os produtos feitos com pele de raposa e coelho, e com couro de cabra, colocou a Arezzo entre trend topics do Twitter e a empresa comunicou retirada das peças de pele após os protestos nas redes sociais.
Alguns afirmam que é hipocrisia criticar a Arezzo e usar sapatos e outros utensílios de couro, além de se “acabarem” em um espeto de picanha., Sem querer julgar ninguém, pensamos que cada um, a partir de episódios como este, têm a obrigação de se informar sobre os métodos de abate a que são submetidos os animais, não apenas para retirar-lhes a pele (ainda vivos!),mas, principalmente para o consumo de sua carne.
Há dois anos, que tomamos a decisão de não mais comer carne e a não usar produtos de origem animal. Ainda não atingimos 100% de nosso objetivo, porém persistimos no desafio de reduzir o impacto ambiental provocado pelo consumo de carne, e, principalmente, de contribuir para acabar com o suplício dos animais antes e durante o abate.

No caso das peles, o sofrimento é desumano. É uma crueldade desde a captura, em que o animal é preso em armadilhas e permanece dias agonizando, até alguém colocá-lo em uma jaula. Para a extração da pele, fazem um corte no animal para que ela saia inteira. O animal parece estar vivo, quando tiram a pele, de acordo com vídeos que registram a retirada.
A declaração dos dirigentes da Arezzo: “Não entendemos como nossa responsabilidade o debate de uma causa tão ampla e controversa.” nos leva a reiterar que, queiramos ou não, tal discussão é responsabilidade de todos, associadas a ações que visem a extinguir tais práticas.
Embora, saibamos que enquanto houver quem pague por um casaco de peles, e que milhares de animais continuarão morrendo com requintes de crueldade, continuaremos fazendo nossa parte para espalhar a ideia de que sustentabilidade é repor o que nós já esgotamos da natureza, e não depredá-la ainda mais de forma tão grotesca e irracional!
Imagem: Arezzo e Pea











Luma
22/04/2011 em 1:28 am | Permalink | Responder
Tiraram a pele e o couro da Arezzo e as outras marcas? Acho absurdo usar pele no Brasil, mas couro todo mundo tem no armário, mesmo que seja um mero cinto.
O povo deveria se revoltar também contra todas as marcas de cosméticos, já que os testes dermatológicos são feitos em animais – o mais comum em coelhos – principalmente produtos para a região dos olhos, incluindo colírios, e para peles sensíveis – O que quero dizer é que coelhos, raposas, ovelhas e tantos outros animais são criados e sacrificados todos os dias só para esse fim. Que nem os bois e vacas para nos alimentarem, só que para outro setor da indústria.
E existem tantas outras atividades que não são corretas que como você escreveu seria uma lista extensa, mas devemos aos poucos ajustar a condutas mais corretas. Até mesmo o algodão para fabricação de roupas devasta com o meio ambiente! Vamos virar hippies! Andar nus e morar no campo, comendo somente o que é verde!
No site do PEA http://www.pea.org.br/ tem uma lista das indústrias que não utilizam animais para testes. Penso que Arezzo deveria ser mais atenta as mudanças de mentalidades. Mas o que será que os twitteiros achariam disso: http//www1.folha.uol.com.br/bichos/903949-camelos-vendem-chaveiros-com-animais-vivos-na-china.shtml
Fico com vergonha dos seres humanos que acham que se vestir com cadáver é chique.
Vergonha dos que defendem uma empresa, em pleno 2011, que acha ok criar animais em cativeiro em prol da Moda, porque isso é sustentável e não fere a natureza. Lamento por saber que existem pessoas que ainda acham isso normal. Mas enfim, esses “críticos” logo estarão comprando na Arezzo ou qualquer outra loja, sem saber a procedência do que compram.
Feliz Páscoa! Beijus,
denise rangel
denise rangel
22/04/2011 em 1:37 pm | Permalink | Responder
Luma,
Será que as outras marcas que usam pele no Brasilm não seráo mais cuidadosas a partir da reação popular?
Obviamente, todos têm couro em algum utensílio no armário ou algum produto cuja marca de cosméticos faça testes em animais. Porém, se pelo menos tentarmos aos poucos nos ajustar a condutas mais corretas, seria mais sustentável, não acha?
Não só a Arezzo, mas todas as marcas deveriam ser mais atentas às mudanças de mentalidades. É como eu disse, se cada um fizer sua parte, esta matança não seria o comum, mas a exceção. Ou não?
Uma páscoa abençoada pra ti também
beijo,menina
Allan
Allan
22/04/2011 em 1:38 pm | Permalink | Responder
Confesso que não me imagino sem comer carne, apesar de ter reduzido muito o consumo. Talvez por esse motivo compreendo quem abate animal para a alimentação (se o abate dependesse de mim, seria vegetariano ou só comeria peixe), mas sou absolutamente contra o maltratamento de animais e o uso de peles para vestuário. Quem gosta de foie gras deveria passar uma semana em uma fazenda durante o período de abate. Mas os animais são torturados em todo o globo: cobaias nos laboratórios, ursos em minijaulas com tudos recolhendo bílis por dias seguidos, cães e galos de combatimento, baleias e golfinhos, etc.
O exótico custa caro e existem ávidos sádicos por toda parte. Triste.
denise rangel
denise rangel
22/04/2011 em 2:03 pm | Permalink | Responder
É verdade, Allan, só quando assistimos aos vídeos ou tomamos conhecimento do desumano processo a que são submetidos os animais é que podemos refletir sobre a necessidade ou não de consumi-los. Concordo com você que é difícil deixar de comer carne e usar utensílios que custaram o sofrimento dos animais. Porém, se alguns, com tal consciência diminuírem ou mesmo pararem com o consumo de tais produtos, já é um avanço.
uma páscoa abençoada pra ti e tuas meninas
abraço, garoto