
Aprecio muito o sabor do azeite. Coloco-o por cima de tudo, mesmo que já haja um molho no alimento. Este hábito, aprendi com meu pai, que, até hoje, costuma regar a comida com o saboroso ouro líquido.
Compro o azeite em garrafas de vidro. E há também um outro acompanhante das refeições regadas a azeite: o vinho! Ele também vem acondicionado em belas garrafas! E, então, que destino dar a essas inúmeras garrafas de vidro que se avolumam dentro de casa?
Ao contrário de outros materiais inorgânicos, como plástico e metal, o vidro não decompõe naturalmente. E pode ser reaproveitado milhares de vezes. No entanto, de acordo com a Abividro (Associação Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro), é provável que reciclemos bem menos do que deveríamos. Embalagens de vidro usadas para bebidas, produtos alimentícios, medicamentos, perfumes, cosméticos e outros artigos, vão parar direto no lixo, e correspondem em média a 3% dos resíduos urbanos.
E, quanto às minhas garrafas de vidro? Dá pena enviá-las todas para a reciclagem. Tenho alguns usos que gostaria de compartilhar com vocês. Além de serem ótimas para colocar água na geladeira, servem também para acondicionar azeite ou vinagre aromatizado para a salada.
Há garrafas de vinho com formas interessantes e vidros de azeite de tamanhos variados que podem formar um belo conjunto de decoração. Elas ficam bacanas como vasos de flores para decorar o ambiente. Quem possui habilidades manuais para estilizar a garrafa, pode fazer decoupage, pintando-as e aplicando colagens. Ou, usá-las, como eu, assim mesmo, ao natural, que ficam lindas também. Gostaram do detalhe da minha caixa de chocolates?

As garrafas de azeite são muito funcionais como rega-plantas, no vaso ou mesmo no jardim. Principalmente se é alguém que esquece de regar as pobrezinhas. Elas mantêm a umidade da terra, na medida necessária. Um uso sustentável com um sentido extremamente ecológico: o industrializado cuidando do natural. Viajei?
Que outras ideias sustentáveis vocês têm sobre como reciclar as garrafas de vidro, para compartilhar com a gente?

Uma mestra feminista e eco-consciente.







