
Participei, hoje, na CampusParty, de uma desconferência de blogs maternos, discutindo o tema #babybrother. Foi enriquecedor o debate sobre mães, pais e maternidade, consumo infantil, exposição dos filhos na rede, participação do pai e outras coisas.
De quem é a responsabilidade? Do pai ou da mãe na tarefa de cuidar da educação dos filhos? Na educação tradicional existem “coisas de mãe”e “coisas de pai”. O ideal não seria “coisas de família”? pergunta @anamariacoelho. “As famílias estão mudando!”
Se o pai ajuda no cuidado dos filhos, não importa se fará as coisas do jeito dele, diferente do que a mãe costuma fazer. E a @alinekelly frisou que algumas mães precisam aceitar que o pai fará tudo diferente dela, e ficará tudo bem. Por que ele tem de fazer certo? O importante é que participem!
Uma questão delicada que divide opiniões é sobre o fato de alguns pais colocarem os filhos nas redes sociais. “A maternidade hoje já é um pouco virtual. Na gestação, os filhos já fazem parte das nossas redes sociais”, diz @KittyBeckert. Particularmente, não acredito que tal procedimento signifique expor as crianças. Esta geração já nasceu conectada praticamente, e compartilhar fotos e fatos na rede é algo muito natural.
Obviamente, cabe aos pais serem cuidadosos com o tipo de informação que está compartilhando. “Cada mãe é que sabe o limite de exposição de seus filhos, acrescenta @samegui, pois as mães realmente têm sexto sentido”.
Achei bacana, também, a colocação da @mae_ser : “expor-se na web é perceber que o mundo não gira apenas em torno de si. É reconhecer e compartilhar sem fragilidade. É sair da casca.” Além disso, as informações, fotos e fatos expostos nos blogs e nas demais mídias sociais, serão uma fonte de recordação para os filhos no futuro, lembra @escvirtualpais.
Em tempos de mãe-profissional, a falta de tempo para ficar com os filhos pequenos é uma preocupação. Uma excelente forma de ficar mais próximos deles, é uma opção a que muitas mães estão aderindo: o homeoffice. Elas têm seu próprio negócio e tornam-se empreendedoras dentro de casa. E, desta forma, conciliam maternidade e profissão. Afinal, parafraseando Bianca Santana, “a maternidade não precisa competir com a militância, o trabalho e o estudo“.
Há casos, porém, em que o distanciamento do filho é necessário, por razões profissionais ou pessoais. Estar conectado é uma facilidade que ameniza o “sofrimento” de mães e pais que precisam se ausentar de casa por longos períodos diariamente. “A web trouxe uma nova forma de se criar laços, independente de onde estamos fisicamente!”, afirma @escvirtualpais.
Ao compartilhar com outros pais na rede suas ansiedades e dilemas, descobre-se uma rede de troca de conhecimentos; e este aprendizado colabora para diminuir a “culpa” por estar longe dos filhos. Porque, na verdade, bem afirmou @anamariacoelho: “Todas as mulheres são as melhores mães que elas podem ser dentro da sua realidade.”
Para acompanhar estes e outros assuntos que foram discutidos em nossa conversa, siga a tag #babybrother, no Twitter, e participe também.

Uma mestra feminista e eco-consciente.







