
Hoje é o dia da Consciência Negra no Brasil, e, aproveitando a discussão sobre se o livro Caçadas de Pedrinho é ou não adequado às nossas salas de aula, por seu conteúdo racista, sugiro que leiam, no blog do Idelber Avelar, o texto esclarecedor, escrito por Ana Maria Gonçalves sobre o que está por trás desta questão.
E reflitamos de verdade, se nós, professores, estamos preparados histórica, social, pedagógica e emocionalmente para lidar com tais questões em sala de aula: racismo, discriminação, preconceito, violência e tantas outras.
E os alunos são muito sensíveis a tais temas. Expressões do tipo: “vai gritar com as suas negas”, “página negra de nossa história”, “a fome é negra”, “negro é o teu passado” , e outras do gênero, muitas vezes, desencadeiam interpretações equivocadas, se o aluno se sentir ofendido, caso seja de etnia negra.
Quando estive em Tiradentes entrei na Cadeia da Vila de São José e fiquei impressionada quando desci ao porão. Segundo informações orais, antigamente lá havia um tronco para açoite. Senti um arrepio ali dentro! E vergonha dessa página de nossa História.
Reflitamos, pois, e tiremos nossas conclusões: não é sobre nós a questão, é sobre a criança e o racismo. Pensemos nisto.
Foto: Museu do escravo











[...] para lidar com as questões relacionadas a racismo, discriminação e preconceito. Os alunos de etnia negra são muito sensíveis a tais temas e reagem negativamente diante de colocações mal fundamentadas, que desencadeiam interpretações [...]