Minha dor no estômago tem me deixado preocupada. Mesmo mantendo uma alimentação saudável (em tese), a ameaça dos agrotóxicos é um fato alarmante. Segundo especialistas, a intoxicação por agrotóxicos pode provocar sintomas como náuseas, tonteiras, dores de cabeça, alergias, lesões renais e hepáticas, cânceres, alterações genéticas, doença de Parkinson. Terrível, não?
Lavar bem as frutas e deixar os vegetais
de molho no vinagre antes de consumi-los pode não ser eficaz quando a substância estiver dentro do vegetal. Mesmo ao descascar ou retirar as folhas externas de verduras, conseguimos apenas a redução dos resíduos de agrotóxicos presentes nas superfícies dos alimentos. Em alguns casos, nem a fervura é capaz de reduzir a nocividade de certas substâncias.
Segundo os novos dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), divulgados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta última quarta-feira, é alto o risco de contaminação pelo uso indiscriminado de agrotóxicos em alimentos, no Brasil. Alimentos como o pepino e o pimentão estão contaminadas com endossulfan; a cebola e cenoura, com acefato; e ainda o pimentão, o tomate, a alface e a cebola contaminados com metamidofós.
Além de serem proibidas em vários países do mundo, essas três substâncias, tiveram a reavaliação pela Anvisa e a indicação de banimento do Brasil, por conter ingredientes ativos com elevado grau de toxicidade aguda comprovada que podem causar problemas neurológicos, reprodutivos, de desregulação hormonal e até câncer. No entanto, essas substâncias ainda são utilizadas no Brasil.
Em 2,7% das amostras dos alimentos coletadas, foram encontrados resíduos de agrotóxicos acima dos permitidos. Alimentos que consumo frequentemente, como o pimentão e o pepino, apresentaram 80% e 54,8% das amostras insatisfatórias, respectivamente. Frutas como a uva e o morango tiveram 56,4% e 50,8% das amostras insatisfatórias, respectivamente. Apenas a batata, que consumo diariamente, mostrou 1,2% de irregularidade nas amostras analisadas.
O que fazer se a lei não é cumprida?
Eu até tenho condições de comprar alimentos orgânicos; mas, e a população em geral? E as nossas crianças? É urgente a necessidade de os consumidores pressionarem as autoridades competentes para coibir tais práticas nocivas à saúde humana e exigir a produção de alimentos orgânicos, mais seguros e saudáveis.
Se, de fato, houver fiscalização e pressão da sociedade, teremos esperança de garantir mais saúde para nós e nossos filhos. Se os consumidores demonstrarem o desejo de comprar produtos orgânicos, e exigirem que os preços desses produtos sejam acessíveis para suprir sua necessidade, haverá demanda. E, havendo demanda, os agricultores, serão obrigados a se organizar para produzir alimentos orgânicos.
Quem sabe se, ao comprarmos orgânicos, mesmo um pouco mais caros que os convencionais, não estaremos economizando na farmácia e nos serviços de saúde? Quando tomates, cenouras, pimentões, uvas e morangos “envenenados” começarem a mofar nas prateleiras, quem sabe os orgânicos passarão a ser uma opção mais econômica para todos nós?
Diga “não” à morte nos alimentos!
Imagens: daqui, daqui, e daqui
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Uma mestra feminista e eco-consciente.








Querida Denise (Dêzinha):
É por posts como esse que eu a admiro tanto, mas não só por eles que nos fazem refletir naquilo que deveríamos seguir, mas também pela pessoa maravilhosa que vc é.
Dê, estive no Facebook no dia do seu aniversário, uma dia antes do meu, que orgulho! Vc viu?
No mais, queria dizer-lhe, querida Dê, que me recebeu tão bem e prontamente quando voltei, após quase um ano de doença tão cruel, queria dizer que nossa amizade pode ter interrupçõe de convívio mas nunca *NUNCA* da ternura e do afeto.
Obrigada pelo carinho.
beijos
meg
Obrigada, Meguita
Já falei que a honra é minha de ter sua amizade.
Bom saber que estás melhor de saúde.
Vejo as mensagens sempre e fico feliz de saber que estás de volta.
Valeu pelo carinho
beijo, menina