“Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem cousas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 8.38,39)
Tenho pensado muito na morte
E sobre o que fazemos com nossa vida. A vida é curta e sagrada. Saber vivê-la e ser feliz é amar e ser amado, é ter amigos verdadeiros, é ter fé de que nosso caminho é traçado por Deus e não termina antes da hora.
Ao nos depararmos com uma situação-limite tornamo-nos capazes de entender que a felicidade não depende de dinheiro, beleza, poder e até mesmo de saúde. Às vezes o corpo cansa, mas a alma luta. E, quando chega o momento, o corpo volta ao pó. E alma, a Deus.
E o pó volte à terra
Hoje, uma amiga está velando o corpo do irmão que morreu ontem e será cremado amanhã. Esta espera de dois dias tem suas razões, já que ela é espiritualista e crê que os laços que unem o espírito ao corpo se desfazem lentamente.
Respeito sua crença, embora acredite, como cristã, que o espírito é o que realmente importa. O corpo é apenas um tabernáculo para a alma. Há quem creia que, por ser a cremação uma forma de devolução da pessoa à terra, tal prática não contradiz os princípios cristãos.
Diamantes de cinzas?
Particularmente, não me sinto à vontade para cremar meus entes queridos, nem que seja para transformá-los em diamante, como já é feito, a partir do carbono extraído dos restos físicos de uma pessoa.
A simples lembrança de que o cordão que uso pertenceu a meu anjo já me emociona, imagine suas cinzas penduradas junto a meu coração. É difícil demais de aceitar. Prefiro guardá-lo em minha memória. Eternamente.
Tenho pensado bastante na vida
Esta, sim, precisa ser lapidada como um diamante. “Porque vamos morrer, precisamos dizer hoje que amamos… Fazer hoje o que desejamos tanto, abraçar hoje o filho ou o amigo. Temos de ser decentes hoje, generosos hoje … devíamos tentar ser felizes hoje.” (Lya Luft, em Perdas e Ganhos).
Procuro ser feliz e viver cada um dos dias de minha vida como se fosse o único e último dia de minha existência. Sobretudo, o que me importa mesmo é guardar no coração somente coisas boas, pois é dele que procedem as fontes da vida.
E quando meus olhos fecharem, e meu corpo voltar à terra, espero que meu espírito volte para Deus. Nada nem ninguém pode tirar-me esta fé.
Imagem: daqui

Uma mestra feminista e eco-consciente.








Você me surpreendeu com isso porque eu sempre achei que os cristãos eram contra a cremação. Já vi algumas pessoas dizendo que estão esperando a volta de Jesus que irá ressuscitar os mortos. Não pretendo levantar bandeiras aqui, não pense nisso. Foi apenas o que eu ouvi.
Eu prefiro a cremação por uma questão de conforto para os que ficam. Visitar túmulo, ocupar espaço de forma estúpida (perdoe-me, mas considero isso um absurdo. Me dá arrepios esse papo. Não tenho medo de mortos, não pense isso, é que eu acho uma bobagem se preocupar com uma carcaça depois que ela perdeu o sentido. Temos que fazer o melhor por nós, enquanto proprietária do mesmo. hahahahahahahaha Mas depois do pó ao pó – ou da água a agua. rs
Bacio
Lunna,
Realmente, há cristãos que rejeitam a cremação. E há outro grupo que acredita que cinzas não impedirão a ressurreição.
Particularmente, ainda não sei o que decidir. Meus queridos foram sepultados tradicionalmente. Mas não estamos presos à carcaça. Só voltei ao túmulo de meu filho uma vez, nestes quatro anos. Talvez mais para certificar-me de que ele se foi. A ficha não cai de jeito nenhum.
A vida é o que realmente precisa ser lapidada, né mesmo?
beijo, menina