Este vídeo me corta o coração! O amor e a fidelidade de um cãozinho é emocionante e resiste à morte. Até hoje, sinto-me culpada por ter deixado o cãozinho de meu filho, após a partida deste, na casa de uma colega…
Meu filho havia ido para o céu, e, como eu trabalhava de sete da manhã às 22 horas, o cãozinho ficava o dia inteiro sozinho dentro do apartamento onde eu morava. Talvez eu estivesse fragilizada demais ao olhar para ele, no fim do dia, e sentir aumentada a dor de mãe-órfã ao levá-lo para passear e fazer suas necessidades, como meu filho fazia.
Sentia-me culpada, pois o Brad (seu nome era Bad, dado por meu filho, mas eu o chamava de Brad) esperava eu chegar, à noite, para fazer suas necessidades. Não urinava dentro do apartamento o dia inteiro. E só comia quando eu chegava. Encontrava a água derramada e a comida intacta.
Quintal e crianças
Como havia crianças e quintal na casa de uma colega, combinamos que ele ficaria lá, e eu continuaria responsável por sua alimentação e cuidados de que necessitasse. Assim eu fazia. Comprava a melhor ração e pagava os cuidados com tosa e veterinário. A culpa não diminuiu, no entanto, e senti-me pior, como se o tivesse abandonado para aliviar minha dor de mãe-órfã.
Um dia, passei em uma rua próxima à casa dessa amiga e vi um cãozinho idêntico a ele. Minha filha abriu a janela do carro, chamou-o e ele veio correndo. Como estava muito peludo e sujo, não o reconhecemos. Além disso, pensamos que não podia ser ele porque sabíamos que estava na casa desta colega e não estaria naquele estado.
Algum tempo depois, ela me disse que ele estava doente. Eu estava trabalhando e dei o dinheiro para que ela o levasse ao veterinário. No dia seguinte, me contou que a veterinária dissera que o cãzinho havia comido ração contaminada e que morrera logo depois. Nem deu tempo de eu ir vê-lo.
Foram cuidados em vão…
Passados quase três anos, não me perdoo por tê-lo deixado com esta amiga. Pensei que ficaria melhor em uma casa com crianças e quintal, que sozinho dentro de um apartamento o dia todo.
Às vezes penso que ele fugiu e que ela não teve coragem de me dizer a verdade. Será que morreu mesmo? Até hoje me faço esta pergunta? E se eu disser a ela o que penso, ela me diria a verdade? Ou ficaria chateada por eu duvidar dela?
Alguém me aconselhou a não falar nada, pois, infelizmente o ser humano é um bichinho que aprende mais errando do que acertando. E, mesmo que minha colega tenha cometido a negligência de deixá-lo fugir, também deve ter ficado muito mal com isso, ao ponto de ter inventado a mentira. Dou-lhe o benefício da dúvida para que não fique mal com o que já aconteceu.
O cãozinho de meu filho se foi. Não entendo o porquê, mas, fico imaginando o que ele sentia com a ausência do dono. Agora os dois fazem farra lá em cima. Meus dois filhotes devem estar rolando nas nuvens! Tenho pensado em ter outro cãozinho. Será que tenho este direito ainda?
O que vocês acham? Comente aí embaixo, vai?











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Já tinha visto esse comercial em algum lugar e cá estou eu com lágrimas nos olhos. Tenho um cão (vc sabe disso) e ele é lindo, está aqui comigo agora, dormindo no meio do caminho e espiando o mundo a sua volta. Ele tem tudo que eu possa dar a ele e não faria o que faço por ele por uma criança. Não tenho vocação para ser mãe de um humano, mas ele é meu filhote, meu companheiro, parceiro, amigo e juro que não entendo como as pessoas simplesmente se livram de um animal. Isso me incomoda muito.
No seu caso você não se livro dele, apenas arrumou um novo amigo pra ele, mas há pessoas que simplesmente deixam os cães nas ruas, nas esquinas, em estradas…
Beijos pra vc
Obrigada, Lunna
Mesmo assim, sinto que não tenho mais direito a ter um amigo desses.Creio que falhei em minha missão. Talvez o tempo me mostre o contrário.
beijo, menina
Tenha um cãozinho sim, vai te fazer bem, e você estará ajudando alguém que precisa de uma família..
Mas terá que prometer a si mesma que não irá abandoná-lo nas horas ruins.. pois ele também não fará isso..
Tenha sim! Não há nada a perder. Cão é tudo de bom.
Olha, Denise, dor de mãe-órfã deve ser a maior dor do mundo, e só quem já passou por isso para saber. Você não abandonou o Brad, você quis dar melhores condições a ele. Cachorros realmente não têm condições de ficar sozinhos das 7 às 22h. A doação às vezes é um mal necessário. Eu tive quatro cachorros, hoje resta uma. Quando passei de 4 para 3, foi porque tive que doar a Athena, que brigava com todos os outros e, por isso, precisava ficar presa. Mantive o esquema de prender todo mundo e soltar a Athena até que aconteceu um acidente, e ela quase matou a Belle. Foi quando me dei conta de que não era justo arriscar a vida dos outros cachorros só porque não queria me desfazer dela (eu tinha loucura pela Athena). Ela foi para uma casa ser “filha única”. No início, eu ligava para saber como ela estava, depois achei que era muita “invasão” minha, e parei de ligar.
Outros dois morreram em 2008 e agora em 2010. Resta a Belle, que faz 13 este ano.
Eu acho que, se você tem mais tempo agora e tem vontade, deve adotar um cãozinho, sim. Se procurar uma entidade de proteção animal para esse processo, melhor ainda, pois estará dando um lar para um animal abandonado. Mas é o seu coração que deve dizer se você quer ou não esse companheiro. Não adote pra “corrigir” o que você acha que fez de mal ao Brad (eu não acho que você tenha feito mal a ele), mas porque você quer.
Obrigada pela compreensão, Sílvia.
Você tem razão: preciso avaliar o porquê de se ter um animal novamente. Para suprir a necessidade dele ou a minha?
Valeu o toque, vou pensar muito sobre este aspecto.
beijo, menina