Sustentabilidade com a cooperação de todos
November 19, 2009 Faça a sua parte, Rede Ecoblogs
Representantes de vários países ligados à área de sustentabilidade, debatem sobre estratégias de sustentabilidade, cooperação e desenvolvimento, no 7º EIMA, encontro ibero-americano de desenvolvimento sustentável, em Foz do Iguaçu.
Entre as consequências do aquecimento global, cientistas estimam que ondas de calor e outras catástrofes, como o aumento do nível do mar levariam ao desaparecimento de algumas cidades costeiras e muitos outros problemas sociais e ambientais.
O que fazer para conter tais problemas, além das iniciativas que já foram apresentadas ao longo deste encontro? Como agir em relação ao Pantanal e à Amazônia?
Segundo João Bosco Senra, representante do Ministério do Meio Ambiente no Brasil, temos de trabalhar com uma perspectiva ambiental integrada à compreensão da importância da biodiversidade e do equilíbrio ambiental. Construir uma nova realidade de fraternidade e cooperação e não de competição. A preocupação ambiental não deve ser responsabilidade não apenas do Ministério do Meio Ambiente, mas de todos os setores da sociedade.
Temos de compreender o papel do Governo Central e a necessidade de se descentralizar as ações e de se trabalhar de maneira integrada com os diferentes setores sociais a fim de gerar benefícios a toda população, pois a questão ambiental requer a participação de todos em prol do bem comum. A Educação Ambiental visa a uma política com a sociedade e não para a sociedade.
Economia é o cuidado da casa, o nosso planeta
A magnitude da crise nos obriga a repensar um pacto local que nos permita construir um modelo de sociedade em que as populações mais vulneráveis sejam levadas em conta, intervém Carola Reintjes, da Organização Mundial de Comércio Justo.
É importante trabalhar com estruturas comerciais e econômicas que priorizem as regiões, de norte e sul do planeta, e incluam todas as pessoas economicamente excluídas. Deve haver uma harmonia entre a realidade social e o modelo econômico, continua Carola.
Somente teremos um pacto global se empresas e sociedades estiverem juntos, frisa Carola. O comércio justo enfoca o desenvolvimento e se impõe como uma necessidade e uma parte vital que compõe a agenda ambiental, e como um dos caminhos em busca de soluções para a crise.
Carola cita, como exemplo, o trabalho de seringueiros na Amazônia que podem gerar benefícios e riquezas sociais. Seus produtos são comercializados sem que precisem sair de seu lugar. Empresas solidárias com valores ambientais, impulsionam o comércio local, o comércio justo.
O mercado turístico tem um aspecto multiplicador muito importante, porque proporciona uma integração entre as comunidades locais e as outras comunidades. E precisa ser sustentável para que não se extinga em consequência de problemas ambientais, afirma João Bosco Senra, diretor da Koan Consultores em Turismo Responsável.
Paulo Lopes Varella, da ANA, cita a Constituição Brasileira que responsabiliza o Governo pela preservação ambiental. Menciona o Plano de Bacias criado pela Agência Nacional de Águas (ANA). A lei das águas requer um trabalho coordenado para que seja eficiente. A educação das populações mais vulneráveis é importante para que a lei das águas traga benefícios à sociedade e ao meio ambiente. É ideal o uso múltiplo das águas, para a geração de energia, para a produção de alimentos e para o consumo humano, conclui.
Continuem acompanhando nossa série de posts sobre o 7º EIMA.
Foto: Nilton Acassio Rolin
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