Vou de táxi…

April 15, 2009 Faça a sua parte, Rede Ecoblogs

trens

Andar de ônibus, metrô, trem e a pé. Tive todas estas experiências hoje e não gostei de nenhuma delas:  o ônibus levou mais de uma hora para chegar ao centro, devido ao trânsito horroroso, causado  certamente pela greve dos trens.  Peguei o metrô para adiantar as coisa lá pela cidade, pois chovia e ventava muito, para piorar ainda mais a situação.

Ignorando completamente a greve dos ferroviários no Rio, resolvi voltar da cidade usando o trem. Estranhei a movimentação na estação, o número reduzido de trens, mas, não voltei atrás. Resolvi encarar. Resultado, um trajeto que normalmente faria em 30 minutos, levou bem  mais de uma hora e eu perdi  o horário do colégio.

Acostumei-me  ao uso do carro nestes mais de 20 anos consecutivos, para ir ao trabalho e  transportar meus filhos aos colégios e cursos.  Compras, viagens, passeios, tudo era feito de carro.  Houve uma época, quando meu marido ainda estava conosco, em que eu usava menos o carro, pois ele precisava do dito cujo para trabalhar, e eu acabava usando o metrô, o trem ou o ônibus, para voltar do trabalho, pois, na ida, ele me levava.

Não assimilei ainda a ideia de viver sem o carro. Talvez porque meus horários sejam muito apertados. Trabalho em colégios diferentes, minha filha e neta em outro local, e eu preciso me deslocar rapidamente, driblando o relógio. Há  dias em que começo a aula mais tarde e saio mais cedo. Nestes dias, posso caminhar, ou usar o transporte coletivo.

Quando tenho de ir ao Centro do Rio, como fiz hoje, uso o ônibus e o metrô. E fico muito irritada com o tempo que perco,  esperando pelo veículo e durante o percurso, pois nunca consigo fazer tudo que é preciso, pois tenho de correr contra o tempo. Hoje tive de pedir a uma colega para me substituir no colégio, mas isto não me isentará da falta ao serviço. Prejuízo para o bolso, lucro para o meio ambiente. Da próxima vez vou de táxi.

Foto: Domingos Peixoto/ Ag. O Globo

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Comente aqui: (7)

 

  1. Carlos Emerson Jr. says:

    Esse é o problema aí do Rio: as distâncias são grandes e o transporte coletivo é uma confusão só.
    Aí as pessoas usam o carro e engarrafa tudo…
    Fica um círculo vicioso, sem saída. E parece que nenhum governante se interessa em dar um jeito no transporte coletivo da cidade.
    Um beijão.

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  2. É verdade, Carlos, um círculo vicioso. Se o transporte é deficiente, os carros proliferam nas ruas. E o que é pior, com um passageiro apenas em cada carro.
    abraço, garoto

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  3. De, o bom mesmo é morar no mato como eu viu?
    Aqui não tem ônibus lotado, briga em trens, engarrfamentos, e muito menos poluição.
    Mas tudo tem os dois lados né?
    Um beijo

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  4. Ai, Aninha, eu sou urbana, e, mesmo com toda tranquilidade da vida no mato, eu sinto falta da loucura daqui. Sou meio árcade, hehe. Mas, realmente, a gente não merece esta falta de estrutura. É um desrespeito ao trabalhador.
    beijo, menina

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  5. grace olsson says:

    Denise, eu me sinto feliz vivendo numa cidade de 135.000 habitantes e com o tränsito calmo. Quando eu penso em viver no Brasil, me dá angustias so de pensar nesse item da vida.
    Beijos e dias felizes

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  6. Luma says:

    Denise, eu fugi disso! Tenho neuras do trânsito do Rio, apesar de que, o trânsito de São Paulo, este sim, um verdadeiro caos. As vias não aumentam na mesma proporção e alguns trechos do trânsito se transformam em gargalos. Andar à pé não dá por causa da distância, talvez morar perto do trabalho. Complicado viu? Algumas empresas optam pela administração doméstica, afinal, a internet está aí. Não tenho solução para o seu caso! :( Relaxe! Bom feriado! Beijus

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  7. Grace,
    Já me acostumei a esta loucura, mesmo ficando irritada às vezes. Não sei se me adaptaria a um lugar calmo demais.

    Luma,
    A solução é trabalhar perto de casa, e isto já fiz, desde o ano passado. Pedi exoneração da escola mais longe, 70 km todo dia, ida e volta. Mas, quando tenho de resolver algo no Centro, é esta via crucis. Só voando, hehe.

    beijo, meninas

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