Soja não poluente

biodiesel

A respeito de meus posts sobre o hábito de comer proteína de soja, o querido amigo Valter Ferraz enviou-me um de seus comentários questionadores e inteligentes:

“Você já pensou em quantas toneladas de Co2 são despejadas na atmosfera para se produzir uma tonelada de farelo de soja? Pois a cultura da soja é totalmente mecanizada. Haja diesel para o maquinário!”

Pois bem, em relação ao questionamento do Valter, felizmente já existe a preocupação de algumas empresas, como a Alpro, que produzem a soja, em diminuir o impacto ambiental. É possível sim, diminuir a quantidade de caminhões  que fazem o transporte da soja. Com embalagens recicláveis que ocupam menos espaço, basta um caminhão para transportar material suficiente para quase um milhão de embalagens de cartão de 1 litro. Desta forma, todos os anos a empresa Alpro evita que cerca de 10.000 caminhões circulem nas estradas.

De acordo com o Ministério da Agricultura, há um programa de plantação do dendê para a recuperação de áreas devastadas. O dendê utilizado para a fabricação de biodiesel protege o solo além de ser uma atividade que gera mais empregos. No Brasil e no mundo, se utiliza o biodiesel misturado ao diesel comum, em variadas proporções. O governo federal brasileiro desenvolveu o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel, e espera-se que o Brasil triplique sua produção anual do biocombustível até 2012.

Da mesma forma, há também empresas comprometidas com o reflorestamento visando a diminuir o impacto provocado pelo desmatamento. O cultivo de grãos na Amazônia, entre eles a soja, intercalado com o plantio de árvores, a fim de promover o reflorestamento, é uma alternativa para a recuperação de áreas já degradadas da floresta.

Continuo defendendo a ideia de que a proteína vegetal de soja é uma alternativa para obter um grande impacto positivo no ambiente por vários motivos. A soja requer dez vezes menos terreno para sua plantação e necessita de cem vezes menos de água. Ajuda a combater o aquecimento global, pois cada kg de proteína animal que deixo de consumir são menos emissões de CO2 lançadas no ambiente, equivalentes ao percurso de um carro por 100 km. É uma dieta mais saudável e mais solidária com o ambiente natural e animal.

A propósito, estou há 14 dias sem comer carne alguma. O desafio 30 dias sem carne continua…

imagem: daqui

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8 Responses to “Soja não poluente”

  1. Denise, parabéns por estar conseguindo abolir a carne de teu cardápio, e por todo teu empenho em relação aos problemas do meio ambiente.
    Muito interessante a questão do Valter e a tua resposta, fiquei contente em saber que areas da Amazônia já devastadas estão sendo recuperadas com a plantação de dendê e de soja.
    Te desejo uma Feliz Páscoa, com muito amor e paz junto aos seus.
    Beijo.

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    Denise Rangel Reply:

    Está mais fácil que eu imaginava. O esforço deve ser algo natural, um hábito que todos deviam ter, de mudar alguma coisa para termos um lugar melhor para viver, com qualidade de vida.
    beijo, menina

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  2. Dê,
    Bacana, bacana. Mas… a questão da soja vai além do impacto ambiental – desmatamento, uso de diesel e talz… – acho eu na minha santa ignorância. como por exemplo a soja transgênica de que nosso amigo Jorge tanto fala.
    Como a questão que me assombra: se todo mundo consumir soja – usada para muitos outros fins, como rações animais – onde é que vamos plantá-la. A gente precisa repensar esta história de filhos. Pra ontem…

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  3. Sim, sim, Lu, vai muito mais além. Tive o cuidado de verificar se a empresa citada produz soja transgênica -assunto para um outro post. Na minha ignorância, penso que há tanta terra não cultivada, tanta gente morrendo de fome que, e há tanta floresta derrubada que pode e deve ser replantada com árvores e comida, seja soja ou outro alimento. A questão do post focou-se nos combustíveis devido à observação do Valter. Vamos falar sobre a soja transgênica mais pra frente, ok.
    beijo, menina

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  4. Sei não. Continuo achando que tudo não pode nem deve ser nem tanto o céu, nem tanto a terra.
    Há necessidade de haver equilíbrio. Continuo preferindo a carne à soja.
    Mas isso é apenas uma questão de gosto.
    Beijos meu bem.

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  5. Respeito tua opinião. Não sou radical e você sabe disto. Vivo um dia de cada vez e, no momento, penso desta maneira e me sinto bem. Minha filha continua fazendo carne de todos os tipos. Não faço campanha. Mudanças de hábitos devem vir de dentro para fora, não o contrário.
    beijo, menina

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  6. DE,
    matou a pau. Gosto de divergir de vc, pois sempre vem com argumentos consistentes.
    Focando no tema: a cultura da soja tem que ser encarada com seriedade assim como a da cana. Fazem parte do mesmo processo. Onde se planta cana exaustivamente temos o mesmo resultado perverso: exaustão gradativa da terra, desemprego brutal pois tira mão de obra (apesar que nesse caso temos muito o que discutir ainda pois a ocupação humana pelos usineiros é uma barbárie); ainda na caso da cana temos a questão ambiental: queimada, aquecimento global e poluição.
    Enfim, haja problemas!
    Mas, vamu que vamu que a vida é bem mais que isso.
    Beijo, menina

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  7. ValterO problema é super complexo, mas eu penso que, se é possível utilizar as terras que foram devastadas plantando-se alimento, então, por que não fazê-lo. Reflorestar, plantar, é bom para o ambiente e gera empregos. Não me refiro a desmatar para plantar, mas a replantar o que já está devastado. O caso da cana é outro problema que merece ser visto com carinho.
    Obrigada por trazer assuntos importantes para reflexão.
    abraço, garoto

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