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	<title>Comments on: Resposta ao professor Valdemar Setzer</title>
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	<description>Tempestade e paixão</description>
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		<title>By: Valdemar Setzer</title>
		<link>http://drang.com.br/blog/2008/12/reposta-ao-professor-valdemar-setzer/comment-page-1/#comment-6279</link>
		<dc:creator>Valdemar Setzer</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 10:23:34 +0000</pubDate>
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		<description>Olá a todos,
A contribuição do Adolfo Neto, que me foi comunicada pelo sistema do blog por e-mail, levou-me a ler toda essa discussão novamente.
É muito interessante notar como várias pessoas estão tão dominadas pela tecnologia que não conseguem encará-la com objetividade. Mas o que eu queria mesmo dizer hoje é que há tempos terminei a resenha sobre o livro do Richard Dawkins, _The God Delusion_. Em meu site, ela encontra-se em

http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/review-the-god-delusion.html

e foi publicada agora em janeiro pela excelente revista eletrônica Southern Cross Review.

Tenham dó das crianças e adolescentes. Eles nunca foram atacados de maneira tão agressiva e ampla quanto agora. Sim, como foi comentado por alguém os tempos mudaram -- do ponto de vista humano psicológico e psíquico, para muito pior. E vai continuar a piorar, o que exigirá cada vez mais proteção à crianças e adolescentes. Mas isso requer cada vez mais sacrifício dos adultos (por exemplo, não ter TV em casa ou mantê-la trancado ou desligada, só usando-a em casos muito especiais), o que parece não ser muito do agrado geral. 

Para os pais jovens: seus pequenos sacrifícios feitos agora, para preservar a infantilidade e juventude de seus filhos, poderão significar muito menos dores de cabeça e muito mais alegrias mais tarde. Espero que consigam contruir em seus lares um ninho cada vez mais protetor; quando seus filhos voarem dele, terão muito mais energia para enfrentar as crescentes misérias do mundo, e serão muito mais críticos em relação a elas, pois não terão tido contato com essas misérias desde pequenos, acostumando-se a elas. Minha experiência com meus 4 filhos e a de minhas filhas com meus 6 netos (a maior tem 13 anos) tem mostrado isso pontualmente.

De resto, acho que comentei tudo o que escreveram sobre mim e minhas idéias. Se faltou algo, por favor, manifestem-se.

Tudo de bom para 2010. Ah, e também 2011, 2012, etc.!

Abraços a todos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá a todos,<br />
A contribuição do Adolfo Neto, que me foi comunicada pelo sistema do blog por e-mail, levou-me a ler toda essa discussão novamente.<br />
É muito interessante notar como várias pessoas estão tão dominadas pela tecnologia que não conseguem encará-la com objetividade. Mas o que eu queria mesmo dizer hoje é que há tempos terminei a resenha sobre o livro do Richard Dawkins, _The God Delusion_. Em meu site, ela encontra-se em</p>
<p><a href="http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/review-the-god-delusion.html" rel="nofollow">http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/review-the-god-delusion.html</a></p>
<p>e foi publicada agora em janeiro pela excelente revista eletrônica Southern Cross Review.</p>
<p>Tenham dó das crianças e adolescentes. Eles nunca foram atacados de maneira tão agressiva e ampla quanto agora. Sim, como foi comentado por alguém os tempos mudaram &#8212; do ponto de vista humano psicológico e psíquico, para muito pior. E vai continuar a piorar, o que exigirá cada vez mais proteção à crianças e adolescentes. Mas isso requer cada vez mais sacrifício dos adultos (por exemplo, não ter TV em casa ou mantê-la trancado ou desligada, só usando-a em casos muito especiais), o que parece não ser muito do agrado geral. </p>
<p>Para os pais jovens: seus pequenos sacrifícios feitos agora, para preservar a infantilidade e juventude de seus filhos, poderão significar muito menos dores de cabeça e muito mais alegrias mais tarde. Espero que consigam contruir em seus lares um ninho cada vez mais protetor; quando seus filhos voarem dele, terão muito mais energia para enfrentar as crescentes misérias do mundo, e serão muito mais críticos em relação a elas, pois não terão tido contato com essas misérias desde pequenos, acostumando-se a elas. Minha experiência com meus 4 filhos e a de minhas filhas com meus 6 netos (a maior tem 13 anos) tem mostrado isso pontualmente.</p>
<p>De resto, acho que comentei tudo o que escreveram sobre mim e minhas idéias. Se faltou algo, por favor, manifestem-se.</p>
<p>Tudo de bom para 2010. Ah, e também 2011, 2012, etc.!</p>
<p>Abraços a todos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Adolfo Neto</title>
		<link>http://drang.com.br/blog/2008/12/reposta-ao-professor-valdemar-setzer/comment-page-1/#comment-6261</link>
		<dc:creator>Adolfo Neto</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 21:27:19 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Simão,

Toda ideia nova e correta que vai contra a maioria acaba gerando reações. É principalmente isso que acontece com o prof. Setzer.

Quanto ao &quot;viés de confirmação&quot;, não vejo isso nos artigos do prof. Setzer pois inúmeras vezes ele cita artigos e opiniões de pessoas que são favoráveis à informática na educação (ex. Papert), a jogos eletrônicos (ex.: Kanitz), à TV.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Simão,</p>
<p>Toda ideia nova e correta que vai contra a maioria acaba gerando reações. É principalmente isso que acontece com o prof. Setzer.</p>
<p>Quanto ao &#8220;viés de confirmação&#8221;, não vejo isso nos artigos do prof. Setzer pois inúmeras vezes ele cita artigos e opiniões de pessoas que são favoráveis à informática na educação (ex. Papert), a jogos eletrônicos (ex.: Kanitz), à TV.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Adolfo Neto</title>
		<link>http://drang.com.br/blog/2008/12/reposta-ao-professor-valdemar-setzer/comment-page-1/#comment-6260</link>
		<dc:creator>Adolfo Neto</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 21:21:58 +0000</pubDate>
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		<description>Parabéns!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Valdemar Setzer</title>
		<link>http://drang.com.br/blog/2008/12/reposta-ao-professor-valdemar-setzer/comment-page-1/#comment-5115</link>
		<dc:creator>Valdemar Setzer</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 02:29:20 +0000</pubDate>
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		<description>Olá, Simão,

Meu artigo &quot;A critical view of the &#039;One laptop per child&#039; project&quot; foi aceito pelo IFIP 9th WCCE (International Federation of Information Processing, World Conference on Computers in Education).

aaaaaaaaaaaaa, VWSetzer.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, Simão,</p>
<p>Meu artigo &#8220;A critical view of the &#8216;One laptop per child&#8217; project&#8221; foi aceito pelo IFIP 9th WCCE (International Federation of Information Processing, World Conference on Computers in Education).</p>
<p>aaaaaaaaaaaaa, VWSetzer.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Valdemar Setzer</title>
		<link>http://drang.com.br/blog/2008/12/reposta-ao-professor-valdemar-setzer/comment-page-1/#comment-5049</link>
		<dc:creator>Valdemar Setzer</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 01:10:14 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://drang.com.br/blog/2008/12/04/reposta-ao-professor-valdemar-setzer/#comment-5049</guid>
		<description>Olá, Simão, 

Você tem razão em dizer que não faço pesquisas em computadores na educação, se estiver se referindo a pesquisas de campo. Mas faço pesquisa bibliográfica: nessa área, tento ler o máximo de coisas que saem sobre meios eletrônicos e educação.

&quot;E parece que tem a mania de ir ao blog das pessoas que se opõem às idéias dele e sugerir que leiam seus artigos, todos no seu site. Fez isso comigo, fez isso com você.&quot;

Isso não é verdade. Caí neste blog por acaso, acho que procurando pela minha entrevista no Roda Viva, para ver se estava gravada ou transcrita na Internet. Não me lembro se comentei o que falaram de mim em algum outro blog, mas este é o único ao qual tenho enviado contribuições.

Eu sugiro ler meus artigos para que, objetivamente, se possa criticar minhas idéias. Eu acho que escrevi justamente isso acima.

&quot;Encontrei os artigos do Setzer apenas no site dele; jamais os encontrei em periódicos qualificados que tratam da informática na educação onde seriam submetidos à análise de pares.&quot;

Se você olhar meus artigos, verá que muitos foram publicados. Enviei há pouco um para um congresso. Eu tenho tanta coisa para estudar e escrever, que em geral não tenho tempo para adaptar algum artigo para publicação e ter o trabalho de submeter. Nem me preocupo mais com isso, desde que pude começar a colocar meus artigos na Internet. E não preciso fazer currículo, pois cheguei ao topo da carreira acadêmica e aí me aposentei. Aliás, curiosamente, eu e os outros 3 colegas que se aposentaram em meu departamento continuamos a dar aulas nele e orientar estudantes, sem ganhar nada com isso.

&quot;Recomendo a meus orientandos na PG a leitura dos textos de Setzer. É preciso que vejam “o outro lado”. Ainda que, claro, acabem de maneira geral ridicularizando as posições dele.&quot;

Ridicularizando atrás de minhas costas??? Será falta de coragem de escrever-me expondo objetivamente suas objeções às minhas idéias e às pesquisas que cito??? Bela formação seus alunos estão tendo!

aaaaaaaaaaaaa, VWS.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, Simão, </p>
<p>Você tem razão em dizer que não faço pesquisas em computadores na educação, se estiver se referindo a pesquisas de campo. Mas faço pesquisa bibliográfica: nessa área, tento ler o máximo de coisas que saem sobre meios eletrônicos e educação.</p>
<p>&#8220;E parece que tem a mania de ir ao blog das pessoas que se opõem às idéias dele e sugerir que leiam seus artigos, todos no seu site. Fez isso comigo, fez isso com você.&#8221;</p>
<p>Isso não é verdade. Caí neste blog por acaso, acho que procurando pela minha entrevista no Roda Viva, para ver se estava gravada ou transcrita na Internet. Não me lembro se comentei o que falaram de mim em algum outro blog, mas este é o único ao qual tenho enviado contribuições.</p>
<p>Eu sugiro ler meus artigos para que, objetivamente, se possa criticar minhas idéias. Eu acho que escrevi justamente isso acima.</p>
<p>&#8220;Encontrei os artigos do Setzer apenas no site dele; jamais os encontrei em periódicos qualificados que tratam da informática na educação onde seriam submetidos à análise de pares.&#8221;</p>
<p>Se você olhar meus artigos, verá que muitos foram publicados. Enviei há pouco um para um congresso. Eu tenho tanta coisa para estudar e escrever, que em geral não tenho tempo para adaptar algum artigo para publicação e ter o trabalho de submeter. Nem me preocupo mais com isso, desde que pude começar a colocar meus artigos na Internet. E não preciso fazer currículo, pois cheguei ao topo da carreira acadêmica e aí me aposentei. Aliás, curiosamente, eu e os outros 3 colegas que se aposentaram em meu departamento continuamos a dar aulas nele e orientar estudantes, sem ganhar nada com isso.</p>
<p>&#8220;Recomendo a meus orientandos na PG a leitura dos textos de Setzer. É preciso que vejam “o outro lado”. Ainda que, claro, acabem de maneira geral ridicularizando as posições dele.&#8221;</p>
<p>Ridicularizando atrás de minhas costas??? Será falta de coragem de escrever-me expondo objetivamente suas objeções às minhas idéias e às pesquisas que cito??? Bela formação seus alunos estão tendo!</p>
<p>aaaaaaaaaaaaa, VWS.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Simao Pedro</title>
		<link>http://drang.com.br/blog/2008/12/reposta-ao-professor-valdemar-setzer/comment-page-1/#comment-5048</link>
		<dc:creator>Simao Pedro</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2009 16:44:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://drang.com.br/blog/2008/12/04/reposta-ao-professor-valdemar-setzer/#comment-5048</guid>
		<description>Você fala em pesquisas do Setzer sobre o impacto terrível dos meios eletrônicos na mente e personalidade de crianças e adolescentes. Pois pesquisa é exatamente o que ele não faz. Como eu já disse no meu blog, Setzer é um exemplo, pronto e acabado, do chamado &quot;viés de confirmação&quot;. Esse viés é a tendência a aceitar, sem questionamento, qualquer argumento que seja favorável à teoria que corrobora uma opinião que abraçamos, na qual cremos. E é isso o que Setzer busca. Ele se baseia na &quot;doença&quot; - o &quot;viciado em games&quot;, o &quot;maníaco da  internet&quot;- para reforçar sua convicção. Com a exceção, quer estabelecer uma regra.
E parece que tem a mania de ir ao blog das pessoas que se opõem às idéias dele e sugerir que leiam seus artigos, todos no seu site. Fez isso comigo, fez isso com você.
Claro que já li artigos dele, muito antes que me recomendasse, sobre a conveniência de não se permitir às crianças e jovens usarem computador, internet, TV. Encontrei os artigos do Setzer apenas no site dele; jamais os encontrei em periódicos qualificados que tratam da informática na educação onde seriam submetidos à análise de pares. Recomendo a meus orientandos na PG a leitura dos textos de Setzer. É preciso que vejam &quot;o outro lado&quot;. Ainda que, claro, acabem de maneira geral ridicularizando as posições dele.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Você fala em pesquisas do Setzer sobre o impacto terrível dos meios eletrônicos na mente e personalidade de crianças e adolescentes. Pois pesquisa é exatamente o que ele não faz. Como eu já disse no meu blog, Setzer é um exemplo, pronto e acabado, do chamado &#8220;viés de confirmação&#8221;. Esse viés é a tendência a aceitar, sem questionamento, qualquer argumento que seja favorável à teoria que corrobora uma opinião que abraçamos, na qual cremos. E é isso o que Setzer busca. Ele se baseia na &#8220;doença&#8221; &#8211; o &#8220;viciado em games&#8221;, o &#8220;maníaco da  internet&#8221;- para reforçar sua convicção. Com a exceção, quer estabelecer uma regra.<br />
E parece que tem a mania de ir ao blog das pessoas que se opõem às idéias dele e sugerir que leiam seus artigos, todos no seu site. Fez isso comigo, fez isso com você.<br />
Claro que já li artigos dele, muito antes que me recomendasse, sobre a conveniência de não se permitir às crianças e jovens usarem computador, internet, TV. Encontrei os artigos do Setzer apenas no site dele; jamais os encontrei em periódicos qualificados que tratam da informática na educação onde seriam submetidos à análise de pares. Recomendo a meus orientandos na PG a leitura dos textos de Setzer. É preciso que vejam &#8220;o outro lado&#8221;. Ainda que, claro, acabem de maneira geral ridicularizando as posições dele.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Valdemar Setzer</title>
		<link>http://drang.com.br/blog/2008/12/reposta-ao-professor-valdemar-setzer/comment-page-1/#comment-5019</link>
		<dc:creator>Valdemar Setzer</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Feb 2009 20:48:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://drang.com.br/blog/2008/12/04/reposta-ao-professor-valdemar-setzer/#comment-5019</guid>
		<description>Olá, Sílvia e Marco, 

Pode-se evitar totalmente a tecnologia? Não. Além disso, ela tem uma missão muito importante, como eu escrevi no artigo &quot;A missão da tecnologia&quot;, que já citei em outra colaboração: libertar o ser humano das forças da natureza, interiores e exteriores a ele (se eu não tivesse vindo hoje de Campos do Jordão para São Paulo de carro, e sim à pé, ainda estaria na serra, isso, se tivesse usado sapatos...). Mas o problema não é só da tecnologia: tudo influencia o ser humano, pois ele incorpora todas suas vivências, a maior parte no sub- e inconsciente. Quem estiver lendo estas linhas, não será extamente o mesmo ao chegar ao fim delas.

O que é necessário fazer é conhecer muito bem o que a tecnologia é e seus efeitos sobre o usuário e o ambiente. E aí usá-la criteriosamente, isto é, colocando-a em seu devido lugar, ou mesmo evitando-a se benéfico e possível. Infelizmente, em lugar de ela libertar o ser humano, está escravizando-o cada vez mais.

Quanto à forma de eu escrever, infelizmente tenho uma formação e profissão científicas, e isso moldou minha maneira de me expressar. Procuro sempre fazê-lo conceitualmente, com o máximo de estrutura e clareza que consigo, sem apelar para os sentimentos do leitor. Procuro justificar meus argumentos, inclusive citando trabalhos de outros. Com isso, certamente restrinjo o meu público leitor. Mas quando dou palestras, a coisa muda de figura. Inclusive já dei palestras para alunos até de 5a. série, para pais de escolas de periferia, para igrejas, centros espíritas, escoteiros, grupos de amigos, etc., e aí sempre procuro adaptar-me ao público ouvinte e não fico citando bibliografias. Alías, as entrevistas em meu site também são para um público mais amplo, confiram. Se alguém quiser ver os ambientes em que tenho dado palestras, vejam a minha página

http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/pals/pals-cursos.html

Se alguém tiver uma sugestão concreta de como eu poderia fazer para atingir um público mais amplo sem cair na propaganda, grite, por favor!

Ah, una cosita más: achei curiosíssimo um colaborador ter dito que minha visão da tecnologia é materialista. Por essa eu jamais teria esperado, pois a realidade é justamente oposta. Por favor, leiam por exemplo meu artigo

&quot;Ciência, religião e espiritualidad&quot;, em 

http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/ciencia-religiao-espiritualidade.html

para ver minha posição a respeito do materialismo. Aliás, estou agora escrevendo uma resenha sobre o livro do Richard Dawkins, &quot;The God Delusion&quot;, traduzida erroneamente por &quot;Deus, um delírio&quot;. Já estou na pg 77 dele, minha página 11; se alguém quiser ler o que escrevi até agora, que já é bastante substancial, peça-me por e-mail, por favor (ver meu endereço em meu site).

aaaaaaaaaaaaa, VWSetzer.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, Sílvia e Marco, </p>
<p>Pode-se evitar totalmente a tecnologia? Não. Além disso, ela tem uma missão muito importante, como eu escrevi no artigo &#8220;A missão da tecnologia&#8221;, que já citei em outra colaboração: libertar o ser humano das forças da natureza, interiores e exteriores a ele (se eu não tivesse vindo hoje de Campos do Jordão para São Paulo de carro, e sim à pé, ainda estaria na serra, isso, se tivesse usado sapatos&#8230;). Mas o problema não é só da tecnologia: tudo influencia o ser humano, pois ele incorpora todas suas vivências, a maior parte no sub- e inconsciente. Quem estiver lendo estas linhas, não será extamente o mesmo ao chegar ao fim delas.</p>
<p>O que é necessário fazer é conhecer muito bem o que a tecnologia é e seus efeitos sobre o usuário e o ambiente. E aí usá-la criteriosamente, isto é, colocando-a em seu devido lugar, ou mesmo evitando-a se benéfico e possível. Infelizmente, em lugar de ela libertar o ser humano, está escravizando-o cada vez mais.</p>
<p>Quanto à forma de eu escrever, infelizmente tenho uma formação e profissão científicas, e isso moldou minha maneira de me expressar. Procuro sempre fazê-lo conceitualmente, com o máximo de estrutura e clareza que consigo, sem apelar para os sentimentos do leitor. Procuro justificar meus argumentos, inclusive citando trabalhos de outros. Com isso, certamente restrinjo o meu público leitor. Mas quando dou palestras, a coisa muda de figura. Inclusive já dei palestras para alunos até de 5a. série, para pais de escolas de periferia, para igrejas, centros espíritas, escoteiros, grupos de amigos, etc., e aí sempre procuro adaptar-me ao público ouvinte e não fico citando bibliografias. Alías, as entrevistas em meu site também são para um público mais amplo, confiram. Se alguém quiser ver os ambientes em que tenho dado palestras, vejam a minha página</p>
<p><a href="http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/pals/pals-cursos.html" rel="nofollow">http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/pals/pals-cursos.html</a></p>
<p>Se alguém tiver uma sugestão concreta de como eu poderia fazer para atingir um público mais amplo sem cair na propaganda, grite, por favor!</p>
<p>Ah, una cosita más: achei curiosíssimo um colaborador ter dito que minha visão da tecnologia é materialista. Por essa eu jamais teria esperado, pois a realidade é justamente oposta. Por favor, leiam por exemplo meu artigo</p>
<p>&#8220;Ciência, religião e espiritualidad&#8221;, em </p>
<p><a href="http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/ciencia-religiao-espiritualidade.html" rel="nofollow">http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/ciencia-religiao-espiritualidade.html</a></p>
<p>para ver minha posição a respeito do materialismo. Aliás, estou agora escrevendo uma resenha sobre o livro do Richard Dawkins, &#8220;The God Delusion&#8221;, traduzida erroneamente por &#8220;Deus, um delírio&#8221;. Já estou na pg 77 dele, minha página 11; se alguém quiser ler o que escrevi até agora, que já é bastante substancial, peça-me por e-mail, por favor (ver meu endereço em meu site).</p>
<p>aaaaaaaaaaaaa, VWSetzer.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Marco Bertalot-Bay</title>
		<link>http://drang.com.br/blog/2008/12/reposta-ao-professor-valdemar-setzer/comment-page-1/#comment-5011</link>
		<dc:creator>Marco Bertalot-Bay</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 12:47:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://drang.com.br/blog/2008/12/04/reposta-ao-professor-valdemar-setzer/#comment-5011</guid>
		<description>Olá Valdemar, (e demais participantes)

Tento refletir sobre o que estaria &quot;mais embaixo&quot; nessa polêmica interessante sobre os meios eletrônicos. Por um lado a polêmica por si já pode ser frutifera, simplesmente por estimular a reflexão sobre esse tema atual e vital.

É sabido que a forma da comunicação co-determina o conteúdo veiculado, acrescentando-lhe o sentimento e inteções mais profundas, às vezes inexprimivel em conteúdos x e motivos y... Isso significa que a nossa mensagem muda (chega de maneira diferente) quando mudamos &quot;apenas&quot; a forma de apresentar o mesmo conteúdo.

Portanto estou longe de querer aqui dizer que &quot;você está errado no ponto x, pois y.&quot; (conforme suas próprias palavras, acima). Não me refiro ao conteúdo intelectual do tema. Se não fosse justamente a questão da forma de exposição do tema (da formulação) eu poderia dizer com tranqüilidade que concordo com 99% de tudo o que achei que você quis dizer nos artigos e entrevistas que pude apreciar. Aprendi muito com você e te agradeço por isso. O trabalho realizado é grande e valoroso.

Cito neste ponto, a frase de um amigo que me dizia que em comunicação não interessa o que a gente quis dizer, mas o que o outro entendeu. Minha intenção neste comentário pede mais um balbuciar cuidadoso que me dê a sensação de estar, pelo menos tentando, ir além do conteúdo formal. Certamente você terá o que acrescentar, pois todo pensamento pode &quot;puxar&quot; o próximo... Alguém põe o tijolo, outro a argamassa e um terceiro pode perceber que os fortes ventos do sul pedem o plantio de árvores protetoras para essa casa específica que se está por construir, etc...

Grande abraço do
Marco</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Valdemar, (e demais participantes)</p>
<p>Tento refletir sobre o que estaria &#8220;mais embaixo&#8221; nessa polêmica interessante sobre os meios eletrônicos. Por um lado a polêmica por si já pode ser frutifera, simplesmente por estimular a reflexão sobre esse tema atual e vital.</p>
<p>É sabido que a forma da comunicação co-determina o conteúdo veiculado, acrescentando-lhe o sentimento e inteções mais profundas, às vezes inexprimivel em conteúdos x e motivos y&#8230; Isso significa que a nossa mensagem muda (chega de maneira diferente) quando mudamos &#8220;apenas&#8221; a forma de apresentar o mesmo conteúdo.</p>
<p>Portanto estou longe de querer aqui dizer que &#8220;você está errado no ponto x, pois y.&#8221; (conforme suas próprias palavras, acima). Não me refiro ao conteúdo intelectual do tema. Se não fosse justamente a questão da forma de exposição do tema (da formulação) eu poderia dizer com tranqüilidade que concordo com 99% de tudo o que achei que você quis dizer nos artigos e entrevistas que pude apreciar. Aprendi muito com você e te agradeço por isso. O trabalho realizado é grande e valoroso.</p>
<p>Cito neste ponto, a frase de um amigo que me dizia que em comunicação não interessa o que a gente quis dizer, mas o que o outro entendeu. Minha intenção neste comentário pede mais um balbuciar cuidadoso que me dê a sensação de estar, pelo menos tentando, ir além do conteúdo formal. Certamente você terá o que acrescentar, pois todo pensamento pode &#8220;puxar&#8221; o próximo&#8230; Alguém põe o tijolo, outro a argamassa e um terceiro pode perceber que os fortes ventos do sul pedem o plantio de árvores protetoras para essa casa específica que se está por construir, etc&#8230;</p>
<p>Grande abraço do<br />
Marco</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Valdemar W. Setzer</title>
		<link>http://drang.com.br/blog/2008/12/reposta-ao-professor-valdemar-setzer/comment-page-1/#comment-4809</link>
		<dc:creator>Valdemar W. Setzer</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Jan 2009 00:12:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://drang.com.br/blog/2008/12/04/reposta-ao-professor-valdemar-setzer/#comment-4809</guid>
		<description>Olá a todas/os,
Vou comentar apenas um ponto: o problema de não se poder evitar a tecnologia. De fato, totalmente, não, mas parcialmente, sim, principalmente a supérflua. Hoje tive que ir daqui de Sto. Amaro, em São Paulo, para o consultório de meu cirurgião, em frente ao Hospital Sírio Libanês. Poderia ter ido de carro, mas fui de ônibus. Aproveitei a hora de viagem para ler (aliás, em geral sou o único que lê nos ônibus e no metrô), e não fiquei nervoso com o trânsito.
Dá para evitar o trânsito com crianças? Sim, basta tirá-las de casa o mínimo possível. Até que nossos filhos tivessem 1 ano de idade, não saíam de casa nem a pau -- os avós tinham que vir visitá-los. Eu tinha um sentimento de que o carro e o trânsito eram muito agressivos para nossas crianças pequenas. Jamais levamos nossas crianças ao supermercado. Etc. etc.
Dá para evitar os meios eletrônicos com crianças e adolescentes? CLARO QUE DÁ! Desde que os pais não maltratem os filhos, ainda podem fazer o que quiserem em casa -- começando por não ter TV e jogos eletrônicos. E não dar a senha dos micros para os filhos -- há coisa mais fácil do que isso? Uns e outros dirão: &quot;Mas eles vão usar no vizinho!&quot; Ah, é? Comparem o tempo que o Zezinho ficaria usando em sua própria casa com o tempo que ficará usando no vizinho. Com relação à TV, ela está uma tal estupidez e baixaria que provavelmente qualquer pai ou mãe de vizinho vai respeitar se lhe for pedido para não ligar a TV euquanto o zezinho estiver la&#039;. 
E por falar nisso, estes últimos 30 dias renderam -- escrevi dois artigos bem grandes. Neles eu coloco a pesquisa recente sobre os efeitos negativos dos meios eletrônicos (preciso ainda acrescentar no 1o. artigo uma que foi publicada agora em janeiro, mas cujo resultado já foi coberto por outras 4: quanto mais os alunos usam um computador, pior o rendimento escolar). Copiando de meu site:

http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/efeitos-negativos-meios.html

e o último, que terminei hoje (ainda falta acertar os vínculos do índice), e que é o primeiro só sobre TV em geral -- ainda nem coloquei um vínculo para ele na minha home page, vocês o estão recebendo em 1a. mão!):

http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/tv-antieducativa.html

Aguardo comentários, principalmente objetivos, isto é, do tipo &quot;você está errado no ponto x pois y.&quot;

aaaaaaaaaaaaaaaaa, VWS</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá a todas/os,<br />
Vou comentar apenas um ponto: o problema de não se poder evitar a tecnologia. De fato, totalmente, não, mas parcialmente, sim, principalmente a supérflua. Hoje tive que ir daqui de Sto. Amaro, em São Paulo, para o consultório de meu cirurgião, em frente ao Hospital Sírio Libanês. Poderia ter ido de carro, mas fui de ônibus. Aproveitei a hora de viagem para ler (aliás, em geral sou o único que lê nos ônibus e no metrô), e não fiquei nervoso com o trânsito.<br />
Dá para evitar o trânsito com crianças? Sim, basta tirá-las de casa o mínimo possível. Até que nossos filhos tivessem 1 ano de idade, não saíam de casa nem a pau &#8212; os avós tinham que vir visitá-los. Eu tinha um sentimento de que o carro e o trânsito eram muito agressivos para nossas crianças pequenas. Jamais levamos nossas crianças ao supermercado. Etc. etc.<br />
Dá para evitar os meios eletrônicos com crianças e adolescentes? CLARO QUE DÁ! Desde que os pais não maltratem os filhos, ainda podem fazer o que quiserem em casa &#8212; começando por não ter TV e jogos eletrônicos. E não dar a senha dos micros para os filhos &#8212; há coisa mais fácil do que isso? Uns e outros dirão: &#8220;Mas eles vão usar no vizinho!&#8221; Ah, é? Comparem o tempo que o Zezinho ficaria usando em sua própria casa com o tempo que ficará usando no vizinho. Com relação à TV, ela está uma tal estupidez e baixaria que provavelmente qualquer pai ou mãe de vizinho vai respeitar se lhe for pedido para não ligar a TV euquanto o zezinho estiver la&#8217;.<br />
E por falar nisso, estes últimos 30 dias renderam &#8212; escrevi dois artigos bem grandes. Neles eu coloco a pesquisa recente sobre os efeitos negativos dos meios eletrônicos (preciso ainda acrescentar no 1o. artigo uma que foi publicada agora em janeiro, mas cujo resultado já foi coberto por outras 4: quanto mais os alunos usam um computador, pior o rendimento escolar). Copiando de meu site:</p>
<p><a href="http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/efeitos-negativos-meios.html" rel="nofollow">http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/efeitos-negativos-meios.html</a></p>
<p>e o último, que terminei hoje (ainda falta acertar os vínculos do índice), e que é o primeiro só sobre TV em geral &#8212; ainda nem coloquei um vínculo para ele na minha home page, vocês o estão recebendo em 1a. mão!):</p>
<p><a href="http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/tv-antieducativa.html" rel="nofollow">http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/tv-antieducativa.html</a></p>
<p>Aguardo comentários, principalmente objetivos, isto é, do tipo &#8220;você está errado no ponto x pois y.&#8221;</p>
<p>aaaaaaaaaaaaaaaaa, VWS</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Silvia</title>
		<link>http://drang.com.br/blog/2008/12/reposta-ao-professor-valdemar-setzer/comment-page-1/#comment-4349</link>
		<dc:creator>Silvia</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2008 22:58:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://drang.com.br/blog/2008/12/04/reposta-ao-professor-valdemar-setzer/#comment-4349</guid>
		<description>&quot;O que está destruindo a natureza e a sociedade, os fanatismos religiosos — e espero que todos os participantes sejam contra eles — ou a tecnologia?&quot;

Pois é, volta e meia me pego pensando nisso. A tecnologia é um conforto, vicia, e destrói. Precisar, na maioria das vezes, a gente não precisa, mas é difícil abrir mão dela.
:-/


&lt;strong&gt;Pois é, Sylvia, a tecnologia é um conforto, vicia, e destrói, quando usada sem critério. Eu diria que, em muitos casos, é quase impossível abrir mão dela.
beijo, menina&lt;/strong&gt;
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O que está destruindo a natureza e a sociedade, os fanatismos religiosos — e espero que todos os participantes sejam contra eles — ou a tecnologia?&#8221;</p>
<p>Pois é, volta e meia me pego pensando nisso. A tecnologia é um conforto, vicia, e destrói. Precisar, na maioria das vezes, a gente não precisa, mas é difícil abrir mão dela.<br />
:-/</p>
<p><strong>Pois é, Sylvia, a tecnologia é um conforto, vicia, e destrói, quando usada sem critério. Eu diria que, em muitos casos, é quase impossível abrir mão dela.<br />
beijo, menina</strong></p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
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