Brincadeira de mau gosto

Brincadeiras de mau-gosto quase estragam festa de formatura, ontem. Pelo menos foi o que senti. Tudo corria muito bem. Ou quase, pois o professor escolhido para ser paraninfo da turma não compareceu, e eu fui convocada para substituí-lo, improvisando um discurso muito aquém do que eu sou capaz de fazer, ao contrário do ano passado, em que tivemos momentos de grande emoção.
Mas, como eu dizia, tudo corria bem, quando a turma de formandos resolveu subir ao palco para fazer uma “homenagem aos colegas”. Em determinado momento, resolveram cantar uma “música” para “homenagear” um deles. Algo parecido com “Fulano é gay, ele … sem parar.” No microfone, em alto e bom som. Ninguém estava esperando por isto, diante da família do menino e de todos os convidados.
Os pais do menino, especialmente a mãe, ficaram muito constrangidos. Esta, visivelmente aborrecida, exigiu uma retratação. Os alunos pediram desculpas aos pais e professores presentes e disseram que era apenas uma brincadeira. Pareceu mais um trote que uma homenagem.
Houve outros momentos constrangedores nesta “brincadeirinha” que me fizeram sentir vontade de ir embora. Não só em relação aos colegas, mas aos professores também. Não entendi por que os diretores não impediram a tal “homenagem”. Tudo bem que ninguém esperava tal surpresa, mas, na primeira brincadeira, de mau gosto, já deveriam ter sido impedidos de continuar.
Na hora de jogar os capelos, como estavam em um palco com teto rebaixado, os alunos os atiraram para a frente, em direção à platéia, em que estavam os professores, familiares e convidados. Alguns o fizeram com tanta força, que alguns capelos atingiram o rosto e outras partes do corpo de quem estava sentado mais à frente. Uma colega teve o lábio inferior cortado pelo aparelho dentário, que feriu-a, devido à pancada do capelo em sua boca. Lamentável o que aconteceu. Não reconheci meus alunos. Triste, muito triste.
O que está acontecendo com estes jovens, meu Pai? Eu, que não costumo me escandalizar com nada, fiquei pasma com a falta de consideração. Expor os colegas ao ridículo publicamente, foi constrangedor. Desta vez, nem tirei fotos. Mas, ainda não desisti. Ainda acredito que nem tudo está perdido.
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Imagem: daqui
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December 19th, 2008 at 10:50 pm
DE,
quando episódios como o de Curitiba com formandos no curso de medicina fazem o que fizeram, esperar o quê? Os “meninos” não querem crescer, adiam a entrada na vida adulta. Um jovem que se forma no segundo grau já não é mais menino. Um formando em medicina, é um homem, com todas as atribuições (e mais ainda, sendo médicos). Não é mesmo lamentável? Perderam a noção de respeito.
Eu, diferente de voce não tenho muita esperança não. É daí prá baixo, eu creio.
Beijo,menina
Eu não quero perder a esperança , Valter. Nem todos se comportaram da mesma maneira. Muitos honraram a educação que seus pais lhes deram.
abraço, garoto
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December 23rd, 2008 at 9:28 am
Denise, veja só…O MUNDO ESTÁ DE CABECA VIRADA. PODE ACREDITAR.
Acho que a cabeca desses jovens está ficando massificada. Por que nao é possível uam coisa dessas numa formatura.
jesus Amado…nao quero está na pele dessa mae.E o menino com ficou?
Denise, desse desastre, tiro uma licao concreta. NAO SE CONHCE NINGUÉM HOJE EM DIA. DE ONDE NAO SE ESPERA É QUE VEM.
BEIJOS E DIAS FELIZES.
P.S.Nao desista. Se vc jogar a toalha, vaiä-se esperar o quê dessa meninada?
Há momentos em que penso seriamente em me aposentar e fazer outra coisa. Acho que a mãe dos meninos que fizeram a brincadeira é que deveria sentir vergonha e decepção. Mas, ainda não desisti. Vamos em frente!
beijo, menina
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