Você fabrica seu próprio estresse?
November 17, 2008 Vida de Mestra
Encontrei esta frase, no post da Grace, dita por um senhor velhinho, de bengala na mão, que carregava uma sacola. Ao deixar cair um relógio velho e enferrujado, a Grace aproveitou para perguntar-lhe que horas eram. Ele respondeu:
A psicóloga Lucia Emmanuel Novaes Malagris, no livro O stress está dentro de você, da Editora Contexto, fala, com muita propriedade que muitas pessoas queixam-se de tanto trabalhar e precisam correr para dar conta de todas as suas atividades. E nos leva à uma reflexão sobre tais reclamações a respeito da competitividade no trabalho, das exigências de produtividade, e de tantas outras motivações para a falta de tempo e da necessidade imperiosa de se correr e correr e correr.
De acordo com a doutora Lucia, o que estas pessoas realmente querem é um tempo para conversar com os amigos, ir a uma reunião na escola dos filhos ou pura e simplesmente passar alguns minutos apreciando a beleza da natureza. E questiona: “será mesmo que estas pessoas são destinadas pela sua inteligência e competência a cumprir, a vida inteira, horários desumanos?”
É verdade que, na fúria para cumprir compromissos e atingir metas, não nos sobra tempo para as coisas belas e importantes da vida. E, freqüentemente pessoas preocupadas com a resolução de problemas e conclusão de trabalhos, correm contra o tempo em um ritmo cada vez mais rápido e uma intensidade cada vez maior nas atividades em que se vê envolvido. E não se preocupam, ou não lhes sobra tempo para se preocupar, com os sentimentos das pessoas envolvidas.
A doutora nos dá uma dica fabulosa e bem oportuna (pelo menos, para mim, que vivo aceitando novas tarefas além do que possa dar conta) de que é necessário refletir sobre se, para nós, ter sucesso na vida significa realizar muitas tarefas, ter poder, ser perfeccionista, fazer tudo rapidamente.
Quando temos consciência do que é sucesso para nós, então, talvez possamos perceber que ter sucesso seja também ter tempo para outras pessoas e coisas além do trabalho, como observar a natureza, ter mais lazer para si e para sua família, ter mais atenção com aqueles que amamos e que nos amam, enfim, ter uma melhor qualidade de vida.
E, para aqueles que desejam mudar seu estilo frenético de vida, a doutora Lúcia dá dicas interessantíssimas (vale a pena ler o livro). Ela divide em quatro partes, uma circunferência que corresponde à atenção que damos às áreas social, afetiva, profissional e de saúde:
O gráfico mostra a situação ideal, de acordo com a doutora Lucia Malagris, na qual se dá atenção igual a todas as áreas. Pessoas que dão mais atenção à vida profissional, por exemplo, tendem a dividir o tempo que sobra entre as outras áreas da vida de modo desproporcional ao considerado aceitável do ponto de vista emocional e, ao optarem por levar uma vida estressante, correm o risco de desenvolver doenças cardiológicas.
Volto a refletir sobre a fala do *Velho do Restelo, digo, do velhinho do post da Grace: “não sei para quê a pressa… Afinal de contas, correndo ou não, você vai chegar ao destino final.” E sinto-me predisposta a acatar a receita da doutora Lucia Malagris: “Será que você está caminhando na vida na direção em que realmente quer ir e com satisfação? Ou está indo no sentido contrário de seus objetivos reais e experimentando sempre tensão e desconforto?”
Já decidi: no próximo ano, não aceitarei tarefas além de minha capacidade de realizá-las. Respeitarei meus limites. Quero realizar também atividades que não sejam profissionais, caminhar mais (sou refém do carro), olhar a natureza, ouvir música, fazer cursos que me dêem satisfação, enfim, pensar mais em ser e não apenas em ter, realizar. Eu posso parar de ser minha própria fábrica de estresse e passar a produzir uma vida mais saudável para mim mesma.
E você, tem sido uma fábrica de seu próprio estresse?
Imagens:
gráfico
velhinho
Fonte: O stress está dentro de você
Categorias do Technorati estresse, pressa, trabalho, saúde, compromissos, tarefas, efetividade
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Denise, há pouco tempo deixei de ser estressada. Foi uma dura batalha, mas consegui. Beijocas
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Olá Denise, tudo bom? Estive a procura de entrar em contato, mas só encontrei o comentário.

Conheci você através da Rede Ecoblogs, onde descobri que além do apreço por ecologia, também leciona para ensino fundamental e médio – o que me chamou atenção, por eu ter um projeto infantil na internet.
Como meu intuito não é fazer divulgação em sites alheios sem autorização, peço para entrar em contato, através do e-mail que deixei no formulário do comentário, para eu te passar o endereço do projeto, pois gostaria bastante que o conhecesse.
Espero não estar lhe incomodando.
Abraços e até mais.
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Denise, eu aprendi com o velhinho que a gente chega aonde queremos chegar, sem afobacao..
POr que veja bem..eu estava desesaperada com a prova…e hoje fiz a dita cuja..Poderia sido MELHOR SE TIOVESSE ME PREOCUPADO MENOS E CORRIDO MENOS DURANTE DUAS SEMANAS..
EU TENHO APRENDIDO, DENISE, ATÁ COM A FOLHA QUE CAI.
ME DEDICAR AÀ FOTOGRAFIA TEM ME AJUDADO MUITO.GOSTEI DOS PTOS DE VISTA DA PSICÓLOGA.BJS E DIAS FELIZES
OBRIGADA POR MENCIONAR MEU POST.
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Denise, cada um tem o seu limite. O meu não é igual a esse gráfico. Eu ficaria estressada somente com a ‘obrigação’ de cumprir as estatísticas.
As pessoas que conheço, produzem mais sob pressão. Se têm tempo, deixam para a última hora.
Tenho um rítmo de vida que acho ideal, nem mais, nem menos. De vez em quando extrapolo. Acho que encontrei o equilíbrio.
Obrigada pelo carinho!! Beijus
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Acho = ainda não tenho certeza!
+ beijus
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Oi Denise!
Eu tento desviar do meu, nem sempre consigo. E todo ano me proponho a mudar, caminhar mais, me preocupar menos: consigo, em parte. Um dia chego lá.
Ótimo texto, obrigada por dividir.
beijos querida, fica bem.
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