Crianças repetem assédio com coleguinhas

Recebi este comentário ao post Não, ao abuso contra nossas crianças!, da leitora Ana Carolina Scheel, o qual reproduzo abaixo, denunciando uma realidade cruel, mas para a qual não podemos ficar omissos: “crianças que sofrem abuso em suas casas, repetem com os coleguinhas a dominação que sofrem”. É de arrepiar:

É preciso estar alerta a qualquer mudança no comportamento das nossas crianças. Elas podem estar sendo assediadas por um coleguinha e, como são muito pequenas, não se dão conta do abuso que sofrem. Há crianças que reproduzem o abuso que sofrem, com suas bonecas, em suas brincadeirinhas; mas, agora, estamos diante de uma realidade mais séria ainda: reproduzem a dominação de que são vítimas com seus coleguinhas.

Nós, pais e professores, precisam observar comportamentos diferentes e orientar as crianças. Não há nada de engraçado em aceitar ou até estimular brincadeiras do tipo: “ele ou ela é seu (sua) namoradinho(a).

Fique atento às manifestações de uma criança exposta a abusos e violências

Quando uma criança é  assediada por pedófilos adultos pode apresentar tonturas, desmaios, depressão, dificuldades para se relacionar, muita tristeza e culpa por ter guardado silêncio ou por não ter feito nada para impedir o abuso. Muitas, mais tarde, se entregam à promiscuidade sexual; outras tentam o suicídio; há as que perdem a confiança na figura masculina ou feminina; tornam-se emocionalmente frios e distantes.

E, como se já não bastasse a violência que crianças sofrem por adultos doentes e criminosos, temos de admitir que nossas crianças também estão à mercê de pequenos reprodutores da violência que sofrem.

Precisamos orientar nossas crianças e, a qualquer sinal de que elas estejam sendo assediadas por um adulto, denunciar o crime e protegê-las destes monstros. E, se são os próprios coleguinhas que o fazem, está na hora de pararmos de pensar que são “sem-vergonha”, “tão pequeno (a) e tão safadinho (a)”, e observarmos se estas crianças não estão dando sinais de que “aprenderam” com algum adulto inescrupuloso tal prática.

Nossas crianças precisam ser constantemente alertadas de que ninguém tem o direito de tocar as partes íntimas do seu corpo. Elas devem ser estimuladas a contar a seus pais, à professora ou outro adulto , sempre que alguém lhes peça (ou ameace) que guardem segredo de um ato, ou lhes fale sobre sexo, ou lhes mostre figuras pornográficas, ou lhes faça gestos obscenos.

Divulguem estes fatos, não sejamos omissos. Se não protegermos nossas crianças, quem o fará? E, como reafirmou a Ana, em outro comentário, “não acontece só com as meninas!”.

[tags]não ao abuso contra crianças, abuso sexual, assédio por colegas na escola.[/tags]

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9 Comentários em “Crianças repetem assédio com coleguinhas”

  1. DE,
    aproveita e fala da televisão também. Cenas chocantes de sexo, drogas e rock’roll a todo o momento, em qualquer horário. As cenas das novelas são um convite mais que explícito ao sexo. Não tenho coragem de ficar na sala quando tem pessoas fora da família. E olha que eu sou um sem-vergonha declarado. Mas, devemos proteger as crianças, sempre.
    Esses dias até de pedófilo fui chamado por causa de meus textos. Pode?
    Beijo, menina

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  2. Pois é, Valter
    Este é outro problema: abrir mão da televisão, das novelas, dos filmes é coisa quase impossível na maioria dos lares, principalmente nas classes menos favorecidas. Como tirar a criança da sala? E eles vão ver o quê?
    As crianças vão para a cama cada vez mais tarde. São detalhes que cada família deve administrar. Pedófilo, você? Meu Deus, as pessoas não sabem distinguir as coisas, que pena.
    abraço, garoto

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  3. Coloquei algo relativo ao assunto lá no broguinho. Muito bom teu texto.

    Um abraço.

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  4. Não sei não, me parece haver um exagero com esse negócio de Pedofilia. Ou sou muito ingênuo ou acho que se vêem coisas demais hoje em dia. Por exemplo, escrevi há pouco um post de Pin & Guim tão simplório e as pessoas ficam vendo coisas. Sabe, Denise, em meu tempo só se sabia desse negócio de comer criança nas fábulas de João e Maria.

    Beijos inocentes.

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  5. Já fui lá ler seu artigo,Davi importantíssimo por sinal, e a que eu recomendo a leitura ao amigo Ordisi, pois, a realidade hoje é outra e muitos flagrantes já comprovaram que os crimes acontecem sim. Eu mesma conheço casos , bem perto de mim. Não é ficção, não; é realidade.
    abraço, garoto

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  6. Denise,meu sobrinho passou por isso no Jardim da Infância dele. Um outro menino quis segurar no pênis dele, ele tinha uns 5 anos e ai minha irma foio procurar saber. Como minha irma conversava muito com meu sobrinho sobre essas coisas mesmo nessa idade, ele contou em casa.

    Faco a mesma coisa com os meus filhos. O Daniel tem 9 anos e já sabe que tem que nos falar se alguém passar a mao no bumbum dele, ou em qqr parte do corpo dele. Mesmo que essa pessoa diga-lhe que nao deve contar. Como ele agora já está maior, fica mais fácil de explicar certas coisas, mas a Vivi só tem 4 anos…

    Um ótimo tema.

    Bom fim de semana

    Mesmo assim, devemos falar com as crianças todos os dias e evitar deixá-las sozinhas. E pedir a Deus que as guarde é o que faço o tempo todo.
    beijo, menina

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  7. Mais que isso, temos que insistir com eles que nós os amamos, de nós nada deve ser escondido.
    Temos que mostrar sinceridade às crianças, para dar exemplo, de que mentira é prejudicial.
    Mais, precisamos prestar atenção em nossas crianças.
    Não é só prover necessidades, que é obrigação dos pais.
    Um beijo.

    Isso mesmo, Aninha, a relação de amor e confiança precisa existir, caso contrário, a criança não terá a quem recorrer em situações assim.
    beijo,menina

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  8. Amiga, como nasci e vivi a vida inteira como retardada mental, nunca poderia imaginar que fosse tomar conhecimento desses assuntos mais do que bárbaros.
    Beijos

    É que em nossa época, esses fatos não eram tão divulgados como agora. E a maldade humana não tem limite. Infelizmente.
    beijo,menina

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