Encontrei esta frase, no post da Grace, dita por um senhor velhinho, de bengala na mão, que carregava uma sacola. Ao deixar cair um relógio velho e enferrujado, a Grace aproveitou para perguntar-lhe que horas eram. Ele respondeu:
A psicóloga Lucia Emmanuel Novaes Malagris, no livro O stress está dentro de você, da Editora Contexto, fala, com muita propriedade que muitas pessoas queixam-se de tanto trabalhar e precisam correr para dar conta de todas as suas atividades. E nos leva à uma reflexão sobre tais reclamações a respeito da competitividade no trabalho, das exigências de produtividade, e de tantas outras motivações para a falta de tempo e da necessidade imperiosa de se correr e correr e correr.
De acordo com a doutora Lucia, o que estas pessoas realmente querem é um tempo para conversar com os amigos, ir a uma reunião na escola dos filhos ou pura e simplesmente passar alguns minutos apreciando a beleza da natureza. E questiona: “será mesmo que estas pessoas são destinadas pela sua inteligência e competência a cumprir, a vida inteira, horários desumanos?”
É verdade que, na fúria para cumprir compromissos e atingir metas, não nos sobra tempo para as coisas belas e importantes da vida. E, freqüentemente pessoas preocupadas com a resolução de problemas e conclusão de trabalhos, correm contra o tempo em um ritmo cada vez mais rápido e uma intensidade cada vez maior nas atividades em que se vê envolvido. E não se preocupam, ou não lhes sobra tempo para se preocupar, com os sentimentos das pessoas envolvidas.
A doutora nos dá uma dica fabulosa e bem oportuna (pelo menos, para mim, que vivo aceitando novas tarefas além do que possa dar conta) de que é necessário refletir sobre se, para nós, ter sucesso na vida significa realizar muitas tarefas, ter poder, ser perfeccionista, fazer tudo rapidamente.
Quando temos consciência do que é sucesso para nós, então, talvez possamos perceber que ter sucesso seja também ter tempo para outras pessoas e coisas além do trabalho, como observar a natureza, ter mais lazer para si e para sua família, ter mais atenção com aqueles que amamos e que nos amam, enfim, ter uma melhor qualidade de vida.
E, para aqueles que desejam mudar seu estilo frenético de vida, a doutora Lúcia dá dicas interessantíssimas (vale a pena ler o livro). Ela divide em quatro partes, uma circunferência que corresponde à atenção que damos às áreas social, afetiva, profissional e de saúde:
O gráfico mostra a situação ideal, de acordo com a doutora Lucia Malagris, na qual se dá atenção igual a todas as áreas. Pessoas que dão mais atenção à vida profissional, por exemplo, tendem a dividir o tempo que sobra entre as outras áreas da vida de modo desproporcional ao considerado aceitável do ponto de vista emocional e, ao optarem por levar uma vida estressante, correm o risco de desenvolver doenças cardiológicas.
Volto a refletir sobre a fala do *Velho do Restelo, digo, do velhinho do post da Grace: “não sei para quê a pressa… Afinal de contas, correndo ou não, você vai chegar ao destino final.” E sinto-me predisposta a acatar a receita da doutora Lucia Malagris: “Será que você está caminhando na vida na direção em que realmente quer ir e com satisfação? Ou está indo no sentido contrário de seus objetivos reais e experimentando sempre tensão e desconforto?”
Já decidi: no próximo ano, não aceitarei tarefas além de minha capacidade de realizá-las. Respeitarei meus limites. Quero realizar também atividades que não sejam profissionais, caminhar mais (sou refém do carro), olhar a natureza, ouvir música, fazer cursos que me dêem satisfação, enfim, pensar mais em ser e não apenas em ter, realizar. Eu posso parar de ser minha própria fábrica de estresse e passar a produzir uma vida mais saudável para mim mesma.
E você, tem sido uma fábrica de seu próprio estresse?
Imagens:
gráfico
velhinho
Fonte: O stress está dentro de você
Categorias do Technorati estresse, pressa, trabalho, saúde, compromissos, tarefas, efetividade

Uma mestra feminista e eco-consciente.








Denise, há pouco tempo deixei de ser estressada. Foi uma dura batalha, mas consegui. Beijocas
Olá Denise, tudo bom? Estive a procura de entrar em contato, mas só encontrei o comentário.

Conheci você através da Rede Ecoblogs, onde descobri que além do apreço por ecologia, também leciona para ensino fundamental e médio – o que me chamou atenção, por eu ter um projeto infantil na internet.
Como meu intuito não é fazer divulgação em sites alheios sem autorização, peço para entrar em contato, através do e-mail que deixei no formulário do comentário, para eu te passar o endereço do projeto, pois gostaria bastante que o conhecesse.
Espero não estar lhe incomodando.
Abraços e até mais.
Denise, eu aprendi com o velhinho que a gente chega aonde queremos chegar, sem afobacao..
POr que veja bem..eu estava desesaperada com a prova…e hoje fiz a dita cuja..Poderia sido MELHOR SE TIOVESSE ME PREOCUPADO MENOS E CORRIDO MENOS DURANTE DUAS SEMANAS..
EU TENHO APRENDIDO, DENISE, ATÁ COM A FOLHA QUE CAI.
ME DEDICAR AÀ FOTOGRAFIA TEM ME AJUDADO MUITO.GOSTEI DOS PTOS DE VISTA DA PSICÓLOGA.BJS E DIAS FELIZES
OBRIGADA POR MENCIONAR MEU POST.
Denise, cada um tem o seu limite. O meu não é igual a esse gráfico. Eu ficaria estressada somente com a ‘obrigação’ de cumprir as estatísticas.
As pessoas que conheço, produzem mais sob pressão. Se têm tempo, deixam para a última hora.
Tenho um rítmo de vida que acho ideal, nem mais, nem menos. De vez em quando extrapolo. Acho que encontrei o equilíbrio.
Obrigada pelo carinho!! Beijus
Acho = ainda não tenho certeza!
+ beijus
Oi Denise!
Eu tento desviar do meu, nem sempre consigo. E todo ano me proponho a mudar, caminhar mais, me preocupar menos: consigo, em parte. Um dia chego lá.
Ótimo texto, obrigada por dividir.
beijos querida, fica bem.