Pois bem, mesmo atrasada, quero trazer minha contribuição sobre o tema. Como “falar é fácil e fazer é que são elas”, nada mais adequado que trazer a palavra de quem vivenciou o problema e soube vencê-lo com coragem,muita determinação, e, o que é mais surpreendente: com bom-humor. É, não é nada fácil rir ou achar graça com um diagnóstico desses.
Mirela Janotti conseguiu e conta para nós sua história em um livro, pela editora Matrix: Força na Peruca – Tragédias e comédias de um câncer- que contém o depoimento desta mulher separada e desempregada que descobriu estar com câncer. Ela escreveu esta obra, contando sua experiência diante da doença e da possibilidade da morte. Teve os dois seios retirados, passou por oito sessões de quimioterapia e 25 sessões de radioterapia. Durante esse período, tentou levar uma vida normal, nunca se sentindo como doente.
Para ela, o câncer não foi tão feio quanto pintam. Durante o tratamento arranjou emprego, amigos, namorado e ainda conseguiu dar umas boas risadas, que ela faz questão de dividir aqui com a gente, neste livro, como o caso em que, por sempre usar um lenço preto na cabeça, um dia, um vendedor de bala perguntou se ela era da religião do Bin Laden. Então, Mirela decidiu criar novos visuais e tirou a quimioterapia de letra. Ainda não o li, mas estou muito curiosa para ver como Mirella conseguiu dar a volta por cima. Mirela afirmou que, depois que descobriu o câncer, começou a ver a vida com outros olhos. “Parece que você ganha óculos especiais e vê a vida mais bonita.”

Uma mestra feminista e eco-consciente.








É aquela história, só damos valor quando não temos, por isso também a conscientização; a mulher saber que o câncer se não detectado precocemente pode comprometer a sua vida. Beijus