Jogar fora seu eletroeletrônico não é o melhor negócio

August 9, 2008 Faça a sua parte, Rede Ecoblogs

Com o crescimento da produção de aparelhos eletroeletrônicos e a rapidez com que estes aparelhos se tornam obsoletos, é absurdo o número de equipamentos que são substiuídos pelas pessoas, principalmente aquelas aficcionadas por tecnologia ou mesmo por força de suas profissões. Muitas pessoas doam ou vendem seus antigos equipamentos; mas, infelizmente, uma grande quantidade ainda vira lixo eletrônico.

Jogar fora ou trocar um bem de consumo não é, decididamente, o melhor negócio para o ambiente. O descarte desenfreado desses produtos tem provocado problemas ambientais sérios, principalmente por aqueles aparelhos que contêm material de difícil decomposição na natureza, como o plástico, o metal e o vidro. E a situação piora muito quando os aparelhos contêm em sua composição, materiais pesados, altamente prejudiciais à saúde do homem e do ambiente, como pilhas, baterias e produtos magnetizados, que, ao serem descartados inadequadamente, liberam substâncias tóxicas que penetram no solo, contaminam os lençóis freáticos e, conseqüentemente, aos seres humanos.

Se pararmos para refletir na quantidade absurda de cerca de mais de 50 milhões de toneladas de lixo deste tipo que é descartada incorretamente, repensaríamos nossos hábitos de consumo e , quem sabe, passaríamos a ter atitudes mais responsáveis em relação ao uso de nossos aparelhos. Consertar equipamentos eletrônicos ou eletrodomésticos pode ser mais vantajoso economicamente, além de ser ecologicamente mais adequado. Em muitos casos, o custo do conserto de um eletroeletrônico não ultrapassa 40% do valor de um bem novo.

Se você é um consumidor consciente (se não o é, já está na hora de começar, não acha?), ao levar seus equipamentos ao conserto, analise, com atenção, o custo do serviço de reparo ou manutenção; a qualidade da assistência técnica (conserto mal feito, não é bom, certo?); e a originalidade das peças a serem substituídas. Ou, se você não abre mão de um novo modelo do mercado, procure doar seu eletroeletrônico a instituições sociais ou educacionais, que poderão fazer um bom uso deles por mais um bom tempo. Ou, encaminhe-os para a reciclagem, pois seus componentes podem ser reaproveitados em novos aparelhos. Assim, seu bem terá aumentada sua vida útil, e o ambiente será carinhosamente agraciado por sua atitude ecoconsciente.

Tenho observado que, quando preciso utilizar os serviços técnicos de reparo ou mantutenção de meus eletrônicos ou eletrodomésticos, preciso esperar um tempo maior do que costumava esperar antes, devido ao acúmulo de trabalho dos profissionais que oferecem estes serviços. Isto mostra duas coisas: Felizmente, ainda há pessoas que estão mais conscientes em relação a seus hábitos de consumo (ou estão mais preocupadas com seu próprio bolso). Seja lá qual for a razão, repito o que costumo dizer: lucra o ambiente e a geração futura será beneficiada por nossas ações responsáveis .

Imagem: Amanhã Terra
[tags]eletroeletrônicos, reutilização, reciclagem, lixo eletrônico, conserto de aparelhos, Faça a sua parte, Rede Ecoblogs[/tags]

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Comente aqui: (10)

 

  1. DE,
    o preço dos materiais e da mão de obra hoje não compensam o conserto. Vivemos a era dos descartáveis e é irreversível isso.
    Com a economia de escala, os preços dos equiptos tendem a cair mais e mais. Como exemplo, celulares e computadores. Um Notebook, hoje custa o mesmo que um desktop e na hora da compra já sabemos que será descartado tão logo chegue um modelo mais novo.
    O jeito é apelar para a Naná, aquela artista plástica que confecciona bijoux com partes eletrônicas, né?
    Beijo, menina

    ps: não fica brabinha com minha brincadeira do IR, tá?

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  2. denise says:

    Nem todo mundo manda para as “Nanás”, por isso, o ideal é que se doe para alguém ou se devolva à própria loja. O que não se pode é deixar no lixo. Não acredito que seja irreversível. É uma questão de hábito.
    Sem neuras sobre o IR, hehe.
    abraço, garoto

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  3. O negócio é ter em mãos endereços de quem os aproveite sem destruir a natureza…
    Hoje em dia compramos sabendo que logo os descartaremos, infelizmente.

    Minha querida, também eu sinto saudades suas, moramos tão perto e nunca o tempo nos favorece encontrar, vamos combinar algo, um café, um papo, um abraço e um riso, que tal?

    Princesinha vai bem? Carinho nela.

    Pra você meu beijo e desejo de lindos dias

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  4. Grace Olsson says:

    Querida Denise, eu troco de cãmera fotográfica a cada seis meses – por questão de necessidade mesmo, já que venho investindo nessa área- mas semrpe dou um jeito de vendê-la por um preço baixo we celular, tnho um dos mais simples.Passei 6 anos comum e só troquei por que quebrou.
    bjs e dias felizes
    Mais um post infromativo

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  5. Yvonne says:

    Denise, normalmente eu dôo o que não necessito mais, mas valeu a pena o seu post informativo.
    Beijocas

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  6. Tina says:

    Oi Denise!

    Eu sempre que troco de celular faço questão de doar o anterior. E aqui no escritório temos coletor de pilhas e baterias que são encaminhadas para reciclagem.

    Ótimo post, parabéns querida.

    beijos e boa semana,

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  7. Grace e Yvonne,
    Vocês fazem a coisa certa. O perigo é o descarte irresponsável, de certas pessoas, que jogam em qualquer lugar, o seu lixo.
    Tina,
    O uso de coletores deste tipo devia ser obrigatório em todo lugar público, não acha?
    beijo, meninas

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  8. Marcia, na própria loja em que se compra os aparelhos, pode-se deixar o usado. E os que funcionam podem ser doados em orfanatos, por exemplo.
    beijo, menina

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  9. Eu costumo doar esses eletrônicos sem uso. O que não pode é jogar no lixo.
    Um beijão.

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  10. Carlos,
    Há sempre alguém que precisa de um celular. Também dôo os meus.
    abraço, garoto

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