Deixando a hipocrisia de lado, admitamos: desejamos punir com a morte quem comete atrocidades? Embora a maioria de nós afirme que não teria coragem de matar outro ser humano, em momentos de grande comoção e revolta, principalmente se a vítima do criminoso for alguém que amamos, temos ímpetos de vingança e desejo de que o causador de tamanha dor pague com a vida tanta injustiça e sofrimento.
Eu mesma desejei muito que o assassino de meu filho morresse também. Não se escandalizem. Se seu filho sofresse a mesma violência, você provavelmente também se sentiria assim. É claro que eu já perdoei. Não que eu seja boazinha ou virtuosa, mas pedi muito a Deus que me desse a graça do perdão. E hoje estou em paz com meu espírito. Mas, confesso que, quando eu soube que o policial que o executou havia sido morto também, senti algo esquisito que não sabia descrever o que era. Minha filha me disse: “é porque ele também tem mãe…”
Quando presenciei a execução de Saddam, percebi que a vingança é algo deprimente. Matar o condenado nos torna tão assassinos quanto ele. E voltando à notícia, fico imaginando tudo o que deve ter acontecido a este condenado nestes 20 anos. A longa espera no corredor da morte deve ser castigo maior que a própria morte.
imagem: Free Fotolog
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O maior dos medos ainda é morrer e pensando pelo lado, não da pena, mas do medo da consequência da prática do crime, muitos crimes deixarão de ser cometidos. Por outro lado, penso que ninguém tem o direito de tirar a vida.
Na faculdade debatemos muito sobre isso e não chegamos a lugar algum. Tema bastante complexo! Boa semana! Beijus
Luma,
Pode até ser verdade que algumas pessoas tenham medo da morte. Mas, se analisarmos bem, veremos que a criminalidade não é contida em países em que a pena de morte é aplicada. Porque a inclinação para o mal não é detida por medidas externas. Precisa de uma mudança interior, com tratamento psicológico e espiritual. Assim eu acredito.
beijo, menina
[...] a memória de um filho que já não está com a gente. Aprendi a conter a sede de vingança e perdoar. E me vi impulsionada a começar de novo e tentar reviver do marasmo em que me [...]