
Todo mundo já sabe (ou deveria saber) o que é o desenvolvimento sustentável e o consumo consciente. Mas, será que existe um consumidor realmente consciente, daquele que busca encontrar o equilíbrio entre atender suas necessidades básicas e o impacto do seu consumo no meio ambiente?
Uma professora referiu-se a esta questão como sendo “coisa de velho gagá; besteira”. Será que o fato de uma tonelada de pedacinhos de papel reciclados poderem substituir o corte de 15 a 20 árvores é besteira? Será que uma pessoa que tem consciência de que seus atos de consumo afetam não só a ela mesma, mas a todos que vivem neste mundo e, principalmente, às futuras gerações, é um “velho gagá”?
Consumidores engajados ou econômicos
É óbvio que há consumidores engajados, que se esforçam para economizar os recursos naturais, mas não radicalmente. E eu me incluo neste grupo. Ainda não pratico amplamente o consumo consciente. Utilizo muito o carro, por força das circunstâncias, e sei que contribuo para aumentar o lançamento de gases na atmosfera. Ainda não consegui reciclar ou reaproveitar todas as embalagens que trago para casa. Tenho procurado diminuir o consumo de alimentos de origem animal; levo minha sacola às compras e reutilizo as que eventualmente traga para casa. Não tenho eletrodomésticos, como aspirador de pó, ar condicionado; utilizo gás natural no fogão e no chuveiro; e outras atitudes relacionadas ao consumo de água e energia, por exemplo.
Há também aqueles que praticam o consumo consciente, apenas para evitar desperdícios, por economia mesmo. Esses nem têm a opção de consumir desenfreadamente. Para eles o reaproveitamento de materiais e a reciclagem é até uma questão de sobrevivência. Estão conscientes de que seus aparelhos em stand by são responsáveis por até 15% do valor da conta de luz, por exemplo. E, ao pensarem em seu bolso, beneficiam o ambiente em conseqüência de suas necessidades econômicas.
Consumidor indiferente
Porém, o pior de todos é o consumidor indiferente, como aquela professora, que não se importa nem um pouco em rever seus hábitos de consumo, por julgar que qualquer ação seja ineficaz para diminuir o impacto nocivo de suas emissões sobre o planeta, e que tais atitudes são besteira de “velhos gagás”, que acumulam cacarecos e ficam remendando as coisas para reaproveitá-las.
Um consumidor consciente considera todas as suas práticas importantes para diminuar o impacto ambiental; um consumidor engajado se esforça para economizar, mas não é tão radical, como deixar seu carro em casa e trocar uma bela picanha por lentilhas. Um consumidor indiferente, ao contrário, além de ignorar questões ambientais, nos considera “velhos gagás”.
Que tipo de consumidor é você: consciente, engajado ou indiferente? Para aquela professora, eu sou uma velhinha bem gagá…
Imagem: daqui

Uma mestra feminista e eco-consciente.








Eu continuo tentando.
Falta muito ainda, mas, não posso dizer que seja indiferente a tudo isso.
Já tentou fazer de novo o doce de casca de mixirica?
Vai dar certo, vai dar certo.
Beijos querida, prás três.
Pois eu já a considero uma pessoa engajada , quase consciente, pois, sua vida em Mongaguá é bem saudável e natural, né mesmo? E em termos de reutilização e reaproveitamento de alimentos e materiais você é dez. Acho que aquela professora ia te chamar de gagá também, kkkk.
Ainda não fiz geléia, ando com muita preguiça de cozinha, sabe…
:Beijos, menina
[...] o bolso e pouca gente entende isso. Ainda existe o preconceito de que sucata é coisa de pobre ou mania de velho. O bacana de montar o apartamento com móveis reciclados ou reaproveitados é que, com materiais [...]
Oi, Denise!
Para mim, gagá são aquelas pessoas que se acostumam tanto à benesses do mundo moderno que esquecem como se prega um botão ou um prego na parede. E o pior é quando percebemos que confiam mais na mídia e nas empresas do que na família ou na própria opinião. Gastar, gastar, gastar. Consumir, consumir, consumir. Consumo logo existo. As pessoas estão deixando de se definir pelo que são, e sim se definindo pelo que possuem, embora transitório e passageiro.
Mas eu vou seguindo com as minhas abóboras, meu minhocário e um projeto de composteira para o cocô dos cachorros. Vai dar certo!
Bjs//
O pior é o que ensinam às crianças: uma geração consumista é o que desejamos? Uma criança falou assim, sobre economizar água: “ah, deixa!Quando acabar a gente morre” E muitos adultos têm esta mentalidade de que não estarão aqui quando “o circo pegar fogo” e vivem apenas o “aqui e o agora”.
Manda notícias de seus projetos, tá?
beijo, menina
[...] não queremos abrir mão de nossa vida confortável, temos a obrigação de zelar pelos recursos que consumimos. Reduzir o consumo, reaproveitar materiais e, em último caso, reciclá-los, são atitutes que [...]
[...] para diminuir o gasto com matéria prima e gerar menos lixo não é coisa de pobre nem de velho gagá. É uma atitude necessariamente ecoconsciente. Reciclar é importante, porém, reaproveitar [...]
[...] quem comente que pareço um velho gagá, cercado de velharias, acumulando cacarecos e remendando objetos para reaproveitá-los. Na realidade, sou o tipo de [...]
[...] parecer que estou fazendo economia ou que sou uma velha gagá acumuladora de cacarecos que vive remendando as coisas para reaproveitá-las. Porém não se trata disto. Usar móveis de [...]